
A Polícia deu cumprimento aos mandados de internação provisória de dois menores de idade apontados como responsáveis por instaurar o terror no bairro Codó Novo.
Entre os apreendidos está o suspeito da autoria do homicídio de Antônio Filho, conhecido como “Fura Porca”, morto com um tiro e a coronhada no morro da rua Viana, Codó Novo, por volta das 22h30, do dia 08 de agosto, sábado. Fura Porca estava de saidinha dos Pais do presídio de Coroatá.
Em entrevista concedida ao jornalista Sena Freitas, da FCTV, o delegado Rômulo Vasconcelos detalhou as investigações e a dinâmica dos fatos que levaram à apreensão da dupla.
De acordo com o delegado, a região vinha sendo palco de constantes confrontos armados entre grupos rivais.
“A verdade é que a gente foi dar cumprimento à internação provisória desses dois menores infratores que estão um verdadeiro terror lá em cima do morro ali. É o morro Colina Nova, todo dia troca de tiros, né?”, afirmou Vasconcelos.
Confissão do homicídio
Durante a abordagem e interrogatório, um dos menores assumiu a autoria dos disparos que vitimaram “Fura Porca”, alegando ter agido em legítima defesa.
Segundo o relato do delegado, a vítima e um segundo indivíduo foram até a residência de Yuri com a intenção de executá-lo.
“Na verdade, ele falou que dois elementos foram na casa dele atirando. Tanto é que tem realmente marcas de tiros lá, né? Ele reagiu a essa justa agressão e atirou contra o ‘Fura Porca’, que veio a óbito praticamente em frente à casa dele”, explicou o delegado.
Ainda conforme a fala de Rômulo Vasconcelos, o crime envolveu extrema violência logo após a troca de disparos.
“No início, um saiu correndo, que estava com ele. Nessa troca de tiros, o ‘Fura Porca’ foi baleado. Quando ele caiu, agrediram ele com a própria arma de fogo que ele levava. Quebraram a arma na cabeça dele. A cabeça foi esmagada, mas o que deve ter causado a morte dele realmente foi o tiro; além, só finalizaram”, declarou.
Apreensão de armamento e desdobramentos
Com o menor que assumiu o crime, a polícia encontrou a arma de fogo utilizada nas ações criminosas da facção, além de farta munição.
“Essa arma foi encontrada com ele na sua casa. Infelizmente, esses menores conseguem adquirir uma arma potente dessa, utilizada para cometimento de crimes”, lamentou o delegado.
Além da apreensão em flagrante pela posse do armamento, a polícia também instaurou o procedimento legal para a investigação do homicídio e a conduta de outros possíveis envolvidos no espancamento posterior aos disparos.
TEMPO FORA DAS RUAS
A dupla ficará sob custódia em internação provisória por até 45 dias, período em que a Polícia Civil dará continuidade às diligências para identificar e prender o restante do grupo que atua na região.
“Essa guerra lá vai dar um tempo agora porque dois deles estão apreendidos. A gente vai tentar identificar o restante”, concluiu Rômulo Vasconcelos.

