Pouquíssimo se sabe sobre a prática da Umbanda e do Candomblé pelas comunidades ciganas no Brasil.
A maioria absoluta dos estudos que se fez e se faz sobre esta manifestação religiosa dão conta do sincretismo da cultura africana com a religiosidade católica e das raízes africanas: na língua, no gestual, na música e na culinária.
O elemento cigano fica restrito a algumas características de certas entidades que são incorporadas durante alguns ritos.
Mas aqueles que já tiveram a oportunidade de acompanhar uma cerimônia em um terreiro cigano percebem claramente um conjunto de elementos diferenciadores, que acrescentam um vigor e um interesse culturais que apontam para uma riqueza insuspeitada surgida justamente da interação entre diferentes visões de mundo que é, ao mesmo tempo mística e estética.
Por Lyara Apostólico

