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quarta-feira, 5 de agosto de 2026
Política

Ministério Público leva Ricardo Archer à Justiça por causa de barragem e desmatamento de margem do rio Saco

Ricardo Archer

Para garantir a restauração ambiental de uma área, degradada pela construção de uma barragem em Codó, no Rio Saco, afluente do Rio Itapecuru, o Ministério Público do Maranhão (MPMA) ajuizou, em 23 de janeiro, Ação Civil Pública em desfavor do empresário Ricardo Archer.

Archer é responsável pelo empreendimento, localizado em sua fazenda, em área de preservação ambiental, no Km17, na BR-316, na zona rural do município.

O pedido foi feito pela titular da 2ª Promotoria de Justiça da comarca, Aline Silva Albuquerque, em Ação Civil Pública com obrigação de fazer e indenizatória de responsabilidade civil por danos causados ao meio ambiente.

A manifestação é baseada no Inquérito Civil nº 01/2008, instaurado pelo anterior titular da promotoria, Esdras Liberalino Soares Júnior.

SEM AUTORIZAÇÃO

O MPMA solicitou ao empresário a apresentação de documentos como a licença, expedida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), para instalar a barragem; além da autorização para retirar vegetação às margens do Rio Saco e da outorga de direito de uso de recursos hídricos (autorização de uso).

Foram requeridos, ainda, o memorial descritivo da área do projeto e a descrição resumida do empreendimento. O único documento apresentado pelo empresário foi o registro da fazenda.

ACORDO

Em julho de 2009, o Ministério Público do Maranhão firmou um Compromisso de Ajustamento de Conduta (acordo) com o empresário, estabelecendo a obtenção da licença de operação e a outorga dos recursos hídricos, junto à Sema, para regularizar o uso e a manutenção da barragem.

Ricardo Archer solicitou à Secretaria de Estado de Meio Ambiente a Licença de Operação (LO) para a barragem, mas o documento não foi expedido.

No decorrer do processo de expedição dos documentos, uma vistoria realizada pela Sema constatou infrações do empresário como uso não autorizado de poço tubular e utilização de outros dois poços, cujas perfurações também não foram permitidas pela secretaria.

PEDIDOS

Na ACP, o MPMA requer a restauração ambiental, por meio do plantio de espécies nativas, da área de preservação permanente degradada. A recuperação deve seguir as determinações da Política Nacional de Meio Ambiente.

A multa por descumprimento pedida é de R$ 10 mil diários.

O Ministério Público solicita, ainda, a condenação de Ricardo Archer ao pagamento indenização pelos danos ambientais.

Redação: CCOM-MPMA

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

9 comentários

  1. Não vejo a hora do Governo do Estado juntamente com a prefeitura de Codó começarem a construir o Centro Olímpico na área do antigo aeroporto. Quero ver se Ricardo Archer manda derrubar.

  2. Aquela derrubada da casa do Aeroporto promovida e divulgada pelo Ex-Prefeito Ricardo Archer mostra muito bem como se faz politica em Codó. O Aeroporto nunca pertenceu a Ricardo Archer. Foi doado pelo Coronel Sebastião Archer da Silva para o Ministério da Aeronáutica. A FAB era quem pagava o pesso9al que vigiava o aeroporto. Falta de respeito que sempre demonstrou por Codó~.

  3. O SENHOR ACELIO ESTÁ PUBLICANDO AS MENSAGENS RETIRANDO PSLSVRSD E FRASES IMPORTANTES. GOSTARIA DE SABER QUAIS OS CRITÉRIOS ADOTADOS PARA ANÁLISE DAS MENSAGENS ENVIADAS.

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