Já pensou você chegar ao HGM – Hospital Geral Municipal – realizar um tratamento por meio do SUS – Sistema Único de Saúde – e ser cobrado por tal serviço?
Parece maluquice, mas a proposta inusitada fazia parte do PACOTE da chamada AGENDA BRASIL – um conjunto de 43 medidas apresentados pelo PMDB, ala moderada do Senado Federal que acena uma trégua com a Presidente Dilma Rousseff na atual crise política incendiada, sobretudo, pelo senhor presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.
Pelo pouco que a imprensa nacional publicou, o critério de cobrança por consultas e outros procedimentos do SUS seria o da FAIXA DE RENDA (ou seja, ia ser visto se você pertencia à classe extremamente pobre, à simplesmente pobre, à de baixa renda, classe média, rico ou milionário).
Os contornos da proposta não estavam bem definidos, apenas o suficiente para assustar os brasileiros e, claro, e aos codoenses que precisam enfrentar filas de madrugada para receber atendimentos pelo Sistema Único de Saúde. (exemplo sofrido é o das mães que precisam de consulta com pediatras. Estas têm apenas 10 fichas disponíveis por médico).
VAI PRA FRENTE?
Na reunião de 2 horas e meia, realizada ontem à noite, entre os ministros Joaquim Levy (da Fazenda), Nelson Barbosa (do Planejamento) e 30 senadores, a proposta de cobrar por serviços do SUS foi pelo ralo, graças à Deus.
Foi substituída por uma outra sugestão que também visa garantir mais recursos para o Sistema de Saúde.
De acordo com reportagem do Jornal A Folha de São Paulo, a nova sugestão seria a de que Planos de Saúde repassariam verbas referentes à procedimentos e atendimentos a seus assegurados.
Menos mal.
Se a proposta de cobrança por atendimentos do SUS prevalecesse seria difícil até imaginar como alguém, com maior renda, se sentiria ao enfrentar um serviço que é alvo de críticas e denúncias constantes tendo que pagar por ele.
Durma com um barulho desse!


Fui ao HGM fazer um curativo, e não o fizeram, sabe o por quê?
Resp: Não tinha material, daí fui ao posto de saúde do CSU, também não tinha material, fui ao posto de saúde do Codó Novo, também não tinha material, resolvi ir ao PAM, ufa até que fim lá tinha esse bendito material de curativo, isso é uma falta de vergonha, uma molecagem das grandes…
O pior não é isso, o pior é ser atendido por médicos formado na Bolívia.