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quarta-feira, 28 de outubro de 2026
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Arlindo Salazar explica porque deixou o PTdoB de pastor Max

Tudo acontenceu em 2007, foi o meu primeiro contato com a política partidária. Muitos sonhos, muitos projetos para esta terra. Filiei-me ao PTdoB e ousamos lançar a candidatura à Prefeito em 2008. Eu e o amigo Max Tony. Com uma campanha pobrezinha em recursos, o nosso diferencial foram as idéias, a forma propositiva de levar a mensagem aos eleitores, a defesa da boa política como um instrumento para cuidar melhor das pessoas e o sonho de uma Codó Mais Justa e Próspera.

Arlindo Salazar deixa PTdoB
Arlindo Salazar deixa PTdoB

A fé, a paixão, o sonho e o velho fusca azul. A mensagem foi dada com muita coragem e firmeza, a resposta das urnas não veio na mesma proporção, mas fiquei grato, porque a mensagem ecoou ainda por algum tempo depois das eleições.

Terminada às eleições focamos em 2012, foram quatro anos de preparação. O projeto continuava latente e ousado: lutar pela Prefeitura e fazer ao menos um Vereador. Por razões alheias à minha vontade não pude sair candidato à Prefeito, decidimos apoiar a reeleição de Zito e lutar pela Câmara Municipal. O projeto foi vitorioso: elegemos Max Tony e fizemos dois suplentes numa coligação, que aos olhos dos políticos experientes, parecia impossível. Foi um dia memorável, enfim o PTdoB faz um Vereador. O sonho nascido em 2007 e remodelado em 2012, se materializa.

O sacrifício foi gigante: afastamento da famíla, recursos financeiros, tempo, desgaste emocional, físico, psicológico, etc, mas “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Finalmente uma voz que pudesse representar o desejo de justiça social que silenciosamente permeia a vida dos menos favorecidos.

Hoje, com tristeza, está sobre a minha mesa a ficha de desfiliação de um partido que “doei meu sangue” em sua construção. Mas os homens são assim, vão e veem, uns constroem para muitos, outros querem para si somente, uns vivem o coletivo outros a individualidade. Sou incorrigível, continuarei a sonhar com a coletividade; com o sucesso coletivo; com o bem comum; com a idéia, talvez utópica, de que não valerá apena crescer na individualidade.

Finalmente deixo o PTdoB com a consciência de que fiz o que era possível, “doei meu sangue”, procurei respeitar as idéias e opiniões e busquei uma construção coletiva.

Tudo tem um tempo e agora sinto que é tempo de seguir outro caminho com os mesmos sonhos: Codó com justiça social. Eu amo Codó e por isso não me calarei, em 2016 continuarei a perseguir um sonho coletivo, onde eu e outros possamos participar, opinar e defender uma cidade com justiça, prosperidade e igualdade.

Por Arlindo Salazar

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

5 comentários

  1. Recebeu o que merecia. Não pensa em ninguém……………………………………………………………………………………..

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