A TV que você vê: 4 programas em crise e 4 sucessos

Babilônia (Globo) – A meta para a novela das 21h da Globo é marcar 35 pontos. A trama que estreou no dia 16 tem registrado abaixo de 25 na aferição realizada na Grande São Paulo. São com os índices dessa região metropolitana que trabalham o mercado publicitário e a imprensa. A emissora promoveu uma espécie de relançamento do folhetim. Mudou a abertura, a logomarca e passou a destacar as histórias românticas nas chamadas dos capítulos. A rejeição não se explica apenas com os beijos polêmicos do casal de lésbicas Teresa (Fernanda Montenegro) e Estela (Nathália Timberg) e a compulsão sexual de Beatriz (Gloria Pires). Babilônia é uma novela sombria, literalmente: fotografia escura, ausência de alívio cômico, baseada quase exclusivamente em personagens sem ética nem pudor. É um retrato interessante da vida real. Porém boa parte do público refutou a overdose de maldade, sexo e comportamentos liberais. A Globo vai antecipar o grupo de discussão com telespectadores para avaliar a novela e apontar aos autores possíveis mudanças no enredo.

Atrizes globais
Atrizes globais

CQC (Band) – Na segunda-feira (30) o programa registrou 2.1 pontos de ibope. Foi um alívio na comparação ao recorde negativo da semana anterior: 1.5 ponto. A nova temporada, comandada por Dan Stulbach no lugar de Marcelo Tas, corre o risco de ser encurtada caso não estabilize uma audiência maior. Nos bons tempos, o CQC atingia 6 pontos de média e era o programa mais visto da Band. A atração escapou do desmonte na programação feito pelo canal nos últimos dias. Contudo, precisa reagir urgentemente para garantir a permanência no ar até o fim do ano.

Café com Jornal (Band) – O telejornal exibido desde maio de 2014 raramente atinge 1 ponto de média. Luiz Bacci, que apresentou a edição nacional de janeiro até a sexta-feira passada (27), não conseguiu melhorar o desempenho no ibope. A emissora promoveu uma nova reformulação: Aline Midlej deixou a bancada, que agora tem apenas Luiz Megale como âncora. A duração do matutino será reduzida e parte da equipe foi demitida no processo de redução de gastos.

Vídeo Show (Globo) – Na grade da emissora desde 1983, a atração enfrenta sua pior crise. Não apenas no Ibope, mas também de personalidade. O formato implantado por Zeca Camargo em novembro de 2013 se revelou um equívoco e descaracterizou o programa. Desde então foram feitas várias tentativas, sem sucesso, de reconquistar o público antes fiel. A direção recorreu até à reapresentação da Escolinha do Professor Raimundo para levantar a audiência, que patina entre 8 e 9 pontos. Na segunda-feira (6) estreia um ‘novo’ Vídeo Show, ao vivo, sob o comando de Otaviano Costa e Mônica Iozzi — ex-integrante do CQC, no ar como Scarlett/Cidinha na novela das 19h, Alto Astral. Os veteranos Miguel Falabella e Cissa Guimarães farão participações especiais. Reeditar os bons tempos é a fórmula da salvação.

EM ALTA

Os Dez Mandamentos
Os Dez Mandamentos

Os Dez Mandamentos (Record) – É, até o momento, a grande surpresa positiva do ano. Após uma sequência de novelas com ibope baixo, o canal acertou ao investir numa trama bíblica, em sintonia com sua ideologia e o perfil de boa parte de seus telespectadores. Em seus primeiros capítulos, a trama tem média geral de 11 pontos, mais que o dobro das antecessoras. Argumentar que Os Dez Mandamentos registra bom desempenho devido à crise de Babilônia é menosprezar a qualidade da produção. Talvez agora a cúpula da Record entenda que, ao invés de copiar (inutilmente) a Globo, vai se sair melhor com produtos diferenciados, que tenham a marca da emissora.

Carrossel (SBT) – A reprise da novelinha infantil tem registrado mais audiência do que os capítulos inéditos de Chiquititas, entre 10 e 12 pontos de média. Exibidas em dobradinha, as tramas suprem a escassez de programação infanto-juvenil no horário nobre da TV aberta.

Mil e Uma Noites (Band) – A trama produzida na Turquia, exibida por lá entre 2006 e 2009, está entre as maiores audiências da emissora. A média de 3 pontos pode parecer baixa, mas é satisfatória para os padrões de ibope da Band. Além disso, a compra de seus capítulos custou bem menos do que seria o investimento numa produção própria.

