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sexta-feira, 21 de agosto de 2026
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SEMMAM: 2ª Plenária de 2026 do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Munim fortalece planejamento integrado para proteção dos recursos hídricos

Nina Rodrigues recebeu a 2ª Plenária de 2026 do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Munim, reunindo representantes dos municípios integrantes da bacia e das Câmaras Técnicas em um importante espaço de diálogo, planejamento e construção de estratégias para a gestão dos recursos hídricos.

O encontro reafirmou a importância de uma atuação integrada entre os municípios que compartilham a mesma bacia hidrográfica. A gestão das águas exige articulação territorial, participação social, conhecimento técnico e planejamento contínuo, especialmente diante dos diferentes desafios ambientais existentes ao longo do curso do rio. Entre os temas debatidos estiveram ações ambientais, legislação, educação ambiental, planejamento, gestão territorial e utilização de tecnologias como instrumentos de apoio à tomada de decisão e ao monitoramento dos recursos naturais.

Codó participa da construção regional por meio da SEMMAM

Representando Codó, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SEMMAM participou das discussões e apresentou as propostas desenvolvidas no âmbito da Câmara Técnica de Educação Ambiental, cuja coordenação está sob responsabilidade do município. A participação de Codó demonstra uma compreensão de que a educação ambiental precisa ultrapassar os limites de projetos pontuais e assumir caráter permanente, integrado e regional.

Nesse sentido, a proposta apresentada parte de uma premissa central: a gestão isolada tende a produzir resultados limitados, enquanto uma abordagem baseada na bacia hidrográfica permite integrar territórios, instituições e comunidades em torno de objetivos comuns. A proposta também considera a necessidade de estabelecer uma educação ambiental permanente, capaz de formar professores, estudantes, lideranças comunitárias e demais atores sociais para a compreensão e proteção do território.

Um programa estruturado em cinco eixos

O planejamento apresentado pela Câmara Técnica de Educação Ambiental está organizado em cinco eixos estruturantes, conectando a recuperação física dos ambientes naturais ao engajamento social: Eixo 1 – Educação Ambiental: voltado à transformação humana por meio da formação e da educação permanente. Eixo 2 – Recuperação de Nascentes: direcionado à recuperação das áreas responsáveis pela manutenção dos recursos hídricos. Eixo 3 – Mata Ciliar: destinado à proteção ecológica e à recuperação das Áreas de Preservação Permanente. Eixo 4 – Monitoramento: voltado ao acompanhamento da qualidade ambiental e à produção de informações para subsidiar a gestão. Eixo 5 – Participação Social: destinado ao fortalecimento da governança e à construção de uma sustentabilidade de longo prazo.

A proposta apresentada busca, portanto, integrar educação, recuperação ambiental, monitoramento científico e participação comunitária dentro de uma mesma estratégia de gestão.

Estratégia diferente para cada trecho da bacia

Outro aspecto importante do planejamento é a compreensão de que a Bacia do Rio Munim não pode ser tratada de maneira homogênea. As ações propostas consideram as particularidades do alto, médio e baixo curso, estabelecendo prioridades de acordo com as características ecológicas e sociais de cada região. No alto curso, a estratégia prioriza a proteção de nascentes, o envolvimento dos produtores rurais e a adoção de práticas de conservação do solo capazes de reduzir processos como erosão e assoreamento. No médio curso, a proposta concentra esforços na integração entre educação escolar e recuperação ambiental, incluindo viveiros de mudas, recuperação de áreas de preservação permanente, reflorestamento e monitoramento participativo da qualidade da água. Já no baixo curso, a estratégia incorpora de maneira mais intensa as comunidades ribeirinhas, o saneamento, a gestão de resíduos e o desenvolvimento de atividades de turismo sustentável, buscando conciliar geração de renda, valorização dos saberes tradicionais e conservação dos ecossistemas. Essa divisão territorial permite que o planejamento seja mais eficiente, uma vez que as intervenções são adequadas às características e necessidades de cada trecho da bacia.

