
A ação da Polícia Civil do Maranhão para combater o crime organizado na Baixada Maranhense já resultou em oito suspeitos mortos em confronto e 15 pessoas presas.
A intervenção é uma resposta direta a um ataque violento ocorrido na cidade de São João Batista, onde uma mulher grávida e o filho de apenas quatro anos morreram queimados após terem a casa incendiada por criminosos.
As investigações apontam que as vítimas, identificadas como Samira e o filho Ian Kaleb, foram atingidas durante uma investida motivada pela disputa entre facções rivais na região.
De acordo com a polícia, o ataque tinha como alvos principais o companheiro de Samira e o cunhado dela. Este último pertencia ao Comando Vermelho e havia mudado recentemente de grupo criminoso, o que motivou a retaliação.
A ofensiva policial teve início logo após o crime, quando agentes interceptaram e prenderam Vítor Preto, apontado como um dos participantes no duplo homicídio.
Em seguida, ao se deslocarem para o local onde outros suspeitos estavam escondidos, os policiais foram recebidos a tiros, dando início a um confronto armado que culminou na morte de três homens no local. Ao longo do desdobramento das diligências na região, o número de mortos subiu para oito.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Augusto Barros, as equipes agora trabalham na consolidação do inquérito e na desarticulação completa do grupo.
“A Polícia Civil encaminha agora para a renovação das medidas de temporária, para que aqueles que foram alcançados e presos permaneçam presos até o fechamento completo do inquérito policial”, afirmou o delegado.
Barros também destacou o trabalho focado no combate ao crime organizado no estado.
“Há um outro inquérito policial em tramitação que visa buscar a participação da facção criminosa específica que tem envolvimento neste caso, para que a gente tenha um trabalho de desmantelamento, não apenas na região, mas em todo o estado, das lideranças que promovem esse tipo de crime”, completou.
Entre os 15 detidos ao longo da operação está o próprio cunhado de Samira.
Embora no caso do incêndio ele seja tratado como testemunha e um dos alvos em potencial dos executores, acabou preso por haver contra ele um mandado de prisão em aberto por participação em um ataque prévio na região, no qual um carro foi alvejado e uma criança morreu baleada.
As investigações continuam na região para identificar outros possíveis envolvidos.

