As palmeiras são a estrutura da riqueza nas florestas de babaçu do leste maranhense. Mas as queimadas para roças e a limpeza de áreas para a criação de gado estão diminuindo cada vez mais este rico território.
A denúncia surgiu em um evento de lançamento da campanha por uma lei municipal que preserve a mata dos cocais, realizado no fim de semana em Codó, no prédio da Uema.
A presidente da Associação de Beneficiamento do Babaçu do Codó Novo, Áurea Maria da Silva, arriscou uma percentual de 70% a menos de babaçuais.
“Tá tendo tanta derrubada que isso pra nós é uma coisa tão ruim…NÃO PRESERVAM PALMEIRAS, NADA? De maneira alguma, não preservam (…) já diminuiu mais de 70% Acelio, tá uma tristeza e esse ano piorou tudo porque a queimada invadiu os cocais, tá caindo os cachos de coco sem tá no ponto de quebrar, tá caindo inteirinho no chão”, afirmou a presidente
A Lei do Babaçu livre já existe em nove municípios do Maranhão. A luta de várias entidades de apoio coordenadas pelo Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, é para expandir este número.
Enquanto não há uma lei federal, nem uma estadual (que só existe no Tocantins), avançar nos municípios é muito importante, destacou uma das coordenadoras do MIQCB, Maria de Jesus Ferreira Bringel.
“E a gente quer ter nos municípios, porquê? Porque até a gente recorrer no Estado, as palmeiras do babaçu já acabou e tendo uma no município a gente sabe que na hora que tiver acontecendo a derrubada, a gente sabe onde recorrer porque tá no município é que tem juiz, no município tem promotor, no município tem delegados e a gente quer tá amparada por lei”, disse
CORRENDO ATRÁS DE VEREADOR
Para fazer com que o projeto vire lei o foco das entidades, sobretudo a partir de janeiro de 2017, deverá ser na Câmara de Vereadores.
Da próxima legislatura eles só conseguiram apoio de um parlamentar até agora, dos 17 que tomarão posse. Segundo Áurea, o parlamentar contactado é Waldeck Frota.
O outro seria Pedro Belo, mas este não será mais vereador ano que vem.
Pra ter sucesso terão que convencer a maioria dos novatos que preservar a mata dos cocais é de extrema importância para centenas de famílias.
Mas as quebradeiras de COCO já estão acostumadas a desafios e, por isso, a mobilização, com todo o apoio necessário, já foi posta em andamento.
“A gente vai correr atrás dos outros vereadores pra ver se eles também aprova, ajuda a gente na aprovação dessa lei…AINDA EM 2017? Ainda em 2017, quanto mais breve possível porque se demorar mais acaba os babaçuais”, sustentou Áurea.


OLHA AI UMA LEI IMPORTANTE QUE PRECISA SER APROVADA COM URGÊNCIA, NOSSAS MATAS DE BABAÇUS ESTÃO SENDO DESTRUÍDAS PARA DAR LUGAR A CAPIM, ISSO NÃO PODE MAIS ACONTECER, PORQUE DA PALMEIRA DE BABAÇU NADA SE PERDE É UMA RIQUEZA MESMO.
Responda rápido: Entre o babaçu e o capim pra alimentar o gado, qual dos dois é priorizado??
E agora? Com a maioria dos vereadores bancados pelo maior destruir de Palmeiras do Maranhão.
Que eu me lembre, prof. Celso foi o único que defendeu esse projeto, mas não foi eleito.