A luta política empreende a todos os articulistas sociais a capacidade de se definirem por uma concepção ideal de sociedade, baseada na democracia, liberdade e na participação ampla do processo transformador. A miúde, o desenho político dinâmico a ser implementado passa, inevitavelmente, pela formação cultural de um povo – isto é, a identidade política, o nível de organização social, a constituição de organismos de base para fomentar o avanço social constituinte; sem esses elementos consolidados torna-se impraticável uma concepção de sociedade avançada e revolucionária.

A ideia de oposição em nossa cidade constitui-se numa falácia histórica. Nunca houve uma oposição sincera, independente e capaz de ser uma alternativa democrática e desenvolvimentista. Sofremos com isso. O esqueleto estrutural da gestão pública parece mais uma mina de ouro a ser sistematicamente explorada sem nenhum retorno constitutivo para a sociedade civil e, assim, a retirada em excesso do ouro tem produzido a pauperização de nosso povo. Colocar na mesa de negociação temas caros – como: gestão partilhada, transparência, democracia participativa, política agrícola e agrária concreta, plano diretor, infraestrutura, mobilidade social, implantação de um parque industrial para gerar emprego e renda, educação com equidade social, saúde humanizada e etc. – é tarefa urgente e necessária do campo da esquerda. Já passou do tempo, a ordem é disponibilizar elementos teóricos para discutir uma nova cidade, numa perspectiva democrática e desenvolvimentista. Compete à esquerda codoense empreender tal exercício político com ousadia e dinamismo, coragem e determinação, autonomia e independência.
A ruptura com o tradicionalismo impõe, certamente, traumas e reações adversas, pois, o novo sempre é visto como problemático. Contudo, é preciso fazer uma mudança substancial que supere o discurso hipócrita da direita de que é ‘impossível mudar a atual estrutura de poder’ – este é o discurso da turma do conservadorismo nefando que não quer perder nunca as benesses e continuar com o monopólio do poder político.
Quem são os representantes da esquerda em nossa cidade? Será possível a formação duradoura de uma frente progressista tendo todas as legendas que, oficialmente, se definem como de esquerda, para levar adiante um projeto político diferente e separado daquilo que a burguesia codoense tem imposto ao longo de nossa história como proposição mediadora de mudanças? Essas indagações são importantes e oportunas para se iniciar uma primeira discussão numa perspectiva real de se repensar uma mudança profunda do poder político e, especialmente, a relação povo e poder. Trazer à tona essa postura é pedra de toque para indiciar a unidade popular como apêndice do processo transformador a que se propõe a esquerda codoense. Ora, falar de legendas que se classificam como esquerda, obviamente, nos remete a partidos como: PDT, PT, PSB, PCdoB, PCB, PCO, PSTU, Psol. Entretanto, é fundamental esclarecer alguns pontos sobre tais partidos. Por exemplo, o PDT de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, o ícone Neiva Moreira e Jackson Lago, sofreu uma guinada às avessas daquilo que se propunha fazer como partido da mudança após o desaparecimento de tais lideranças. Na verdade, o PDT se transformou num partido distante de seu ideário político. O fator proeminente é a inserção em suas fileiras de elementos do naipe de Francisco Nagib em Codó – um elemento burguês declaradamente conservador e membro da maior facção política do Estado que dominou por 40 anos sob a cortina de ferro sarneysista. O PT perdeu sua identidade política e tornou-se um partido da ordem e o resultado disso, foi o escândalo que ainda está sendo apurado – apesar disso, foi e é o mais influente partido da América Latina. Lamentavelmente, os dirigentes locais estragaram literalmente o PT com alianças equivocadas e carregadas de denúncias. O PSB, de Miguel Arraes e de seu neto Eduardo Campos, também debandou para o campo da direita, principalmente, quando da filiação de Marina que apoiou Aécio Neves (PSDB) no 2º turno das eleições presidenciais, portanto, abdicou de seu projeto original e curvou-se ao capital. Em Codó nunca se pronunciou como um partido oposicionista, pois, as suas lideranças não conhece sua verdadeira história e nunca se colocou com alternativa, aliás, em 2012, o candidato abandonou no meio da campanha a disputa eleitoral, causando, assim, um estrago danado à legenda. O PCdoB é o mais velho partido da esquerda brasileira (sua fundação é de 1922) que empreende sua luta por uma sociedade mais justa e socialista. Localmente, possui um destacado vereador com potencial de vencer as eleições de 2016. Para isso, é necessário se mobilizar e tentar ampliar o arco de alianças com as forças democráticas. O PCB em Codó encontra-se sob a liderança do professor “Cezinha” – trabalha no Estado, lotado na Escola Matta Roma – partido com pouca influencia, até porque não aparece como legenda de esquerda, sempre vive no anonimato. É preciso mudar de tática e estabelecer alguns critérios para se tornar mais conhecido na cidade. O PSTU, Partido da extrema esquerda, originário do PT na década de 1990 (Corrente Interna Convergência Socialista) adepto da IV Internacional, tem em Trotsky seu maior referencial teórico bem como o argentino Nahuel Moreno. Não temos essa legenda em nossa cidade. O PCO é também filho do PT e tem Rui Costa Pimenta como principal líder e teórico da legenda, inclusive já foi candidato a presidência da república por duas vezes. É um partido esquerdista e têm em Marx, Lênin, Rosa Luxemburgo e outros destacados teóricos, suas fontes inspiradoras de lutas, esse partido não existe em nossa cidade. E, finalmente, o Psol – também, filho do PT – surgiu com a crise do projeto original do PT como a reforma da Previdência em que a senadora Heloisa Helena rompeu com a proposta apresentada e foi expulsa, seguida do Deputado Babá, do Pará e Luciana Genro, filha do ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro, sendo candidata a presidente nas eleições de 2014. Esse partido existe em Codó. É liderado pelo movimento sindical. Em 2012 apresentou o professor Celso Moreira como candidato a prefeito.