O Rei do Gado (Globo) – Na segunda-feira (30), a reprise registrou média de 21.1 pontos, audiência maior que a dos capítulos inéditos de Malhação e da novela das 18h, Sete Vidas. Naquele dia, a trama exibida originalmente em 1996 ficou a apenas 2 pontos da novela das 19h, Alto Astral, e do Jornal Nacional. É uma façanha, ainda mais se considerarmos que O Rei do Gado já havia sido reprisada na mesma sessão Vale a Pena Ver de Novo, em 1999. Ao invés de encurtar a trama, como geralmente acontece com as novelas reexibidas na faixa, a Globo pretende manter os capítulos na íntegra, para surfar por mais tempo no sucesso do folhetim rural.

Por Jeff Benício / Terra.com

Um comentário sobre “A TV que você vê: 4 programas em crise e 4 sucessos”

  1. Acélio,

    Vamos dá ampla divulgação; É muito importante Para Codó.
    Três cidades do Maranhão poderão ter curso de Medicina

    Divulgação/Agência Saúde
    02/04/2015 às 15h22

    Codó, Santa Inês e Chapadinha foram selecionadas pelo governo federal.
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    Foto: Reprodução

    SÃO LUÍS – O governo federal selecionou mais 22 municípios para a criação de cursos de Medicina em instituições particulares. Essas cidades estão em oito Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, regiões com menor proporção de vagas de graduação e médicos por habitantes. No Maranhão, estão na lista Codó, Santa Inês e Chapadinha. A medida faz parte da estratégia do Programa Mais Médicos para ampliar a oferta deste curso superior nas regiões que mais precisam.

    Veja a lista de municípios pré-selecionados.

    “A criação de cursos de Medicina é uma das medidas mais estruturantes do Mais Médicos, pois permite chegarmos a meta de 600 mil médicos em todo o país até 2026. Mas sabemos da importância de expandir as vagas invertendo a lógica que existia antes. Agora, vamos ampliar a formação médica conforme as necessidades identificadas pelo governo federal”, destacou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. “Os municípios são chamados a aderir e a se comprometer com as condições para abrir os novos cursos. Este edital permite ampliar a formação médica com a qualidade adequada para a população”, afirmou.

    Segundo o ministro da Educação, Luiz Cláudio Costa, “o novo edital dá seguimento à política de expansão de vagas de graduação por meio do Mais Médicos, corrigindo assimetrias regionais no que se refere a proporção de médicos por habitantes e selecionando cidades com condições de atender os critérios de qualidade.”

    O edital foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2). As prefeituras interessadas deverão confirmar participação entre os dias 13 e 24 de abril, por meio da página do Ministério da Educação. Esta é a segunda seleção de municípios para abertura de cursos de Medicina desde o lançamento do Mais Médicos. Na primeira, realizada em 2014, 39 cidades de 11 Estados tiveram cursos autorizados, com previsão de 2,4 mil novas vagas.

    Com o objetivo de focar em municípios com maior escassez de médicos, o governo federal definiu novas regras. Nesta chamada, só foram pré-selecionadas cidades que se localizam em Estados com relação de vagas em curso de medicina por 10 mil habitantes inferior a 1,34 e com índice de médicos a cada mil habitantes menor que 2,7. Também é necessário que o município esteja a pelo menos 75 quilômetros de qualquer curso de medicina existente.

    Além desses requisitos, foram utilizados também outros critérios objetivos para a pré-seleção: não ser capital de Estado; não ter curso de medicina; ter mais de 50 mil habitantes; e estar localizado em região com estrutura de saúde e de equipamentos públicos, cenários de atenção na rede e programas de saúde adequados para comportar a oferta de graduação em medicina.

    Próximas etapas

    Após a adesão dos municípios interessados, serão realizadas visitas técnicas in loco, entre 11 de maio a 26 de junho. A finalidade é verificar se a estrutura da rede de saúde local atende o mínimo necessário para comportar as atividades práticas do curso de medicina.

    Para ser selecionado, o município precisa ter número de leitos do SUS por aluno igual ou maior a cinco; número de alunos por equipes de atenção básica menor ou igual a três; leitos de urgência e emergência ou pronto socorro; adesão ao PMAQ, programa de reestruturação de unidades básicas de saúde; centros de atenção psicossocial; hospital de ensino ou unidade hospitalar com mais de 80 leitos; e existência de, pelo menos, três programas de residência médica nas especialidades prioritárias (como Medicina Geral de Família e Comunidade), que podem ser abertos no primeiro ano de funcionamento do curso.

    As cidades escolhidas farão parte do edital de seleção de instituições. Os municípios que não obtiverem conceito satisfatório na verificação presencial podem ser excluídos do processo ou ficar em lista de espera até solucionar as pendências. O resultado final, após as visitas e avaliações, será divulgado em 31 de julho.

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