Encontramos dona Margarida Gomes da Silva Madeira com o neto na saída do posto de saúde do bairro Trizidela, ela conseguiu pesar a criança, mas consultar, não.
“Não funciona não, o pessoal vem e volta…POR QUE VOLTA? Porque não tá tendo médico …O QUE DIZEM? O pessoal reclama que não tá bom, porque não tá bom mesmo não”, disse
Não tá bom para a população porque antes existiam dois médicos atendendo de segunda a quinta-feira, manhã e tarde, mas há três semanas eles não aparecerem por aqui. Na esperança de achar pelo menos um Eva de Sousa tem vindo ao centro de saúde do bairro repetidas vezes, sem sucesso.
“Só esta semana eu já vim umas três vezes aqui atrás de médico pra fazer exame aqui não tem nada (…) eu sou hipertensa, eu tenho colesterol, tenho que tá fazendo exame e não tem médico pra tá fazendo exame era pra botar pelo menos um doutor para fazer exame aqui no posto, em cada posto”, criticou
É PRA SEGUNDA
Nós conversamos com a enfermeira responsável uma vez que nesta gestão o cargo de diretor de posto foi abolido. Ela informou que não são 3 semanas sem médicos como denunciam os moradores, são duas semanas. O médico cubano foi embora e o brasileiro passou numa residência médica e teve que sair da cidade, mas ela garantiu que na próxima segunda-feira pelo menos 1 (um) médico vai estar atendendo as pessoas no posto Nossa Senhora de Fátima
Seu Gastão de Moraes, de 67 anos, espera que isso, realmente, ocorra. Por causa da idade o posto, pertinho de casa, é sua melhor opção. O idoso também espera que não haja mais o entra e sai de médicos que o incomoda tanto.
“Siô aqui chega um aí foge, aí vem outro, aí não vem mais , aquela coisa nunca fica mesmo como é pra ficar e ter diariamente pelo conforto do povo, não”, reclamou-nos


O caos na saúde pública de codo
Tem médico?
Tem não!
Tem exame?
Tem não!
Tem remédio?
Tem não!
E agora, José?
Acaba não, Codozão!
codo precisa sair da podridão de um governo fétido que insiste em mesmos erros
O SUS precisa é de ajuda
Na sua otimização
A rede pública de saúde
Deve ter a implantação
De uma medida concisa
E não política impositiva
Que agride a população
Deveria ser normal
Se ter direito a saúde.
E toda a sociedade
Na sua magnitude.
Pudesse com igualdade
Alcançar a plenitude.
O SUS quando veio a vida
Já trouxe muitos defeitos.
Não foi totalmente público
Com privado faz seus pleitos.
Recursos mal definidos
Que limitam os direitos.
Hoje está definhando
Pouco a pouco destruído.
Os recursos dos codoenses
Pelo poder corrompido.
Todo o financiamento
Pelo burguês engolido.
A saúde de codo quer socorro
Denuncia o usuário.
A falta de esparadrapo
Já é costume diário.
A luva sumiu das mãos
Ver-se no noticiário
O caos na saúde de codo
Leva o sucateamento.
Usuário peregrina
Atrás do atendimento.
Enfrentando grandes filas
Piorando o sofrimento.
E nessa situação
É imensa a gravidade.
Entra e sai os governos
Só fazem calamidade.
Prometem mundos e fundos
Mas é tudo falsidade.
O direito à saúde
Deve ser universal.
Um claro dever do Estado
E demais essencial.
A negação desse acesso
Se torna um crime letal.
Saúde sendo estatal
Gratuita e de qualidade.
Deve-se mudar os rumos
Dessa precariedade.
E para um SUS social
Contra a lucratividade.
Para conquistar um SUS
Cem por cento estatal.
Precisa os trabalhadores
Usuários no geral
Organizar-se e lutarem
Pela saúde ideal.
Sabemos que um sistema
De saúde democrático
Não pode ser garantido
Pelo um poder tão apático.
Por isso mobilizar
É ponto bem programático.
É possível exigir
Mais verba para a saúde,
Que com o dinheiro público
Se tenha logo atitude
De investir o necessário
Pra que o sistema mude.