CASO MOREIRA – A covardia dos codoenses para com seu medalhista olímpico

Onze anos atrás, na Olimpíada de  Pequim 2008, quatro brasileiros do atletismo, que fizeram parte do revezamento 4×100 masculino, ficaram em quarto lugar porque a equipe da JAMAICA, da qual fazia parte o lendário Usain Bolt, o relâmpago humano, foi a terceira colocada, portanto medalhistas de bronze.

José Carlos Moreira recebe sua medalha de bronze na Suíça

Mas um dos companheiros de Bolt foi pego no exame de doping fazendo com que sua equipe fosse desclassificada. Desta forma a brasileira formada por Vicente Lenilson, Sandro Viana, Bruno Lins e José Carlos Gomes Moreira (nosso Codó) sumiu um degrau na tabela e os 4 foram ao Museu Olímpico de Lousanne, na Suíça receber suas medalhas olímpicas de bronze.

Com isso, José Carlos Moreira, que leva no apelido o nome de sua cidade natal, entrou para a história do Brasil e na de Codó dificilmente terá outro conterrâneo detentor de tamanha honraria esportiva ao seu lado algum dia.

O TEMPO E A INGRATIDÃO

Moreira é de uma safra dos idos tempos do professor Joubert, hoje concursado e morando em Caxias. Tempo em que o atletismo recebeu apoio incondicional do Poder Público e, apesar das contestações, digo sem medo de errar que nunca mais se viu isso com tamanha dedicação e respeito nesta terra.

Nosso medalhista olímpico hoje vive e trabalha no Maranhão (salvo engano), mas bem que poderia estar formando novos ‘Moreira’ dentro de Codó, todavia  foi ignorado.

Seu brilho, ao que nos parece, só serve para agradecimentos em redes sociais, fotos ao lado, falsidades políticas e tapinha nas costas, nada mais.

Na prática,  dentro de Codó, um velocista que rodou o planeta mostrando seu talento e competência, não passa de um cidadão comum tamanha é a gratidão que demonstramos por seu legado.

E o que tudo isso nos ensina?

  • Que o sucesso alheio nos ofusca a ponto de preferimos que não brilhe mais.
  • Que alguém influente e de sucesso só serve nesta cidade quando sobe em palanque para bater palmas e bradar o nome de algum político.
  • Que somos, na essência, invejosos – apesar de refutarmos todo dia isso mentido para nós mesmos.
  • Que somos covardes com aqueles que melhor nos representam, inclusive, mundo afora. Preferimos os que nos enganam e nos furtam.

Conforta-me apenas o fato de que nada do que somos, nada do que fizermos, nada, nada mudará a realidade de que José Carlos Moreira, menino nosso ali da rua César Brandão,  é, e pelo andar da carroagem de fero  sempre será, o único codoense a receber uma medalha olímpica.

Para sempre, encerro, Codó inteira terá contigo uma dívida, a da gratidão.

Já a dívida dos políticos é maior e não se mensura, pois já sabeis que estes seres, quase humanos, com olhos virados para os bolsos,  são desprovidos de gratidão.

13 comentários sobre “CASO MOREIRA – A covardia dos codoenses para com seu medalhista olímpico”

  1. Concordo com tudo aqui dito e acrescento mais: se chega um de fora e faz sucesso vira alvo da inveja.
    Vejo isso todos os dias. Se chega de Teresina, Ceará, Minas gerais, São Paulo ou outro lugar e faz sucesso o pessoal logo diz que está roubando. Eita pessoal de . mentalidade pequena.

  2. O grande problema é que esses atletas se blindam no mundo deles quado chegando em CODÓ um exemplo temos o Jackson jogador de seleção brasileira que anda nas ruas aqui e não dá um bom dia sem desmerecer sua matéria Acelio mais codo é uma terra que se o filho não quis nada com a vida a culpa é da política

  3. Como é bom saber que ainda existe pessoas que enxergam a verdade!

    Excelente trabalho realizado pelo professor Jorberth, apoiando pelo secretário de esporte Carlos Fernando e continuado pelo secretário Léo Araújo, valorizando o esporte como um todo na nossa cidade, transformando jovens em grandes atletas, uma safra que infelizmente não conseguiu chegar muito longe por falta de incentivo dos governantes seguintes!

    Parabéns Moreira, parabéns prof. Jorberth, vocês estão na história do nosso país!

  4. Ninguém é santo na sua terra. Este desabafo mostra claramente a mentalidade que se formou no decorrer de décadas em nossa cidade. O SUCESSO por aqui sempre foi visto como algo que incomoda muito. Não ê a questão de dinheiro não. Não temos aquele espírito de coletividade. Faz parte da nossa cultura. Ao lado disso vem o velho preconceito quando no meio temos negros participando. Este preconceito acontece no próprio meio. Pensamos muito baixo e a isso temos está politicagem de baixo nível que tem atravancado o nosso futuro. Não podemos ficar esperando sempre que o Governo vai fazer. Parabéns pela conquista e por ter levado o nome da nossa querida Codó pelo mundo afora.

  5. Meu caro Acelio se ele tivesse feito uma música chamada caneta azul aí talvez estivesse sendo carregado nos ombros. Está é a mentalidade que os governos implantaram na nossa população. Mentalidade de ralé, de quem vive de bolsa família e outras bolsas. Heróis não são bem vindos no meio desta multidão que acha que caneta azul é música. Lamentável mas é a verdade nua e crua.

  6. VERDADE, JÁ TIVE O PRAZER DE PARABENIZA-LO, E ME SINTO ORGULHOSO DE VER NOME DE CODÓ ATRAVESSANDO FRONTEIRAS MUNDO A FORA, GRAÇAS A ESTE ILUSTRE CODOENSE,

  7. Lembro muito bem desse dia,assisti a final do 4×100 torcendo para os atletas brasileiro em especial ao José Carlos(o codó) por representar muito bem a nossa cidade nas olimpíadas.Eu só tenho que agradecer e parabenizar ao José Carlos (o codó) por colocar o seu nome na história do atletismo brasileiro.

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