
A mãe de um adolescente apreendido por ordem judicial na última quinta-feira (13) rompeu o silêncio e apresentou sua versão sobre o crime ocorrido em Codó.
O menor foi localizado pela equipe do delegado Rômulo Vasconcelos, da 4ª Delegacia Regional de Codó, e cumprirá 45 dias de internação provisória por ser o autor confesso do disparo que tirou a vida de Antonio Filho, conhecido como “Fura Porca”, em um episódio registrado no dia 8 de julho, no morro da rua Viana, bairro Codó Novo.
Em um depoimento gravado para explicar a situação, a mulher relatou momentos de tensão vividos em sua residência e alegou que o jovem agiu para defender a família.
“Eu tô gravando um vídeo sobre a situação que aconteceu na minha casa. Vieram duas pessoas e atiraram na minha casa, no portão, dois tiros no portão, um tiro aqui e outro tiro aqui, quatro tiros”, afirmou.
Ela acrescentou que o ataque ocorreu quando ela, crianças e uma prima estavam no imóvel.
“Aí ele chegou atirando aqui, tava eu, as crianças e minha prima aqui na porta. Então ele não respeitou, foi logo metendo os tiros e dizendo ‘sai pra fora, sai pra fora”, diz
ELA CHAMOU O FILHO
Diante dos disparos, a moradora chamou pelo filho.
“Então no caso ele atirou, eu grito meu filho, meu filho sai de dentro de casa, é de menor meu filho. Deu um tiro no rapaz, o rapaz caiu porque ele atirou primeiro aqui na minha casa. Aí meu filho atirou nele, ele morreu”, relatou. Segundo a mãe, o homem que acompanhava a vítima fugiu logo em seguida: “Ele andava com um tal de Marcelo que eu não conheço, desceu correndo e o outro ficou aqui morrendo no chão”, sustenta a mãe
A mulher afirmou ainda que não conhecia a vítima até o momento do ocorrido, sabendo de sua identidade apenas posteriormente.
“Eu não conheço, só que me disseram que o nome dele é Antonio Filho e o apelido dele é Fura Porca”, declarou.
OUTROS PARTICIPANTES
Por fim, ela aproveitou o pronunciamento para desmentir rumores sobre o envolvimento de outras pessoas na ação junto com o jovem.
“Tão dizendo que ele matou com outras pessoas… Não, meu filho matou foi sozinho, não tem outra pessoa envolvida, não tem, tudo é mentira, tudo é mentira. E a outra pessoa que andava com Fura Porca eu não conheço, nunca nem vi na minha vida e nem quero ver”, concluiu.
Está parte do vídeo conflita com o fato de que, após a morte por disparo de arma de fogo, Fura Porca teve a cabeça espancada a coronhadas. A pistola usada para a agressão ficou no local quebrada ao meio.
Quem fez esta parte do crime é o que o delegado Rômulo Vasconcelos continua investigando.
3 menores já foram apreendidos por envolvimento na morte de Fura Porca, que estava de saidinha do Dia dos Pais, egresso do presídio de Coroatá, quando foi assassinado nestas circunstâncias.

