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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Por Jacinto Junior – O BRASIL branco de negros

Francamente gostaria de saber de onde surgiu a ideia absurda de afirmar que o Brasil é um país de branco! Nosso antepassado primeiro foram os índios que, quando os portugueses invadiram o nosso “berço esplendido”, deparou-se com os tupiniquins nativos. E tentaram torna-los escravos, mas não deu certo. Em seguida, trouxeram os negros da África – tiraram-nos de seu torrão para fazerem-nos escravos dessa ‘eterna colônia’.

Professor Jacinto Junior - um pensador contemporâneo
Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

A vinda dessa etnia (os africanos) constituiu-se na ponta do iceberg para a formação de nossa raça, uma raça miscigenada – não há como contestar esse fato antropológico/sociológico. A nossa bela mistura não cabe na mediocridade da classe burguesa e, muito menos, na classe media média conservadora. O preconceito aflora visível e inconfortavelmente entre aqueles que pressupõe ter uma pela “clara” seja uma afirmação da pura brancura enquanto etnia e, isso, ideologicamente, reproduz de tal modo o culto velado da democracia racial.

O que conta os historiadores de que há uma brancura predominante em nossa nação, constitui mera objetividade ideológica. Não há, sinais evidentes de uma nação branca brasileira. O que, de fato, existe é uma intolerância velada muito forte contra aquele que é, efetivamente, um negro legitimo.

Recentemente, ouvi um forte depoimento de Chico Buarque sobre essa questão. Ele afirma categoricamente que “as pessoas no Brasil pensam que são brancas”. Ele reafirma com a mesma indignação de que ele não é branco, apesar de sua pele clara e olhos verdes – grifo meu.

O Brasil é tão branco como a Alemanha é parda, como o Japão é vermelho e como a China é negra e como a França é ariana! A estupidez chega a um grau insuportável de intolerância que explode ao ponto de “alguém” de pele clara afirmar incisivamente que é “branca” sou “branco”. Mas, o fato de se considerar etnia branca (raça ou cor, seja lá o que possa designar-se tal categoria, o fato concreto é que não a eximirá de ser estupida e medíocre enquanto ser social) não lhe dá o direito de ser diferente e nessa diferença excluir um sujeito por ter uma pele distinta, pois, esse mesmo sujeito “diferente” – segundo preconceito pré-estabelecido – é um ser social que contribui respira e pensa, e age e ama, e sofre e tem o mesmo direito de coabitar tanto quanto aquele que o discrimina sem nenhum motivo que justifique tal comportamento. O “diferente” – o individuo de pele negra, tem o direito de ser tratado igualmente e em toda parte do mundo, assim como o “igual”, o “semelhante” em cor, em etnia, acha-se no direito de ser respeitado simplesmente pela tonalidade de sua pele clara. Essa concepção torpe ofende o conceito de vida entre os seres sociais. Ninguém tem o direito de determinar a pureza racial de qualquer individuo e, a partir desse principio, excluir todo individuo que não corresponda aos caracteres estruturais definidos como parâmetro de individuo belo, com moral, com ética e extremamente admirável intelectualmente e quem não se enquadrar nesses caracteres certamente serão tratados como uma verdadeira anomalia social.

Particularmente, não tenho a ousadia de afirmar como branco, pois, não o sou. Na minha arvore genealógica a terceira geração que me antecedeu (meu avô por parte de pai, era um lindo negro! E ai como negar minha negritude?), acusa minha verdadeira identidade enquanto etnia diferenciada. Mais isso, não é motivo para baixar a cabeça e me sentir incapaz, inferior e sem perspectiva. Na verdade, procuro ser autentico corajoso e sem mea verdade. Independentemente da condição étnica, o que importa é ser digno e preservar a identidade em todos os sentidos e ambientes sociais.

A hipocrisia é o principal combustível que alimenta veladamente o preconceito e a discriminação do negro de pele branca sobre o negro de pele negra e o negro de pele negra, por consequência, aceita naturalmente esta situação. Somente a estupidez e a mediocridade seriam capazes de proporcionar esse tipo de cultura ignóbil. Todos aqueles que se alimentam pelos preconceitos são frutos de uma cultura fascista forjada na/pela intolerância.

O negro de pele branca acha que é, de fato, branco! Independentemente da condição socioeconômica o negro de pele branca acha-se superior ao negro de pele negra e, isso, basta para coloca-lo num pedestal de opressor e preconceituoso sobre aquele que é legitimamente negro de pele negra. Ora, a cor da pele não pode determinar que um indivíduo seja considerado menos importante numa sociedade que se afirma democrática e respeitadora.

Não é possível afirmar com legitimidade que um país tenha uma democracia racial quando esta é apenas um mito ideológico, e como tal, mistifica o discurso da democracia racial.

O Brasil é um país branco de negro!

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

13 comentários

  1. É, tu é nego mesmo!O Zito tava certo em ter te tirado da Secretaria de Educação e espero que tu não esteja em sala de aula ensinando essa história doida de militante da década de 60 . Também, ver se vai em um terreiro curtir um tambo.

  2. ta sendo assitente administrativo na escola Adoaldo Gomes e ganhacomo professor em sala de aula isso pode presidente do sindicato dos professores? Se nao pode denuncia.

