Definitivamente, o Brasil entra na era da barbárie.
O resultado de 296 votos a favor da reforma trabalhista, e 177 contra, é o indicativo de que o país retoma o caminho da subordinação, da opressão e da seletividade. O PL 6787/2016, decreta a escravização da mão de obra – isto implica dizer que o Brasil institui na prática a quebra da ordem constitucional das relações trabalhistas -; reforça o enfraquecimento das organizações sindicais e destitui qualquer garantia.
Somente um cretino ousaria conformar essa ideia como plausível e necessária para inverter a lógica da crise capitalista. As várias tentativas de salvar a recessão de sua própria recessão fora elevando a cota de sacrifício dos trabalhadores e ao mesmo tempo salvaguardando os decrépitos capitalistas.
Há quatro décadas, ouvimos o clamor dos especialistas de que era preciso ‘fazer o bolo crescer’ para dividi-lo e todos ganhariam e, no entanto, a fatia maior fora designada para os especuladores; em seguida, há trinta e sete anos, a implacável recessão instigou os especialistas a confirmar que a década fora uma ‘década perdida’ e, mais recentemente, há nove anos – final da década de 2000 – a bolha imobiliária transcendeu todos os limites de uma crise globalizada afundando e dizimando as economias consolidadas – especialmente a Europeia e a do Norte – e o resultado estamos sentindo na ‘pele’, pois o quadro econômico globalizado indica que para sair de tal crise é indispensável aplicar os fundamentos macroeconômicos apontados pelas instituições financeiras internacionais – FMI e a Troika – cujas medidas são inapelavelmente mentirosas e visam apenas promover a transferência da riqueza estatal para o setor privado como resolução definitiva para normalizar a crise e provocar a retomada do crescimento econômico e, assim, a ‘mão invisível’ volta a ter confiança naquele país economicamente recauchutado.

Nosso Brasil passou por todos esses experimentos laboratoriais econômicos e o resultado demonstrado é de que não houve uma retomada consiste e perene do crescimento na proporção do discurso ‘salvacionista’ neoliberal, mas apenas um balão de ensaio para reduzir temporariamente a impaciente recessão – recessão essa que gera transferência de capital estatal para o falido setor privado, aliás, o neoliberalismo já deu provas cabais de que não sabe gerenciar a livre iniciativa, pois sempre estar ‘roubando’ capital estatal e gerando uma nova crise para retroalimentar o fictício capital especulativo que não sobrevive sem a presença do estado. Segundo os especialistas – teóricos burgueses econômicos – toda crise econômica tem sua origem no famoso ‘elefante branco’ – inclusive, criticam-no por seu excesso de banhas e aconselha-nos de é que preciso apará-las para equilibrar o sistema em sua essência (receitas e despesas) – e negam a sua verdadeira origem: pelo sistema econômico em sua plena liberdade.
Mas deixemos de lado esse processo econômico e voltemos ao que propomos realizar: apresentar uma crítica sistemática aos políticos maranhenses que votaram contra o cidadão comum, a classe trabalhadora e traíram a Nação.
É de fundamental importância que estejamos acompanhando o Congresso Nacional e sua mobilização. Neste sentido, quero mostrar como tem se comportado a bancada federal maranhense no que tange às votações consideradas de interesse da Nação e do Povo.
O governo ilegítimo, golpista e traidor Temer após assumir a presidência, imediatamente iniciou um processo de mudança da Agenda do país, sobretudo, tendo como principal norte o seu asqueroso Programa “Uma Ponte para o Futuro” e, desencadeou a mais retrograda política contra o povo e particularmente contra o país.
O primeiro passo deu-se com a chamada reforma do Ensino Médio. Uma ação profundamente conservadora e extremamente prejudicial para o Sistema Nacional de Educação de um modo geral. Não quero fazer uma exposição de motivo sobre as repercussões negativas dessa medida educacional e, sim, mostrar como a bancada maranhense votou na matéria. Na votação, estavam presentes em plenário, apenas 12 deputados dos 18. E veja como votaram:
A favor do governo e contra a educação:
- Aluisio Mendes (PTN),
- André Fufuca (PP),
- Cleber Verde (PRB),
- ELIZIANE Gama (PSB),
- Hildo Rocha (PMDB),
- Juscelino Filho (DEM),
- Pedro Fernandes (PTB),
- Waldir Maranhão (PP);
Contra o governo e a favor da educação:
- Rubens Pereira Junior (PCdoB),
- Victor Mendes (PSD);
- Weverton Rocha (PDT),
- Zé Carlos (PT).
