CPI reconhece racismo institucional contra jovens negros do país

Investigar as causas e consequências da violência contra a juventude negra no Brasil. Esse foi o principal objetivo da CPI do Jovem Negro, na Câmara dos Deputados, que concluiu que o racismo institucional é o principal causador do genocídio desses adolescentes no país.

Racismo reconhecido
Racismo reconhecido

A criação de um plano nacional de enfrentamento ao homicídio de jovens negros e a destinação de dinheiro de impostos para políticas públicas foram as principais propostas que podem, para os parlamentares, mudar o quadro da violência contra esses jovens.

Para o presidente da Uneafro, a União de Núcleos de Educação Popular para Negros e Classe Trabalhadora, Douglas Belchior, o relatório reconhece o racismo no Brasil e a dívida histórica com os negros, desde o descobrimento do país até os dias atuais.

Mas ele ressalta que as conclusões e propostas devem servir para mudar, na prática, essa realidade.

FONTE – EBC Rádioagência

2 comentários sobre “CPI reconhece racismo institucional contra jovens negros do país”

  1. O racismo foi reconhecido a muito tempo, o problema é que as instituições e principalmente as autoridades não dão a devida atenção ao problema.Em Codó um município de maioria negra são poucos os que discutem a problemática do racismo e suas consequências, e estes poucos ainda são estigmatizados e tratados com indiferença pela maioria das autoridades, como é o caso do nosso secretário de igualdade racial Augusto Serra, que embora se esforce muito não consegue o apoio necessário das autoridades.

    Recentemente houve um caso explicito de racismo praticado por uma renomada empresa de Codó, contra uma jovem negra que inclusive perdeu o emprego simplesmente por ter optado por um penteado afro no ambiente de trabalho, a jovem foi questionada, humilhada e ainda por cima perdeu o emprego. O caso foi registrado na delegacia de policia e está tramitando na justiça.

    A população negra de Codó e em especial a juventude negra precisa ter mais atitude pra fazer valer os seus direitos.

  2. A minha tri vó Maria Gertrudes era neta de escravos, a minha bisavó Suzete também negra, a minha prima Auxiliadora negra; nos afro-descendentes temos que conquistar o nosso espaço com competência, humildade pois a Burguesia é arrogante e prepotente; então nos resta estudar e mostrar que somos capazes de vencer sem ser capacho de ninguém!

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