Codó teve 69 casos de violência sexual contra menores e só 1 criminoso punido

O mais recente relatório de atividades do Conselho Tutelar de Codó mostra que 2016 foi um ano em que muitas crianças e adolescentes foram vítimas de criminosos sexuais, como explica este conselheiro. Foram contabilizados 69 casos.

 “A violência sexual aqui está enumerado 69 casos, sem falar nos subnotificados, o que é isso? Aquele que não chegou ao nosso conhecimento, portanto os que chegaram foram representados pelo Conselho Tutelar 69 casos à Justiça (…) está grande porque nós gostaríamos que, caro, repórter que fosse ZERO. Não devia ter nenhuma violência sexual contra criança e adolescente, estupro qualificado como a gente comprovou aqui”, explicou o conselheiro Franck Sousa.

O MESMO PERFIL

Os conselheiros afirmam que, em relação ao perfil dos abusadores, nada mudou. Eles continuam sendo o vizinho e morando com as vítimas o tio, o primo e, as vezes, até o pai.

Todos falaram de algo que consideram um  agravante desta situação. É que muitas vezes, por ser um caso originado dentro de casa a própria família prefere não denunciar ou quando denuncia convence a vítima a negar perante as autoridades, segundo o conselheiro Odair José Reis Magalhães.

 “O que a gente fica ali desesperado porque a sociedade infantil está sendo vitimada, tirando o seu sonho, seu direito de vida como ela deseja e não tem a mera condição de se defender, então aconteceu o quê? A família ela tem que  proteger e não colocar seus filhos como vítimas”, disse

SÓ 1 PUNIDO

As denúncias aumentaram, principalmente, acham os conselheiros, por causa de mecanismos como o DISK 100, mas a punição não evoluiu. Dos 69 casos do ano passado só lembraram de 1 que resultou   num  acusado mantido preso até hoje.

Tem que ter mais casos punidos, mas pra ter mais casos punidos a gente precisa de provas, então eu peço às pessoas que junte a maior quantidade  de informações necessárias, nós trabalhamos sob sigilo não será divulgado, mas nós precisamos de  mais elementos porque muitas vezes a denúncia chega, as vezes até com endereço incompleto, as vezes não tem nem nome”, frisou o conselheiro José Raimundo da Silva

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