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sábado, 10 de outubro de 2026
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AVANÇO – Governo de Francisco Nagib se preocupa com alfabetização na idade certa

O município nunca divulgou uma estatística que revele o índice de alunos não alfabetizados até os 8 anos de idade, aqueles que terminam o terceiro ano do ensino fundamental sem saber ler e escrever, mas relatos de professores como Ednilson Soares, que trabalha na zona rural, nos dão uma certa noção, no mínimo,  preocupante.

 “De cada 10 alunos ou de cada 20 alunos, mais da metade consegue se sobressair e sempre tem, né, 3, quatro, que ainda termina o ano com pouca compreensão neste muito de leitura e escrita”, disse

Por isso, desde 2013 Codó faz parte do PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA que proporciona formação continuada à educadores do 1º ao 3º ano. Agora mais de 300 estão sendo qualificados.

NA ZONA RURAL

Em uma das  turmas  que visitamos no último fim de semana, na escola Maria Alice Machado,  estavam somente professores da zona rural onde o desafio é maior ainda porque além da falta de estrutura física, cada educador deste trabalha com várias séries num mesmo ambiente.

“O meu, no caso,  é de 1º ao 4º ano, são 22 alunos, 4 séries…COMO É QUE É ALFABETIZAR TANTA GENTE? A gente tem o jogo de cintura, como a professora falou, temos que ter o jogo de cintura”, revelou-se a professora Francisca Mota Silva

Dona Francisca Cabral também reconheceu a impossibilidade de alfabetizar nestas condições.

 “É difícil, como é difícil você trabalhar assim porque tem a educação infantil,  tem o primeiro ano até o quinto ano, é muito difícil…E TEM QUE ALFABETIZAR? Com certeza, né’, frisou

A FAMÍLIA E O ESTUDO

Quem trabalha na cidade, como a professorfa Lana Rodrigues,  falou da ausência do auxílio da família neste processo.

“Não tem os pais, muitas das vezes os pais não têm condições de acompanhar porque tem pais que não são alfabetizados”, reclamou

Durante 4 dias, alternados,  o que fazem reunidas em sala de aula é, justamente, aprender a vencer os obstáculos  e descobrir como aquele aluno que se mostra em defasagem pode avançar na leitura e na escrita, como nos explicou a orientadora de estudos pedagógicos Darlice Reis.

 “e Tem professores que levam estas técnicas, essas estratégias pra sala de aula e eles conseguem  alfabetizar, não 100% porque é impossível, mesmo numa turma só de primeiro ano, segundo ano não é possível essa meta e no campo, eu como orientadora, nas turmas que eu acompanho graças a Deus deu uma melhorada significativa”

AVALIAÇÕES

Este ano todos os professores aplicarão avaliações bimestrais para verificar o aprendizado de seus alunos e estão buscando nesta qualificação formas para garantir de que terão sucesso.

“Com certeza e muito até porque aqui nós descobrimos técnicas diferentes, formas diferentes de conseguir alfabetizar um aluno que, as vezes, a gente não conseguia”, disse a professora Elma da Rocha.

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

8 comentários

  1. Fui professora na zona rural e concordo com a colocação da professora Francisca é muito complicado você trabalhar em turma multisseriada. Já não concordo com a colocação da professora Lana Rodrigues, quando a mesma relata, que devido os pais não serem alfabetizados interfere no acompanhamento dos filhos.Posso apontar isso embasada em uma pesquisa, que ainda está em andamento realizada com algumas famílias e profissionais da educação referente ao assunto. Não foi essa resposta que tive ao perguntar aos pais de diversos alunos e profissionais da educação, muitas desculpas foram surgindo ao longo da pesquisa. Diante da situação percebi diversos fatores que muitos não estão atentos, parece que estão preocupados em achar o culpado da defasagem na educação. enquanto isso milhares de discentes continuam sendo prejudicados em nosso município. Gostaria de ressaltar que não basta achar o culpado. Acredito que esse problema é bem mais grave do que jugam, por isso ressalto, que antes de julgar o culpado pelo grande fracasso que temos na educação do nosso município devemos analisar bem a situação.

  2. o professor hoje é responsabilizado por todos os problemas da educação e carrega “uma forte carga sob os ombros”. “Existe uma política hoje de encontrar um culpado para tudo e esse dedo está apontado para o professor. Geralmente quem faz isso são os governos, falta eles olharem para si próprios

  3. pesar de o docente não ser o único ator do processo educacional, a sua valorização traz impactos diretos na melhoria da qualidade da educação

  4. o ensino público deficiente que existe hoje no país é resultado dos baixos investimentos na área. “Estamos colhendo os resultados negativos de muito discurso e pouco recurso. O desafio agora é a população se conscientizar e fiscalizar como esse dinheiro está sendo gasto”, acredita.

  5. O poder público também é omisso. Os governos municipal, estadual e federal investem muito pouco na educação e, quando investem, não se baseiam num planejamento que garanta que o investimento feito gerará resultados positivos à educação. É preciso muito compromisso dos nossos governantes. É preciso o reconhecimento de que somente seremos reconhecidos pelo mundo, quando formos capazes de exibir cidadãos preparados para o mercado nacional e internacional, mas não só para isso, que eles sejam também pessoas críticas, que reflitam sobre o que está ao seu redor, pessoas com fome de conhecimento, capazes de interpretar os mais variados textos, dos mais diversificados gêneros. Que possamos exibir cidadãos habilidosos na escrita, na leitura, no cálculo, no conhecimento geográfico e histórico desta e de outras nações, pessoas sociáveis, solidárias, compartilhadoras do conhecimento adquirido. Nesse dia, seremos reconhecidos como um país que realmente forma pessoas para o mundo. Enquanto esse dia não chega, posso afirmar que o poder público é culpado pelo nosso fracasso.

  6. A sociedade é culpada. Isso por que cruza os braços diante do descaso, da má administração, da corrupção. Por que não cobrar dos nossos representantes legais? Por que não expulsarmos os corruptos e eleger pessoas com projetos que favoreçam a nossa educação? Por que não cobrar transparência no uso das verbas educacionais? Será que do jeito que estar, está bom? Somos, sim, culpados, por fechar os olhos diante do que não favorecimento do bem coletivo. Culpados por não tentar mudar. Por achar que somos pequenos, quando formamos uma nação inteira.

  7. O fracasso escolar é um dos problemas mais estudados e discutidos hoje, em nosso sistema educacional. Porém, o que ocorre muitas vezes é a busca pelos culpados de tal fracasso e, a partir daí, percebe-se um jogo onde hora se culpa a criança, hora a família, hora uma determinada classe social, hora todo um sistema econômico, político e social. Mas será que existe mesmo um culpado para não aprendizagem?

  8. O fracasso escolar é hoje um grande problema para o sistema educacional. Muitas vezes, para se livrar da responsabilidade deste fracasso, busca-se um culpado; alguém que possa assumir sozinho esta situação.

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