As 47 escolas da zona rural de Timbiras enfrentaram o problema de só começar as aulas no início de maio e, como se não bastasse o atraso, nunca viram merenda.
Estivemos ontem, 8, pela manhã visitando escolas rurais. A primeira delas foi a de Boqueirão.
às 10h15min, da manhã, só havia um professor e uma zeladora na Amélia Thomé, limpando carteiras numa sala. Todos os alunos do turno já haviam sido mandados para casa.
Não tem merenda e ainda que tivesse não tinha ou não tem como servir – faltam pratos, copos, colheres – aqueles de plástico azul.
Estivemos nas casas ouvindo os pais, a reclamação é geral. Maria Santana Sales lamentou a situação e falou de como o filho chega da escola todos os dias
“chega dizendo que tá com fome…E A MÃE O QUE SENTE AO OUVIR ISSO? É muito ruim porque quando eu to em casa eles merenda, mas pro colégio não pode levar porque só pra ele comer e os outros ficar olhando”, sustentou a lavradora
O secretário de Educação de Timbiras, Professor Raimundo Nonato Sousa da Silva, mostrando 3.500 novos kits de alumínio onde será servida a merenda que já foi comprada disse que em algumas escolas era isso que estava faltando, noutras falta até fogão e gás de cozinha.
Acha que resolverá ao problema mostrado na reportagem até o fim deste semestre. ASSISTA A ENTREVISTA


Nada pode justificar a falta de comida para as crianças da zona rural de Timbiras, que além de ser uma comida pouca nutritiva (quando tem), não é servida diariamente.
As aulas começaram atrasadas, a carga horária exigida pelo MEC não será cumprida como alega o secretário, pois como vimos na reportagem, as crianças são dispensadas antes do término do turno escolar, e isso é errado, pois a carga horária de estudos fica incompleta. Já se passaram mais de 5 meses para a regularização da educação em Timbiras, e o que vemos é uma completa ineficácia, desorganização da gestão do prefeito Antônio Borba, que prejudica diariamente o rendimento de centenas de crianças carentes da zona rural de Timbiras.
A imprensa tem noticiado muitas irregularidades de compras, de preços super-valorados, e agora mais essa notícia preocupante: alunos da zona rural sem alimentação, que não estudam todas as horas exigidas por falta de merenda nas escolas. O prefeito poderia cortar gastos desnecessários, como diminuir a folha de pagamento dos seus protegidos e dos protegidos das poucas famílias poderosas que dominam a política e a administração em Timbiras.
Castigo não , até pq escola é pra se aprender e estuda bem e NÂO COMER.