É POSSÍVEL ‘RELATIVIZAR’ O CONCEITO DE DEMOCRACIA?

Deparei-me hoje (30/06/2023), com um “cidadão de bem” – permita-me fazer o devido esclarecimento sobre a citada denominação. Tal termo fora designado a todo indivíduo simpatizante e/ou defensor do ex-presidente imbrochável e, agora, inelegível, numa tríade – Pátria, Família e Deus – concepção política que coloca tal indivíduo numa redoma em que e que é considerado uma persona grata e o resto da sociedade que não esteja com essa mesma definição fora classificada como personas non gratas; para não dizer outros termos menos ofensivos – que me desafiou para analisar a frase proferida pelo novo presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, em referencia ao seu colega circunvizinho presidente venezuelano Nicolás Maduro durante reunião do Foro de São Paulo – e é tido pela extrema-direita brasileira como um verdadeiro tirano. De chofre, aceitei as ‘luvas’ jogadas em minhas mãos!
O “cidadão de bem” disse-me numa provocação, literalmente: “faz um daqueles textos que você sempre faz sobre o que Lula falou de ‘democracia relativa’. Até aquele momento, não estava a par desse episódio. Quando cheguei em casa procurei imediatamente essa notícia e a encontrei num sitio chamado de: www.contrapontos.com.br. Então, fiz a leitura em seu inteiro teor. E, sem nenhuma surpresa, o óbvio: o site é claramente tendencioso. E busca fazer uma interpretação tosca sobre a fala proferida por Lula, de forma a gerar na opinião pública o chamado famigerado ‘viés ideológico’ – termo costumeiramente utilizado pelo ex e, agora, inelegível – imorrível, imbrochável? – para denotar uma contraposição ao seu inimigo político e, ao mesmo tempo, sendo um propagandista da ideologia conservadora.
Vamos, então, ao que interessa. De propósito e num tom irônico formulei o título deste texto. Note que ele trás consigo uma interrogação; e o sentido que pretendo dar à explicitação proposta pelo “cidadão de bem” é exatamente o sentido verdadeiro que fora expresso pela fala do presidente tricampeão – um fato inusitado jamais experimentado por outro líder estadista na história política internacional. Lula é a semente da esperança, do amor e da liberdade!
O primeiro ponto é colocar às claras que há um jogo político muito forte da extrema-direita derrotada na tentativa de desqualificar e desestabilizar o governo petista. Isso é ponto pacífico. E, ao mesmo tempo, o governo petista tenta se safar de todas as armadilhas e toadas arquitetadas pela extrema direita e seus tentáculos nos diversos espaços sociais e, até mesmo na mídia, principalmente!
O caso em epígrafe, onde o comentarista – do canal midiático que elaborou a matéria – opositor tenta achincalhar o governo petista e, ao mesmo tempo, aprofundar a ideia de que o Brasil provavelmente será uma nação ditatorial por ter relações bilaterais com outros chefes de estados, especialmente, os latino-americanos. A ênfase dada é sobre a relação de Lula com Nicolás Maduro. Lembrem-se de que a extrema-direita internacional possui um amplo espectro de países capitalistas que seus líderes são eminentemente ditatoriais e que o ex-presidente – o mito – tinha relações íntimas com eles – vide o caso das joias usurpadas e, que, posteriormente, foram devolvidas ao verdadeiro proprietário!
Ora, toda e qualquer posição que Lula tomar, fizer e/ou dizer sobre a Venezuela, será sempre criticado por elementos da burguesia, especialmente a imprensa conservadora e, com um agravante: tentando engendrar fatos outros deturpados objetivando sensibilizar a oposição e a opinião pública brasileira a ser contra o governo socialdemocrata petista. A vileza e a baixaria são os principais condimentos utilizados sorrateiramente por expertises repórteres sensacionalistas/chauvinistas inimigos da democracia, da liberdade e da pátria; pois, o discurso disseminado pelo ex-inelegível tem como pano de fundo a implantação da ditadura – basta olharmos a tipificada ação realizada logo após o resultados das eleições; isto é, as paradas lunáticas em frente aos quartéis e, por último, a estúpida tentativa de invasão aos três poderes constituídos no 8 de janeiro de 2023, como se tal articulação fosse, de fato, consagrar a ditadura – em termos práticos, “intervenção militar” – e conservar o ex-inelegível a permanecer no poder!
O que Lula afirmou de tão grave e perigoso para que a extrema-direita através de seus tentáculos midiáticos e/ou o explícito recorte de seu discurso para deturpar o sentido de sua argumentação? Simples, o propósito é criar um factoide para impregnar o imaginário popular que o governo brasileiro é um irremediável simpatizante de ditaduras. Convêm lembrar que quem é declaradamente admirador de torturadores, de ditadores e de regimes fechados é o ex-presidente mitólogo. Só para clarear ainda mais a intensa relação do ex-inelegível sobre o conceito de ditaduras, veja a relação de cada um dos ditadores que ele admira e ama: Coronel Ustra, Pinochet, Stroessner, Fujimoro! Um homem degenerado e completamente acéfalo!
Agora, sobre o discurso de Lula com toda clareza possível farei a desmistificação pontuada pelos tentáculos midiáticos da extrema-direita. Para início de esclarecimento, apresentarei a fala de Lula em sua inteireza e demonstrar a tratativa de rebaixa-lo à condição de defensor e admirador de regimes ditatoriais.
Lula com toda sua experiência e maturidade apreendida durante sua exponencial trajetória político-militante, jamais incorreria numa contradição tão infantil para desmerecer o conceito de um dos supremos valores universais que complementa a vida do cidadão: a democracia.
