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segunda-feira, 24 de agosto de 2026
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Por Jacinto Junior – O desafio agora é renegar os traidores em 2018

Definitivamente, o Brasil entra na era da barbárie.

O resultado de 296 votos a favor da reforma trabalhista, e 177 contra, é o indicativo de que o país retoma o caminho da subordinação, da opressão e da seletividade. O PL 6787/2016, decreta a escravização da mão de obra – isto implica dizer que o Brasil institui na prática a quebra da ordem constitucional das relações trabalhistas -; reforça o enfraquecimento das organizações sindicais e destitui qualquer garantia.

Somente um cretino ousaria conformar essa ideia como plausível e necessária para inverter a lógica da crise capitalista. As várias tentativas de salvar a recessão de sua própria recessão fora elevando a cota de sacrifício dos trabalhadores e ao mesmo tempo salvaguardando os decrépitos capitalistas.

Há quatro décadas, ouvimos o clamor dos especialistas de que era preciso ‘fazer o bolo crescer’ para dividi-lo e todos ganhariam e, no entanto, a fatia maior fora designada para os especuladores; em seguida, há trinta e sete anos, a implacável recessão instigou os especialistas a confirmar que a década fora uma ‘década perdida’ e, mais recentemente, há nove anos – final da década de 2000 – a bolha imobiliária transcendeu todos os limites de uma crise globalizada afundando e dizimando as economias consolidadas – especialmente a Europeia e a do Norte – e o resultado estamos sentindo na ‘pele’, pois o quadro econômico globalizado indica que para sair de tal crise é indispensável aplicar os fundamentos macroeconômicos apontados pelas instituições financeiras internacionais – FMI e a Troika – cujas medidas são inapelavelmente mentirosas e visam apenas promover a transferência da riqueza estatal para o setor privado como resolução definitiva para normalizar a crise e provocar a retomada do crescimento econômico e, assim, a ‘mão invisível’ volta a ter confiança naquele país economicamente recauchutado.

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

Nosso Brasil passou por todos esses experimentos laboratoriais econômicos e o resultado demonstrado é de que não houve uma retomada consiste e perene do crescimento na proporção do discurso ‘salvacionista’ neoliberal, mas apenas um balão de ensaio para reduzir temporariamente a impaciente recessão – recessão essa que gera transferência de capital estatal para o falido setor privado, aliás, o neoliberalismo já deu provas cabais de que não sabe gerenciar a livre iniciativa, pois sempre estar ‘roubando’ capital estatal e gerando uma nova crise para retroalimentar o fictício capital especulativo que não sobrevive sem a presença do estado. Segundo os especialistas – teóricos burgueses econômicos – toda crise econômica tem sua origem no famoso ‘elefante branco’ – inclusive, criticam-no por seu excesso de banhas e aconselha-nos de é que preciso apará-las para equilibrar o sistema em sua essência (receitas e despesas) – e negam a sua verdadeira origem: pelo sistema econômico em sua plena liberdade.

Mas deixemos de lado esse processo econômico e voltemos ao que propomos realizar: apresentar uma crítica sistemática aos políticos maranhenses que votaram contra o cidadão comum, a classe trabalhadora e traíram a Nação.

É de fundamental importância que estejamos acompanhando o Congresso Nacional e sua mobilização. Neste sentido, quero mostrar como tem se comportado a bancada federal maranhense no que tange às votações consideradas de interesse da Nação e do Povo.

O governo ilegítimo, golpista e traidor Temer após assumir a presidência, imediatamente iniciou um processo de mudança da Agenda do país, sobretudo, tendo como principal norte o seu asqueroso Programa “Uma Ponte para o Futuro” e, desencadeou a mais retrograda política contra o povo e particularmente contra o país.

O primeiro passo deu-se com a chamada reforma do Ensino Médio. Uma ação profundamente conservadora e extremamente prejudicial para o Sistema Nacional de Educação de um modo geral. Não quero fazer uma exposição de motivo sobre as repercussões negativas dessa medida educacional e, sim, mostrar como a bancada maranhense votou na matéria. Na votação, estavam presentes em plenário, apenas 12 deputados dos 18. E veja como votaram:

A favor do governo e contra a educação:

  1. Aluisio Mendes (PTN),
  2. André Fufuca (PP),
  3. Cleber Verde (PRB),
  4. ELIZIANE Gama (PSB),
  5. Hildo Rocha (PMDB),
  6. Juscelino Filho (DEM),
  7. Pedro Fernandes (PTB),
  8. Waldir Maranhão (PP);

Contra o governo e a favor da educação:

  1. Rubens Pereira Junior (PCdoB),
  2. Victor Mendes (PSD);
  3. Weverton Rocha (PDT),
  4. Zé Carlos (PT).

A segunda iniciativa do governo ilegítimo, golpista e traidor Temer foi colocar em votação a mais perversa proposta contra a classe trabalhadora que, nem mesmo FHC aprovar: a terceirização irrestrita. Veja como votaram os deputados maranhenses nessa matéria que transforma o regime com regra em outro completamente desvinculado da obrigatoriedade da CLT. Na verdade, tem-se o acordado sobre o legislado, o que configura uma contradição e quebra de norma.

