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Professor Aciel Tavares

O programa A CONVERSA É COM ACÉLIO TRINDADE recebeu esta semana o professor Aciel Tavares que atualmente está trabalhando no IFMA Campus Codó ministrando disciplinas no curso técnico de Meio Ambiente, uma delas é sobre resíduos sólidos.

Nós o convidamos para tratarmos desta questão tendo como fonte a própria cidade de Codó que, desde que foi fundada, vive o eterno problema do lixão e suas brutais consequências.

Todos os prazos estipulados por tentativas federais de eliminar os lixões  foram negligenciados pelos administradores codoenses que também se apoiaram na negligência nacional. O último de tais prazos foi 2021 por sermos cidade enquadrada, explicou o professor, em nível mediano.

“Não há um debate muito sério, pelo menos das autoridades que devem fazer este debate para instalar este aterro. o que a gente acompanha pelas redes sociais, pelos jornais locais é que há, assim, um descaso né com a população que mora próximo do lixão e há distribuição de cesta básica para os catadores, eu não sou contra a distruibuição, só que não se resolve o problema”, asseverou

LIXO HOSPITALAR

Ele também criticou a forma como todos os nossos governantes tratam o lixo hospitalar. Deveríamos ter um incinerador industrial para eliminarmos tudo que é produzido, como lixo, em áreas médicas (hospitais, postos, clínicas).

A coleta deveria ser , também, uma coleta separada como ocorre com os hospitais regionais do estado.

No entanto, aqui recentemente  lixo hospitalar foi filmado  derramando de uma das caçambas de coleta no bairro Trizidela. O veículo se dirigia para onde todo o lixo da nossa cidade vai – para o lixão no bairro Codó Novo.

“Quando eu incinero esse material a cinza deve ser colocada num aterro, como Codó não tem aterro e, até onde se sabe, não tem incinerador é feito um fogo a céu aberto, esse material é incinerado de qualquer jeito, sem a regulamentação. A fumaça produzida ali se espalha e de novo contamina a população que está próxima. Então, do ponto de vista de resíduo hospitalar a nossa cidade está totalmente irregular tanto no transporte, no manuseio e na incineração”, sustentou.

DEJETOS DE FOSSAS, PRA ONDE VAI?

Aciel Tavares  foi provocado  sobre  o hábito que ainda mantemos de termos fossas sépticas em casa, uma consequência direta da falta de saneamento básico que compreende a coleta de lixo, o tratamento de esgoto sanitário, além da coleta, tratamento e distribuição de água potável.

O professor lembrou como o processo, a longo prazo, pode nos prejudicar porque atinge diretamente o nosso lençol freático e os codoenses bebem de poços artesianos.

“Se eu despejo dentro de um buraco água, urina e fezes e esse material líquido ele vai infiltrar e vai contaminar o lençol  freático “, frisou

Para Aciel Tavares a médio, nem a longo prazo não existe planejamento para melhorar a situação do saneamento básico em Codó. Um prefeito vai empurrando para o outro e nisso já se vão 127 anos.

4 Respostas

  1. Onde será que a empresa FC oliveira, maior consumidora do nosso lençol freático, despeja os efluentes, que é o esgoto industrial? Como é uma questão de utilidade pública, pois os efluentes podem poluir nosso lençol freático, seria interessante se o blog fizesse uma postagem sobre isso. Porque, assim como o lixão, essa também é uma questão de suma importância para preservar a saúde de nosso povo.

  2. Quais ações a Prefeitura de Codó, em parceria com o SAAE, tomou em relação ao Novo Marco Legal do Saneamento Básico?

    Triste saber que NENHUM vereador comenta nada sobre o assunto…

  3. Senhor professor, é óbvio que o vale catador, programa social de cunho humanista do governo, não irá resolver o problema do lixão. Mas reforçará a renda precária daqueles que dependem de viver naquelas condições hostis.

    1. Meu caro ” Aluno ” ouça a entrevista e veja o que eu falei sobre as cestas e os catadores. O aterro sanitário trás consigo a instalação da cooperativa de catedores e isso dignifica a vida destas pessoas.

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