Moradores da Rua Teresina, localizada no bairro São Sebastião, em Codó, estão em estado de alerta. Uma moradora da região enviou à redação do Blog do Acélio imagens que mostram uma grande quantidade de moluscos em sua residência e arredores. Segundo o relato, a família suspeita de uma infestação de caramujos-africanos, o que tem gerado medo devido aos riscos à saúde.

Resposta das autoridades

Diante da denúncia, entramos em contato imediato com o Secretário de Meio Ambiente, Ferdinando Rocha. O secretário informou que, ao tomar conhecimento do caso, repassou a demanda prontamente para a Vigilância Sanitária do município.

O responsável pelo órgão, o advogado Raimundo Moreira, confirmou ao Blog que as medidas já estão sendo tomadas:

“Já acionamos uma equipe para ir até o local e para fazer a verificação e colher alguns exemplares para identificação e análise. Em seguida, vamos tomar as medidas necessárias”, garantiu Moreira.

O Perigo do Caramujo-Africano

O Achatina fulica, conhecido como caramujo-africano, é uma espécie exótica que se reproduz rapidamente, especialmente em períodos chuvosos. O maior perigo reside no fato de que ele pode ser hospedeiro de vermes responsáveis por doenças graves em humanos, como:

  • Meningite eosinofílica: Causada pela ingestão acidental do muco do animal (em alimentos mal lavados) ou contato com mucosas.

  • Angiostrongilose abdominal: Que causa fortes dores abdominais e febre.

Além disso, por não possuir predadores naturais eficientes no Brasil, ele se torna uma praga agrícola e de jardim devastadora.

Cuidados e Prevenção

Enquanto as equipes de vigilância não concluem a análise técnica, a orientação para todos os moradores é de cautela:

  1. Não toque sem proteção: Nunca manipule os animais com as mãos nua. Use sempre luvas ou sacos plásticos.

  2. Higiene rigorosa: Lave muito bem verduras, legumes e frutas em água corrente e deixe-os de molho em solução de hipoclorito de sódio (água sanitária própria para alimentos).

  3. Combate ao foco: Evite manter entulhos, mato alto e lixo acumulado nos quintais, pois esses locais servem de abrigo e criadouro para o molusco.

  4. Descarte correto: Caso precise recolher os animais, eles devem ser esmagados e enterrados em valas com cal, ou colocados em recipientes com solução de água e sal antes do descarte.

https://youtube.com/shorts/43zc_CTYnyQ?si=lyQrKjw-0qdyk51J

O Blog do Acélio continuará acompanhando o desdobramento da visita da Vigilância Sanitária à rua Teresina para informar a população sobre os resultados das análises.

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