Em entrevista ao jornalista Sérgio Róchel, do programa FC FOLIA (FCTV), o carnavalesco AQUILES, da Unidos de São Sebastião, revelou o tema que a escola de samba levará para avenida no próximo domingo de carnaval.
A Unidos vai falar sobre sua própria história, construída ao longo dos últimos 20 anos.
“A gente tá fazendo de tudo para que a gente possa colocar na avenida pro povo ter uma lembrança do que foi a Unidos de São Sebastião no passado, há 20 anos, então é isso que nós vamos levar pra avenida”, disse
Sobre a bateria informou que houve a morte da mãe de alguns componentes, houve uma parada nos ensaios em razão disso que serão retomados nesta terça-feira.
“A gente deu um tempo, em luto com a família do pessoal, paramos o ensaio, mas a partir de amanhã (nesta terça-feira, portanto) vamos iniciar, vamos fazer mais 4 ensaios, ensaio forte até sexta-feira porque nós vamos pra avenida, nós vamos mostrar que São Sebastião existe”


Manter as tradições de uma terra não é fácil. Todos os anos eu venho a Codó no 13 de Maio para assistir o nosso Terecô na frente do Centro Operário Codoense. Quando menino ao passar uns dias em Codó tive o primeiro contato com esta tradição. Ano passado consegui vir a Codó e me espantei quando cheguei no Centro Operário e praticamente não havia ninguém por lá e ao adentrar o local das danças tudo estava parado. Segundo conversa com os antigos que estavam lá, faltava um tocador de tambor e também as dançarinas. Todos que estavam lá eram homens e mulheres de idade. Não houve por parte dos jovens nenhum interesse em continuar esta tradição, que pelo andar da carruagem, tudo indica que vai acabar. Assim é com as tradicionais Escolas de Samba, formada na maioria das vezes por pessoas pobres e sem recursos para bancar as fantasias. A estrela do Oriente apesar de ter recebido ajuda não vai desfilar. Assim as tradições v]ao acabando. apareceram agora os blocos que esbanjam, alguns, muitos recursos para se apresentarem. Tudo isto nos faz lembrar o que aconteceu com o futebol. Passou a ser instrumento politico e cada clube teve o seu Prefeito. De repente acabou. Parece que este é o destino daquilo que chamamos de paixão do povo – futebol, carnaval e etc… Esperamos estar errados quanto ao que exprimimos, mas o que se vê é isto aí. Nossas tradições estão indo para o ralo da história. É lamentável.