A segunda iniciativa do governo ilegítimo, golpista e traidor Temer foi colocar em votação a mais perversa proposta contra a classe trabalhadora que, nem mesmo FHC aprovar: a terceirização irrestrita. Veja como votaram os deputados maranhenses nessa matéria que transforma o regime com regra em outro completamente desvinculado da obrigatoriedade da CLT. Na verdade, tem-se o acordado sobre o legislado, o que configura uma contradição e quebra de norma.
A favor do governo e contra os trabalhadores:
- Aluisio Mendes (PTN),
- Cleber Verde (PRB),
- Hildo Rocha (PMDB),
- Juscelino Filho (DEM),
- Júnior Marreca (PEN),
- José Reinaldo (PSB),
- João Marcelo Souza (PMDB),
- Pedro Fernandes (PTB),
- Victor Mendes (PV).
Contra a terceirização irrestrita:
- Eliziane Gama (PSB),
- Julião Amin Castro (PDT),
- Rubens Pereira Junior (PCdoB),
- Waldir Maranhão (PP),
- Weverton Rocha (PDT),
- Zé Carlos (PT).
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Vejam como cada um votou no PL 6787/2016 – reforma trabalhista. Sua aprovação implica nas seguintes consequências: a perda do 13º, férias,
A favor:
- Alberto Filho (PMDB);
- Aluisio Mendes (PTN);
- André Fufuca (PP);
- Cleber Verde (PRB);
- Hildo Rocha (PMDB);
- João Marcelo (PMDB);
- José Reinaldo (PSB);
- Junior Marreca (PEN);
- Juscelino Filho (DEM);
- Pedro Fernandes (PTB);
- Victor Mendes (PSD) e
- Waldir Maranhão (PP)
Contra:
- Deoclides Macedo (PDT);
- Eliziane Gama (PPS);
- Luana Costa (PSB);
- Rubens Júnior (PCdoB);
- Weverton Rocha (PDT) e
- Zé Carlos (PT).
É possível ao povo maranhense ter a percepção de quem, efetivamente, está no Congresso a serviço da população e quem está a serviço do capital – dos empresários, banqueiros, latifundiários, empreiteiros corruptos, fazendeiros. Os deputados maranhenses – a votação de cada um é a opção por um lado, o lado da vantagem e da cretinice – demonstra seu compromisso com a burguesia nacional e internacional e contra o povo brasileiro.
Conclamamos ao povo maranhense para não esquecer a face e o nome de cada um dos deputados que votaram contra seus interesses e especialmente do Brasil.
Que o maranhense desperte para uma completa renovação política, com novos homens públicos experimentados, vinculados à luta classista e com um ideário manifestamente semelhante com o do povo, privilegie a defesa das causas sociais e integre o campo progressista. A luta desigual continuará desigual e injusta enquanto permanecer a atual correlação de forças conservadoras sendo legitimadas pelo compra do voto e da inconsciência política.
Já estar comprovado de que o campo progressista – aquele segmento político que tem vinculo direto e orgânico com os movimentos sociais de base – tem dado uma valiosa contribuição à organização da sociedade civil, por conseguinte, esta mesma sociedade civil necessita garantir uma base parlamentar forte, comprometida e, acima de tudo, integrada aos interesses dos trabalhadores. Será que é tão difícil a sociedade maranhense distinguir o parlamentar que representa seus interesses daqueles que já comprovaram a quem servem através de seus votos nas matérias de interesse do governo antipovo?
O Maranhão precisa avançar progredir e se modernizar. E para isso é fundamental que o maranhense eleja uma bancada totalmente nova em 2018, com uma cara que seja sua cara, a cara do povo.
O que falta é vergonha, tanto na escolha quanto para o escolhido. Chega de dissimulação e falsidade. É hora de se cobrar uma verdadeira política que seja capaz de beneficiar a comunidade e não o politiqueiro miserável e traidor.
Compete ao povo maranhense reavaliar seu voto em 2018 diante do comportamento da bancada maranhense cretina que não tem a decência, não tem ética e não é comprometida com a causa popular.
É chegado o momento crucial para a sociedade civil maranhense renegar esses arremedos de políticos. Eles simplesmente são a expressão do atraso, alinhados à servidão do capital e representam o lado dos poderosos.
Por Jacinto Junior


Che Guevara de Shopping Center – O Guerrilheiro do Sofismo.