Atingidos pela crise lojistas de Timbiras não pretendem abrir vagas de emprego temporário

As lojas estão todas abertas, os produtos bem expostos, mas elas estão passando, praticamente, o dia inteiro  sem consumidores. A crise já abateu o comércio de Timbiras.

QUEDA VIOLENTA

Comparando outubro deste ano com igual período do ano passado os lojistas timbirenses falam numa diminuição do volume de vendas bastante impactante para qualquer orçamento empresarial e isso tem reflexo direto na oportunidade de emprego que surgiria agora no fim do ano

Luís de Lima calculou o percentual da queda nas vendas comparando os dois períodos e disse que não é apenas o comércio lojista que está sendo atingido pela falta de gente interessada em comprar.

 “Rapaz numa média, no mínimo 40% de queda, 40% é uma coisa que a gente fica pensando – meu Deus, o que aconteceu? – na verdade não é só no comércio moveleiro, é todos os ramos de comércio estão despencando, supermercado, farmácia, todos eles estão reclamando que a venda tá caindo,….NESSA SITUAÇÃO? Nem pensar em contratar”, respondeu o gerente de loja

EVITANDO DEMISSÕES

Não haverá contratação este ano, se assim continuar, e já agora as lojas estão trabalhando com quadro bem reduzido, como ocorre onde Gisele Sousa é funcionária desde agosto.

“É eu, o gerente e o cobrador, quando tá todo mundo, todo mundo vende, todo mundo recebe, cada um se ajuda”, explicou a vendedora

HÁ 7 ANOS, NADA PARECIDO

A atitude visa manter os empregos que já existem, mas aumentar as vagas, realmente, está fora de cogitação na maioria absoluta  dos estabelecimentos que visitamos e Orlando Monteiro, que há 7 anos não via situação igual, explica os motivos.

 “Esse ano não vai dá, não tem como, não compensa, é um gasto a mais para a empresa, as vendas diminuíram e não tem como contratar…NÃO DÁ PRA COMPENSAR? Não dá mais, o quadro que nós temos, ficaremos até o final de dezembro”, argumentou o gerente de loja

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