Educação ambiental como eixo de transformação

Entre as propostas estruturantes estão a criação e fortalecimento de iniciativas como a Escola das Águas, os Jovens Guardiões, viveiros de mudas, monitoramento participativo, trilhas de educação ambiental e um laboratório ambiental. A proposta dos Jovens Guardiões, por exemplo, busca estimular a participação da juventude na proteção e no monitoramento do território. Os viveiros, por sua vez, representam uma importante infraestrutura verde para a produção de mudas destinadas à recuperação da mata ciliar e das áreas degradadas. A estratégia também prevê experiências de educação ambiental associadas ao turismo sustentável, aproximando a população dos ambientes naturais e transformando o conhecimento sobre o território em instrumento de conservação.

Planejamento com cronograma físico-financeiro

Um dos pontos apresentados durante a plenária foi a necessidade de transformar as propostas em um planejamento executável, com definição de etapas, metas, indicadores e recursos. O programa está estruturado em um horizonte de três anos. No primeiro ano, a prioridade é o diagnóstico e a mobilização, com mapeamento dos atores locais, identificação de áreas críticas e estruturação do Centro de Socialização Ambiental. No segundo ano, ocorre a implantação, com execução dos projetos estruturantes, instalação de viveiros e início das ações de recuperação ambiental. No terceiro ano, a proposta entra na fase de consolidação, com avaliação dos indicadores, fortalecimento da autonomia das comunidades e ampliação da integração entre conservação ambiental e desenvolvimento sustentável.

O planejamento apresentado prevê um investimento estimado em R$ 1,8 milhão, distribuído entre ações de recuperação de APPs, monitoramento, implantação de viveiros, educação ambiental e mobilização social. Mais importante que o volume financeiro, entretanto, é a vinculação dos recursos a indicadores de desempenho, permitindo acompanhar resultados concretos, como número de pessoas capacitadas, nascentes recuperadas, mudas produzidas, escolas atendidas e evolução dos índices de qualidade da água.

Ciência, governo e sociedade trabalhando em rede

A proposta também reconhece que nenhum município ou instituição consegue enfrentar sozinho os desafios de uma bacia hidrográfica. Por isso, o modelo apresentado prevê uma rede de parcerias envolvendo Comitê de Bacia, municípios, instituições de ensino e pesquisa, órgãos governamentais, organizações da sociedade civil, associações comunitárias e demais atores do território. Essa articulação é fundamental para garantir conhecimento científico, capacidade institucional, participação social e continuidade das ações.

Governo Fé Trabalho e Futuro: um compromisso que ultrapassa os limites municipais

A participação de Codó, por meio da SEMMAM e da coordenação da Câmara Técnica de Educação Ambiental, reforça o papel do município e da Gestão Fé, Trabalho e Futuro na construção de uma agenda regional para os recursos hídricos. A 2ª Plenária de 2026 representa, assim, mais um passo na construção de uma visão integrada para a Bacia do Rio Munim: uma visão em que educação ambiental, recuperação de nascentes, proteção das matas ciliares, monitoramento e participação social deixam de ser ações isoladas e passam a fazer parte de uma estratégia comum de desenvolvimento sustentável.

A preservação dos recursos hídricos depende de planejamento, mas também de pessoas preparadas para compreender, proteger e participar da gestão do território. Preservar para usufruir. Educar para transformar. Planejar para garantir água e qualidade ambiental para as próximas gerações. A construção de uma Bacia do Rio Munim ambientalmente equilibrada começa pela integração entre seus municípios, instituições e comunidades — e encontros como a 2ª Plenária de 2026 demonstram que esse processo está em construção.

Todas essas ações e programas também serão apresentados ao comitê de bacias do Itapecuru onde Codo tem sua maior área dentro da bacia, inclusive com a proposta de criação de um Centro de socialização ambiental

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

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