Novamente retomo a importante discussão histórica sobre a possibilidade de a esquerda codoense construir uma frente capaz de liderar um projeto político para reformular estruturalmente a gestão pública tendo como prioridade a revolução popular. Não se pode pensar uma equação se não existir os elementos constitutivos para visualizar sua solução sem embaraços.
Compor uma frente democrática e progressista para demandar uma alternativa é indispensável a unidade entre as diversas forças políticas. Da mesma forma a direita conservadora se mobiliza e busca ampliar seu arco de alianças na perspectiva de impedir a formação de oponentes que possam, de per si, constituírem-se em obstáculos para seus objetivos políticos e, para isso, propõe todo tipo de expediente, inclusive, a cooptação. A essa cultura histórica, a esquerda deve se opor com uma alternativa e com um projeto político revolucionário.
Quebrar as estruturas conservadoras não constitui tarefa das mais fáceis, contudo, não é impossível. Nem mesmo o todo poderoso Império Romano se tornou imune ao tempo e à ação dos seus inimigos. Sucumbiu!
Cabe, portanto, a cada liderança – Psol, PCdoB, PCB, PSB e, até mesmo o PT – formar um pré-núcleo de discussão visando uma possível aliança para construir uma frente de esquerda, classista e revolucionária. Uma ruptura com o tradicionalismo conservador implica afirmar os seguintes axiomas:
- Propor uma mudança radical no poder político é, ao mesmo tempo, apresentar uma proposta política diferente e incompatível com o pensamento único da direita conservadora local enfrentando-a diretamente;
- Combater de forma corajosa e resistir à prática e à cultura da “cordialidade” burguesa, cujo principal objetivo é a famosa “cooptação” (tal tática burguesa alimenta a falsa ideia de que numa luta política não existe o antagonismo inconciliável, o interesse histórico do domínio de uma classe sobre outra – lutas de classes) dos líderes e, assim, destruir qualquer tentativa de levante popular;
- É fundamental demonstrar para a sociedade civil organizada a nova concepção de luta e de enfrentamento contra a direita conservadora, isto é, inserir cada vez mais, a ideologia democrática e participativa buscando a unidade popular como apêndice imprescindível do processo decisório.
- A esquerda codoense – mesmo incipiente, do ponto de visto ideológico, precisa tomar consciência de si, como instrumental de mudança e não aliada da direita conservadora para permitir a reprodução daquilo que é conceitual – comum – para a sociedade civil: gerenciar a res pública compete a qualquer membro da elite, pois, todos são capazes. E o inverso não é verdadeiro – membro da sociedade civil destituído de riqueza não detém capacidade intelectual para governar a res pública. É esse discurso contraditório que a esquerda codoense deve combater incisivamente e afirmar que a gestão pública pode sim ser administrada por membros da classe trabalhadora. O exemplo mais categórico recente que temos foi a chegada ao poder central de um filho do agreste sertão, ‘semianalfabeto’ – segundo o discurso da elite branca nacional – soube diligentemente, reformar o Estado e transformar a Nação, o ilustre Lula. Que a direita conservadora brasileira aceite ou não, é um fato histórico inconteste. A esquerda codoense precisa por um lado, combater a disseminada ideia de que para ser político é preciso ser rico e ser formado; e que o rico tem as condições indispensáveis para gerenciar a res pública; de outro, impor uma alternativa democrática sensível e com uma inserção social considerável, vista pelo conjunto da sociedade como ‘boa’ e ‘saudável’.
