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quinta-feira, 30 de julho de 2026
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Rua Independência mantém a tradição e vai se tornar a Rua da COPA 2026 em Codó

Jailson Carlos mantém tradição na RUA DA COPA DE CODÓ

Quem viveu os anos dourados de Copa do Mundo em Codó certamente guarda na memória o espetáculo visual que as ruas da cidade se tornavam.

Em edições passadas, o clima festivo tomava conta dos bairros, impulsionado por tradicionais disputas de decoração incentivadas pelo poder público ou por ideias da iniciativa privada. No entanto, o cenário atual é de saudade e de ruas com as cores da bandeira praticamente esquecidas.

Historicamente, o bairro São Francisco era o grande epicentro dessa rivalidade sadia.

A rua Honorino Silva, campeã consecutiva em diversas ocasiões, não ganhava apenas bandeirolas, havia até balões de uma ponta à outra. Na parte mais alta (próximo às escolas Clodomir Milet e Renê Bayma) cheguei a participar de festa de pagode em dia de jogos e, às vezes, para celebrar o título de rua mais bonita.

Não muito longe dali, a Rua Paraguai dividia o protagonismo de forma única.

Os moradores organizavam o canteiro central com jarros de plantas, enquanto milhares de bandeirolas formavam um teto verde e amarelo. Quem olhava da parte mais alta da rua contemplava um cartão-postal inesquecível. Hoje, infelizmente, o silêncio e o asfalto  predominam nesses locais.

A resistência  na rua  Independência

Nossa reportagem percorreu os quatro cantos de Codó à procura desse entusiasmo perdido e encontrou o verdadeiro espírito da Copa resistindo bravamente na Rua Independência, localizada no bairro Santa Filomena. Por lá, o chão tá virando  tela de desenhos de nossa  bandeira, camisa 10  e réplicas da taça começam a ganhar cor, sob um céu que já volta a ser decorado.

A força  dessa iniciativa é o servidor público estadual Jailson Carlos. Em entrevista ao Blog do Acélio, ele revelou que a motivação veio de dentro de casa, movida por uma forte herança futebolística.

A garotada da família respira futebol e tem um motivo a mais para se orgulhar. Eles são parentes do ex-jogador codoense Jackson, meia que vestiu a camisa 18 da Seleção Brasileira sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, em 1999.

Inspirados pelo parentesco ilustre, os filhos e  um sobrinho de Jailson pediram para reviver a tradição.

“Eu já vivenciei isso quando era criança e hoje eles estão querendo vivenciar também. Eles me pediram: ‘Pai, vamos fazer? Tio, vamos fazer?’. Eu disse vamos. Confiando e acreditando na nossa Seleção, nós resolvemos encarar o desafio e fazer a alegria de todos”, contou o servidor público.

Empolgado com o ritmo dos trabalhos, Jailson garantiu que a decoração estará totalmente concluída até esta quarta-feira (10/06).

“E aí eu já te convido para, na quarta-feira, vir aqui inaugurar oficialmente a Rua da Copa de Codó”, finalizou o organizador, estendendo o convite à nossa equipe.

Comércio aquecido no Mercado Central

Se nas ruas o clima é de retomada tímida, no comércio popular a Copa do Mundo já começou a ditar o ritmo das vendas. No Mercado Central, o movimento na feira livre de confecções registrou uma alta significativa nos últimos dias.

De acordo com Edson, feirante do setor de confecções, a procura por artigos da Seleção Brasileira aqueceu os negócios.

Segundo o comerciante, apesar do surgimento de novos craques, a preferência do torcedor codoense continua consolidada,  a camisa mais procurada e vendida na feira ainda é a que carrega o nome de Neymar Jr.

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

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