Ontem, 10, os alunos da Universidade Federal do Maranhão, Campus Codó, estiveram ocupando um espaço dentro da área onde foi realizada a 14ª Feirinha do Agricultor, no bairro Santo Antonio.
Foram mostrar que possuem produção científica, ao contrário do que sustentaram, recentemente representantes do governo Bolsonaro na grande mídia, e que, a partir dela, podem colaborar com a sociedade local.
Vamos colocar a reportagem completa mais a frente. Nesta postagem destacamos a entrevista do professor José Carlos Aragão, de História. Ele fala da possibilidade de 132 alunos perderem seus R$ 400 da bolsa paga mensalmente pelo Governo Federal.
A consequência direta disso seria o abandono do curso.
“É matar a população mais pobre paulatinamente, os estudantes ficam prejudicados, a pesquisa fica prejudicada, a universidade fica prejudicada total, este país não cresce sem universidade”, frisa com ar de indignação.
Sobre este tema o GOVERNO FEDERAL publicou uma nota oficial ontem, 10, dizendo que já iniciou o que chama não de corte, mas de contingenciamento. Que este foi, preventivamente, da ordem de 3,4% e não de 30% como pretende.
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O Ministério da Educação esclarece que o bloqueio preventivo realizado nos últimos dias atingiu apenas 3,4% do orçamento total das universidades federais. O orçamento para 2019 dessas instituições totaliza R$ 49,6 bilhões, dos quais 85,34% (R$ 42,3 bilhões) são despesas de pessoal (pagamento de salários para professores e demais servidores, bem como benefícios para inativos e pensionistas), 13,83% (R$ 6,9 bilhões) são despesas discricionárias e 0,83% (R$ 0,4 bilhão) são despesas para cumprimento de emendas parlamentares impositivas.
O bloqueio de dotação orçamentária realizado pelo MEC foi operacional, técnico e isonômico para todas as universidades e institutos, em decorrência da restrição orçamentária imposta a toda Administração Pública Federal por meio do Decreto nº 9.741, de 28 de março de 2019, e da Portaria nº 144, de 2 de maio de 2019.
O Ministério da Educação esclarece, ainda, que a matéria veiculada pelo Jornal Valor Econômico nesta quarta-feira (08/05), apesar de apresentar números do sistema SIOP corretos, não utilizou a adequada metodologia de cálculo para a definição dos valores bloqueados nas Universidades pelo MEC. Os valores considerados como bloqueio na matéria incluíram o orçamento de emendas parlamentares discricionárias, que já estava contingenciado pelo Governo Federal. E, para o cálculo do total orçamentário da unidade, foram inseridas as rubricas de despesas referentes às emendas parlamentares impositivas e receitas próprias (que não são objeto de bloqueio discricionário pelo MEC). Por isso, a diferença nos percentuais apresentados pela matéria.
O bloqueio orçamentário nas Universidades, como explicado anteriormente, não incluiu as despesas para pagamento de salários de professores, outros servidores, inativos e pensionistas, benefícios, assistência estudantil, emendas parlamentares impositivas e receitas próprias.
Assessoria de Comunicação Social


Mentira desse Professor que antes de falar as coisas tem que se informar. Mas esperar o que desse pessoal de ESQUERDA? O corte não vai atingir aluno nenhum, apenas nas ações que os Reitores não apresentarem as devidas comprovações dos gastos! Tem muitos Reitores respondendo Processo e até com Ordem de Prisão! Vamos trabalhar e parar com Calúnias!
É uma vergonha professores universitários sem informação verdadeira, e o que é pior, usar seus alunos como massa de manobra. Sem pesquisa, só no achismo. Ainda dizer que Contingenciamento é corte de verbas.
Quer saber o que é corte de verbas? Foi o que a Dilma fez quando decretou que 40% dos impostos do ICMS dos Estados(UF) fosse destinado para União, centralizando na União para pagar dívidas. 2014. Ô professores voltem para sala de aula, aprenderem a fazerem pesquisas (não generalizando, ainda tem professores bons por aí).
Curioso que as pessoas atacam os profissionais da educação sem quaisquer provas. O professor Aragão fala a verdade,uma vez que os cortes irão atingir sim as bolsas de auxílio de diversos estudantes, principalmente os que estavam na eminência de saírem e tiveram as verbas “contingênciadas”. Outra falácia é dizer que tem “muitos” reitores respondendo a processo, aliás,dos poucos casos, dois mostram uma verdadeira perseguição da justiça a reitores de universidades federais sem nenhuma justificativa plausível. No caso do ex reitor da UFSC, a própria Justiça chegou à resposta de que não havia corrupção, porém após acusação e condução coercitiva o ex Reitor Luís Carlos Concellier se suicidou por se ver na situação descabida de acusação e achacamento da sua imagem pública. Por outras vias, o ex reitor da UFRJ, Carlos Levi, condenado em primeira instância, em um processo minimamente curioso onde o reitor é acusado de repassar um valor da UFRJ para uma fundação que pertence a própria UFRJ como se beneficiassem terceiros ( o caso você vê aqui https://www.google.com.br/amp/s/portaldisparada.com.br/politica-e-poder/perseguicao-reitores-midia-ufrj/amp/). A única calúnia que vejo nos comentários é contra o professor Aragão que falou com todo o conhecimento e experiência de uma vida dedicada a universidade federal do Maranhão, que sabe que com esse corte os alunos serão prejudicados, inclusive sem as bolsas de pesquisa que o governo também está “contingência do”, sem esse dinheiro as pesquisas irão parar. Mas o ideologismo apregoado pelo atual governo, onde antes de tudo se acusa de “esquerda” uma pessoa, sem o mínimo entendimento do que significa esquerda, apenas com o intuito debil de desqualificar o interlocutor, isso já mostra até onde os defensores desse governo estão dispostos a chegar para justificar suas próprias ideologias, e um desses lugares é sem dúvidas, o fim das universidades públicas para todos.
Quem critica o professor Aragão é um monte de alienados defendendo um presidente louco que não tem amor por nosso país. Que atende apenas os interesses da elite e não se preocupa de fato com o futuro da população. O país que não investe na educação não tem amor por seu povo. Saúde e educação são prioridades!
Seria cômico se não fosse trágico o que está acontecendo com nosso país. Todos querem falar de educação. Porém, os únicos que não “sabem”, não “entendem” e não podem falar, são os professores. Quando falam sobre os problemas que envolvem diretamente o seu trabalho, estão “mentindo”. Quando discordam de um governo de lunáticos, são de “esquerda”. Mas o que é ser de esquerda? Eu explico. Ser de esquerda é pensar no/a outro/a que tem direito a escola, casa, trabalho e lazer, mas não tem acesso. Ser de esquerda é está consciente das condições que vivem os codoense, cuja maioria sobrevive do subemprego e do trabalho informal. Ser de esquerda é querer que a universidade seja para todos/as, gratuíta e de qualidade. Ser de esquerda é não concordar da exploração dos empobrecidos. Ser de esquerda é não concordar com as desigualdades que existem em nosso país. Como acredito em tudo isso, sou de esquerda. Com efeito, não me ofendem quando me chamam de alguém da esquerda, de um professor de esquerda. Na verdade, o que ofende nós professores é a IGNORÂNCIA. Essa prejudica veementemente a capacidade de PENSAR de qualquer pessoa. Por isso, estamos abertos ao diálogo. Assim, se Isabel Silva e Fredison Medeiros quiserem se permitir conhecer mais sobre Educação, Universidade e Ensino Superior, eu e a UFMA estamos a disposição para dialogar.