- A nossa recente história nos aponta experiências produtivas e de caráter progressista. Portanto, é possível construir um campo amplo da esquerda e abrir uma perspectiva histórica de mudança significativa. Bastando, para isso, as lideranças perceberem o aspecto histórico de suas ações positivas, quebrando tabus, disseminando outra concepção do ‘é possível outra política’ com qualidade, eficiência, transparência, democracia, desenvolvimento para todos e respeito ao erário público.
- O que será necessário para que a esquerda codoense trabalhe unida, interaja e torne-se uma alternativa concreta na disputa política? O que pensam os líderes sobre esse aspecto? É uma estratégia conveniente e salutar que compreende a diversidade ideológica para uma concepção moderna de sociedade?
- A principal incumbência a ser desenvolvida pela esquerda codoense é construir a unidade política deixando de lado o velho hábito da submissão ao ideologismo conservador que fere a dignidade da sociedade por conta de sua insensibilidade social com a res pública.
Cabe, por conseguinte, à esquerda codoense repensar todo o percurso histórico – do passado até o momento atual – e realinhar sua conduta numa nova perspectiva: a da revolução social com base em princípios democráticos. Superar esse complexo de ‘vira-lata’ é condição sine qua non para a esquerda restituir sua dignidade e, ao mesmo tempo, retomar a credibilidade enquanto movimento político independente e revolucionário. Os líderes progressistas que querem uma cidade diferente, moderna, devem sim, assumir sua condição de esquerda e romper com o ciclo histórico de subordinação aos setores conservadores e da extrema-direita que impedem o crescimento político de outras forças que pensam diferente deles. Forjar uma nova realidade política implica, por sua vez, a necessidade de apresentar à sociedade civil codoense uma perspectiva democrática que inspire segurança e esperança renovada. Nada se constituirá novo se a frente de esquerda reproduzir ipsis literis os mesmos chavões utilizados pela extrema-direita e pelos conservadores.
Nesse processo de ruptura – com a extrema-direita e o conservadorismo – os líderes devem apontar os mecanismos que servirão como elementos para a composição do projeto político revolucionário e, mais ainda, aprofundar a luta ideológica como principal ponto de separação com o modelo tradicional de se pensar a politica numa perspectiva conservadora. Não há outro meio, não existe outro caminho a ser desbravado, se não pela via do enfrentamento político direto contra o tradicionalismo.
Aos líderes progressistas compete a tarefa primordial de fortalecer o ideal projetado, buscando agregar a unidade popular, os intelectuais progressistas independentes que aspiram uma sociedade menos obtusa e mais desenvolvida a esse intento vital.
Esse arrojado projeto revolucionário não é do tipo tradicional, ele requer coragem e persistência, resistência e superação. Toda mudança estrutural pela base demanda tempo. Por fim, compete aos líderes de esquerda e aos revolucionários, transgredirem o óbvio, e se libertarem do jugo tradicional do conservadorismo – ou seja, romper com as alianças equivocadas que rebaixam sistematicamente a identidade ideológica de cada membro da esquerda – e, a partir dessa ruptura, instituírem uma cultura política abusada da democracia e consigam atrair o povo para o seu projeto político revolucionário e democrático. Esse é o primeiro e mais importante passo para que a esquerda codoense possa, efetivamente, se tornar uma alternativa de poder e de governo.
Por Jacinto Junior


Tu devia era tá pedindo a prisão do Lula, teu grande líder. Outro líder teu também tá preso, José Dirceu.
Quando foi para ser secretário do governo Zito você achou bom estar ao lado da burguesia e ser pago por ela.
O Zito acertou em ter tirado esse rapaz da educação.Espero que ele não esteja é em sala de aula, pois vai deixar os jovens atordoados.
Esse e um doente.
Fale sobre tua por improbidades na Seduc!
Sinceramente Acélio,porque você coloca artigos desse cara ai o blog ? Nada haver.Ninguém liga pro pensamento desse doido esquecido.
Pense num moço que tem tempo. Jacintho
Acelio, a melhor parte desse seu blog são justamente os comentário sobre os post’s desse moço, é ilário, vale a pela perder esse tempo.
A esquerda não tem proposta pois é incompetente, só sabe criticar fazer que é bom nada. O governo Lula X Dilma, só corrupção quase todos presos, e o LULA também será preso é só esperar; Por que temos um brasileiro de coragem o JUIZ DR. SÉRGIO MORO, que mostra ao povo brasileiro que a lei pesa para todos,não só para pobres, negros e prostitutas, é isso que esperamos de um Homem sério, que zela pelo seu pais, Fora PT.