  3. Esta história do negro no Brasil ou dos supostos negros enche o saco de qualquer cidadão. Porque bater nesta tecla se está provado que ninguém é mais racista do que o próprio preto? Há um caso interessante em Codó que ninguém prestou atenção. No auge do Sindicato dos Arrumadores que nós também chamávamos de Estivadores com todo o respeito, vocês se lembram de algum estivador branco? Havia um discriminação dentro da própria estiva e ninguém notou isso. Se a maioria da população é de negros ou descendentes, porque os negros não são maioria na politica. Um jogador negro que faz uma carreira brilhante, que vai para a Europa e tem sucesso, ele casa com quem, com uma negra ou uma loura? Vamos acabar com este complexo porque todos nós somos descentes da primeira raça surgida na África.

  4. Falar de racismo mexe com status racial e mexe com quem acha que está tudo bem no Brasil.

    Alguém soube da existência de navios branqueiros que levaram os europeus escravizados para trabalhar na África, nas Américas ou Ásia?

    Alguém sabe da existência de uma Europa que tenha sido explorada por mais de quatro séculos por africanos, americanos e asiáticos?

    Alguém sabe de algum país africano, americanos ou asiático que tenha estabelecido alguma colônia no velho continente?

    Alguém sabe de um padrão negro de beleza dominante no mundo?

    Se as respostas forem afirmativas podemos falar de racismo reverso.

    1. Amigo, as invasões entre povos ao longo da História tinham os mais diversos motivos. Europeus já invadiram territórios desde América até a Oceania, por exemplo. Muçulmanos já invadiram a Europa. Alemães já invadiram boa parte da Europa. Japoneses já invadiram a China. Portugueses já invadiram o Japão. Fica claro que isso tudo tem haver muito mais com interesses de ESTADOS do que simplesmente com racismo propriamente dito!

      Sobre a escravidão, é importante dizer que foram os INGLESES (sim, os brancos ingleses!) os pioneiros no movimento pelo fim da escravidão! Vale também lembrar que escravidão era uma prática adotada inclusive entre os PRÓPRIOS NEGROS AFRICANOS! O próprio Zumbi dos palmares possuía seus escravos negros!

      Sobre padrão de beleza, embora isso seja uma tremenda bobagem, a Miss Universo 2011 era negra! Além de outras negras ja terem vencido o concurso!

  5. HISTÓRIAS DA ANTIGUIDADE:
    Pelo que se pode ler e aprender nas aulas de história Universal, quando se estudava a história das nossas origens e evolução das raças, o que vimos na África foi que a constantes brigas entre tribos faziam como resultado escravos que eram vendidos a europeus. Estas brigas ainda continuam na África e quando uma está no poder a outra tem que arrumar a bagagem e ir se esconder num país vizinho. Hoje não temos mais o tráfico de escravos. Desta forma eles ficam mutilando os adversários na África e a história continua. Uma história interessante é sobre a genética do negro que chegou a Jamaica. Os navios negreiros saiam da costa da África e faziam uma viagem que só fortes sobreviviam, dada as condições destes navios. O último porto a chegar era a Jamaica e os que lá chegavam eram muito fortes para aguentar uma viagem de meses naquelas condições. Assim sendo criou-se um grupo de negros que tem se caracterizado pela resistência principalmente nas provas de velocidades. Tanto homens como mulheres da Jamaica te se notabilizado nas provas de velocidade. O certo é o seguinte, pela própria convivência com negros, nota-se um recalque natural diante de determinadas circunstâncias, fora isso são pessoas formidáveis, profissionais de primeira qualidade e mulheres de beleza rara. O recalque existe em todas raças.

  6. OUTRA COISA POR FALAR EM BELEZA NEGRA, BASTA ABRIR O CANAL DE TELEVISÃO DA GLOBO QUE VOCE VAI ASSISTIR A GLOBELEZA QUE É UMA NEGRA FORMOSA E BELA. CORPO FENOMENAL.

  7. UM FATO NA HISTÓRIA DOS NEGROS ESTÁ BEM DEMONSTRADA NO CASO DA ÁFRICA DO SUL. A DIVISÃO DOS NEGROS EM DUAS TRIBOS QUE BRIGAVAM DIA E NOITE, PERMITIU A UMA MINORIA DE EUROPEUS O DOMINIO E O MAOR EXEMPLO DE RACISMO QUE SE TEM CONHECIMENTO. O APARTHEID DA ÁFRICA DO SUL É UMA DEMONSTRAÇÃO CLARA DE COMO O NEGRO SE COMPORTA. O RACISMO ESTÁ NA ALMA. QUEM NASCE COM ESTA DEFORMAÇÃO NUNCA SE CURA. EU ADMIRO MUITO OS NEGROS.

  8. No ano 770 AC o rei núbio Piye, invadiu e tomou Tebas a capital egípcia, apossou-se de todo o Império Egípcio, e iniciou uma dinastia de faraós negros !
    O império Núbio jamais deixou de fazer escravos, fossem eles negros ou brancos !
    Os faraós, brancos e negros, faziam escravos nos povos conquistados.

  9. Parece bizarro imaginar que Finlândia e Suíça, que hoje estão entre os países com a melhor qualidade de vida no planeta, sofreram com escravidão em suas histórias recentes. Enquanto os finlandeses foram tratados como mercadoria no Mar Negro, entre os séculos XII e XVIII, a Suiça foi manchada por ter feito a prática com seu próprio povo. E isso até, pelo menos, 35 anos atrás.

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