A capelinha dedicada ao milagroso São Sebastião, benzida em 08 de abril de 1896 pelo missionário capuchinho Frei David estava ameaçada de cair. Os paroquianos estavam inquietos. As imagens sagradas foram levadas e agasalhadas na Igreja da Matriz na cidade baixa. Outras levadas e postadas em altares improvisados em casa de famílias católicas.

Os paroquianos foram à luta, formaram comissões de trabalhos compostas de personalidades do comercio local. O comerciante Martiniano José Coelho se houve muito bem no desempenho da campanha da reconstrução do templo religioso, Sebastião Archer da Silva, bondoso, acessível e simpático foi o mais afoito, quando disse: “reconstrução nada, vamos construir uma Igreja nova, Codó e São Sebastião merecem”. Os componentes da comissão arregalaram os olhos e disseram em uma só voz, “como? Não temos o capital necessário para tamanha obra”. O coronel Sebastião Archer, pensou e falou, “temos, coragem e determinação. Vamos trabalhar”.
Imediatamente, o coronel Sebastião Archer, chamou Raimundo Alexandrino Soeiro, contratou-o como empreiteiro da obra, juntamente com o Cônego Evaristo de Mendonça, que mais tarde, se tornou Intendente do Codó em (1990 – 1904) providenciou a planta do templo religioso e levantaram o seu custeio. O coronel e os paroquianos do Alto da Fabrica puseram-se a trabalhar. O Jornal Monitor Codoense doou o terreno, para a edificação do templo religioso.
Finalmente, após labutas sofridas, obstáculos vencidos a Igreja de São Sebastião foi construída em consequência da arrecadação financeira promovida pelos devotos do Santo. Horas de Arte foram levadas à cena, nas quais tomaram parte as elegantes senhoritas local, estimuladas pelo coronel Sebastião Archer e pelos senhores Alcebiades D’Aguiar Silva, Miguel Oliveira Neto, Raimundo Pereira Costa, Martiniano e Antonio José Coelho.
Destacou-se dentre os vários pedreiros Abdias Sousa. Sendo Raimundo Alexandrino Soeiro, contratado como mestre de obra. O seu primeiro vigário Padre Alfredo Alteredo Soeiro, divulgou e estimulou os festejos dedicados a São Sebastião.
João Batista Machado escritor codoense. Autor de Codó, histórias do fundo do Baú e O Imaginário Codoense.
Por João Batista Machado


Não há vida sem história, e nem história sem vida. Poder ler este artigo, dentre outros, que retratam a história de Codó, me abre o espaço unir o passado e o presente, numa tão intensa sinfonia, numa harmônia, que não consigo ter outra a reação, senão a de exclamar: Viva Codó do passado e do presente! E com essa exclamação surge o desejo de ver conservada, não nos arquivos – o que é importante, mas no coração do povo codoense, tornando-se protagonistas da Codó do Futuro! Amo a minha Terra! Permita-me o poeta utilizá-lo: “Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá” (Canção do Exílio – Gonçalves Dias). Amemos nossa Terra, amemos sua história – nossa história!
Valeu Fr.Sergilso Brandão Temos Orgulho dessa Amada Terra Codó,que DEUS Ilumine a Todos os Irmão Codoenses Abraços.