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segunda-feira, 24 de agosto de 2026
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VÍDEO – Seca deixa lavradores de Codó sem ter o que beber e como alimentar a criação de animais

Na extensa zona rural de Codó, muitos lavradores sobrevivem nesta época do ano como Raelma da Silva e sua família de 8 crianças nos mostram – ou seja – com o que as cisternas conseguem armazenar das chuvas que foram embora ainda no mês de maio.

 “Foi uma coisa muito boa…POR QUE RAELMA? Ajudou muito porque a gente ia buscar água longe e a gente ter uma cisterna em casa foi a melhor coisa que aconteceu …NESTA ´PEOCA DO ANO, ENTÃO DE SECA? Melhor ainda (…) essa água, a gente consome ela e quando chega o inverno de novo ainda tem água pra ser derramada”, disse

Mas num município com cerca de 530 povoados, pode acreditar que tem lavrador sem água pra beber nesta época. É o caso de dona Raimunda Nonata da Luz que mora em Alto Bonito.

Até a chegada das chuvas em janeiro, a família dela depende do carro-pipa da prefeitura de Codó que só aparece se o lavrador for atrás,  lá na cidade.

 “Porque não tem carro próprio, carro quebrou, a explicação que eles dão é essa…QUANDO VEM DUAS SEMANAS DEPOIS TRAZEM A CARRADA INTEIRA? Não, só vem meia pra duas casas, demora nada não moço, duas casas….DÁ UMA SEMANA? Da isso não que a caixa tá sequinha já de novo…RECOMEÇA A LUTA POR ÁGUA? De novo, aí demora outro tempo pra poder vir de novo”, reclamou

Seguindo viagem na mesma região, fomos a Tuturubá onde viviam 35 famílias, hoje, por causa de falta de água para beber, são menos de 20 – uma das resistentes ao êxodo rural é a de seu José Raimundo Ferreira que já nos recebeu reclamando do abastecimento do carro-pipa da prefeitura

 “depende de carro-pipa e agora tá chegando uma carrada d’água pra 3 moradias, o que faz uma carrada d’água pra 3 moradias…QUANTO TEMPO DEMORA? Meu amigo, no máximo 10 ou 12 dias, tamo na mesma…E DEPOIS PRO CARRO PIPA VOLTAR? Dificuldade pesada, tem que dá muitas viagens lá pra ver como é que é que você arranja”

E tem mais problemas.

Em TUTURUBÁ esta falta de água também atinge a criação de animais, nós fomos, na companhia de seu José Raimundo, que nos mostrou como é que os animais que ele cria estão ainda sobrevivendo.

Chegamos ao pequeno açude que lhe custou R$ 2.500. A criação  de caprinos logo chegou também para aproveitar do que ainda resta, aproveitar mesmo porque até metade de novembro esta água vai sumir.

 Esse ano  não dá de ir não porque olha a situação dele aí, a criação não é muita  mas são bebedor, bebe bem, criação é bicho bruto, bebe bem, toda ora eles vem beber e outra coisa é onde a mulher lava nossas roupas é aqui, é aqui porque não tem onde ela vai (…) Se aqui acabar de secar eu não sei nem como é que eu vou fazer”

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

Um comentário

  1. A pergunta que não quer calar, quais as medidas efetivas que as gestões tomaram em relação ao caso?

    Pois desde que “entendo-me por gente”, esse problema é crônico em nosso município.

    Mas aqui fica minha opinião:

    Para a família Oliveira, Rolim, Archer, Figueiredo e cia., quanto mais miserável o povo, mais fácil será a manipulação.

    Muda Codó!

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