A favor do governo e contra os trabalhadores:

  1. Aluisio Mendes (PTN),
  2. Cleber Verde (PRB),
  3. Hildo Rocha (PMDB),
  4. Juscelino Filho (DEM),
  5. Júnior Marreca (PEN),
  6. José Reinaldo (PSB),
  7. João Marcelo Souza (PMDB),
  8. Pedro Fernandes (PTB),
  9. Victor Mendes (PV).

Contra a terceirização irrestrita:

  1. Eliziane Gama (PSB),
  2. Julião Amin Castro (PDT),
  3. Rubens Pereira Junior (PCdoB),
  4. Waldir Maranhão (PP),
  5. Weverton Rocha (PDT),
  6. Zé Carlos (PT).

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 Vejam como cada um votou no PL 6787/2016 – reforma trabalhista. Sua aprovação implica nas seguintes consequências: a perda do 13º, férias,

A favor:

  1. Alberto Filho (PMDB);
  2. Aluisio Mendes (PTN);
  3. André Fufuca (PP);
  4. Cleber Verde (PRB);
  5. Hildo Rocha (PMDB);
  6. João Marcelo (PMDB);
  7. José Reinaldo (PSB);
  8. Junior Marreca (PEN);
  9. Juscelino Filho (DEM);
  10. Pedro Fernandes (PTB);
  11. Victor Mendes (PSD) e
  12. Waldir Maranhão (PP)

Contra:

  1. Deoclides Macedo (PDT);
  2. Eliziane Gama (PPS);
  3. Luana Costa (PSB);
  4. Rubens Júnior (PCdoB);
  5. Weverton Rocha (PDT) e
  6. Zé Carlos (PT).

É possível ao povo maranhense ter a percepção de quem, efetivamente, está no Congresso a serviço da população e quem está a serviço do capital – dos empresários, banqueiros, latifundiários, empreiteiros corruptos, fazendeiros. Os deputados maranhenses – a votação de cada um é a opção por um lado, o lado da vantagem e da cretinice – demonstra seu compromisso com a burguesia nacional e internacional e contra o povo brasileiro.

Conclamamos ao povo maranhense para não esquecer a face e o nome de cada um dos deputados que votaram contra seus interesses e especialmente do Brasil.

Que o maranhense desperte para uma completa renovação política, com novos homens públicos experimentados, vinculados à luta classista e com um ideário manifestamente semelhante com o do povo, privilegie a defesa das causas sociais e integre o campo progressista. A luta desigual continuará desigual e injusta enquanto permanecer a atual correlação de forças conservadoras sendo legitimadas pelo compra do voto e da inconsciência política.

Já estar comprovado de que o campo progressista – aquele segmento político que tem vinculo direto e orgânico com os movimentos sociais de base – tem dado uma valiosa contribuição à organização da sociedade civil, por conseguinte, esta mesma sociedade civil necessita garantir uma base parlamentar forte, comprometida e, acima de tudo, integrada aos interesses dos trabalhadores. Será que é tão difícil a sociedade maranhense distinguir o parlamentar que representa seus interesses daqueles que já comprovaram a quem servem através de seus votos nas matérias de interesse do governo antipovo?

O Maranhão precisa avançar progredir e se modernizar. E para isso é fundamental que o maranhense eleja uma bancada totalmente nova em 2018, com uma cara que seja sua cara, a cara do povo.

O que falta é vergonha, tanto na escolha quanto para o escolhido. Chega de dissimulação e falsidade. É hora de se cobrar uma verdadeira política que seja capaz de beneficiar a comunidade e não o politiqueiro miserável e traidor.

Compete ao povo maranhense reavaliar seu voto em 2018 diante do comportamento da bancada maranhense cretina que não tem a decência, não tem ética e não é comprometida com a causa popular.

É chegado o momento crucial para a sociedade civil maranhense renegar esses arremedos de políticos. Eles simplesmente são a expressão do atraso, alinhados à servidão do capital e representam o lado dos poderosos.

 Por Jacinto Junior

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

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