Quando Lula afirmou que a ‘democracia é relativa para você e para mim’, ele enfatiza o conceito numa relação dialético/libertária entre os seres humanos e, ao mesmo tempo, pressupõe firmemente que o indivíduo deve ter sua concepção subjetiva de democracia e, por isso, vive sob a mesma perspectiva democrática e na relação social com o outro; mesmo havendo uma ínfima discordância e/ou diferença de cunho ideológica; contudo, o elemento fundamental exposto – afirma categoricamente – é a capacidade que o indivíduo possui e a liberdade para autodefinir o conceito de democracia sem esbarrar na esparrela fakeana de definir um determinado objeto com outro espírito de intenção – o uso da má fé. Portanto, Lula não ‘relativizou’ o conceito de democracia, ao contrário, ele reafirma que a democracia é plena e deve ser respeitada por todos os indivíduos segundo sua concepção, desde que não infrinja sua essência na prática. E, de tal modo, Lula esboça mais um comentário mostrando seu particular acolhimento e preservação à democracia e respeito pela mesma, endossando sem titubear: (…) “gosto de democracia porque a democracia me fez chegar à presidência pela terceira vez. Por isso gosto de democracia e a exerço na sua plenitude”.
Lula não é excêntrico! Lula não é ridículo! Lula não se expõe à imerecida ignorância que outro persona non grata de nossa história recente faz questão de sê-lo! Lula é a evidência de um líder nato e um estadista que congrega todas as somas positivas de natureza política, social e cultural. Lula é um misto de singularidade, posteridade e pluralidade sem precedência na história universal.
Por outro lado, a elite brasileira – o conservadorismo nacional fétido – promove um verdadeiro espetáculo com uma palavra e/ou frase proferida por Lula seja em qual for o ambiente social para tentar desmerece-lo e, mais ainda, descredibilizar seu governo e seu pensamento. Porém, a estratégia de acusa-lo de simpatizante de ditaduras não ganha a tão sonhada dimensão intencionada pelos odientos conservadores porque o povo brasileiro já sabe de cor e salteado o que foi planejado para destruir sua imagem e sua reputação enquanto homem público via instrumento sujo chamado lavajato – preposto dos EUA para destruir nossa indústria e nossa soberania e, de quebra, eliminar a influência de Lula e fortalecer a cultura e a idolatria da ideologia liberal.
E para finalizar nosso raciocínio sobre a ‘relativização da democracia’, insiro mais um argumento caracterizando a forma transparente e o modo petista de governar; quando Lula exprime com propriedade: “o mundo inteiro sabe que a governança do PT é exemplo de exercício da democracia”.
O mundo é hoje conduzido pelo modelo capitalista de gestão. E por que há tanta preocupação por parte da elite brasileira e, diria até mundial, sobre a governança petista? O único elemento que produz tal preocupação é o receio de ver que o Brasil tem um novo governo com uma cultura distinta daquela operacionalizada pelo antecessor; que, aliás, foi uma tragédia e um atraso colossal para o país em termos de desenvolvimento. Na verdade, o governo anterior era um governo incompetente, submisso, negacionista, antipovo, anticultura, antieducação; enfim, um governo isolacionista.
O governo petista sabe que o mundo é dinâmico, suas interações sistematicamente se transformam cotidianamente e, por isso mesmo, não perderá o bonde desse desenvolvimento cíclico e fará todo esforço para colocar nosso patrimônio cultura em favor de uma cultura da paz, do progresso, sem, contudo, perder o alinhamento de sua autodeterminação e soberania ante o mundo no processo de negociações bilaterais. O Brasil é uma nação com uma capacidade infinda de influenciar outras nações e, por isso, se esforça para consolidar o BRICS, como organismo fomentador do desenvolvimento econômico-social e geopolítico. Portanto, segue como o mais importante pais para constituir um campo hegemônico para libertar nações subdesenvolvidas das influencias de países desenvolvidos que as exploram e as tornam miseráveis.
Não é possível reduzir e/ou ‘relativizar’ o conceito de democracia, caso haja essa hipótese, ocorrerá através de um golpe e de golpe já estamos fartos! Queremos normalizar as relações e laços de solidariedade, justiça e igualdade entre os povos e nações! E a democracia é o único instrumento capaz de proporcionar essas transformações inadiáveis. Viva a democracia popular!


Se até o ministro do STF, Gilmar Mendes, repudiou a fala do “amigo de ditador”, imagina eu?
O texto do militante travestido de professor é, nada mais nada menos, que uma “passada de pano” na fala trapalhada do DESCONDENADO.
Você não conhece a história do professor Jacinto Júnior, portanto, não fale asneira. Ao contrário, muito mais do que militante sou educador-militante. E quando olhamos para o comentário é visível a frugalidade mesclada a uma rala superficialidade interno-intelectual. A mim não importa se um membro respeitabilíssimo da Suprema Corte se sentiu indignado e fez suas observações sobre a fala de nosso admirável líder. O fator proeminente é distinguir o sentido subjetivo que cada sujeito detêm sobre o conceito de democracia. E Lula expressou seu modo peculiar para explicitar sua opinião sobre o objeto em questão.
Maior asneira que sua militância esquerdista não existe.
Seus textos cheios de firulas enganam apenas os desavisados/alienados.
Perguntar não ofende: o que o militante disfarçado de professor pensa dos “exilados da fome” promovida pelo DITADOR DA VENEZUELA, ou dos “oprimidos religiosos” da DITADURA NA NICARÁGUA?
Esquerdopata doente vão se tratar, procure um psiquiatra , cego de vista limpa.
Ainda tem a cara de pau de defender um partido de canalha desse só pode ser da mesma estirpe.
Jacinto chamando imprensa de conservadora? Tentataculos midiáticos? Rapaz, esse senhor poder lido sobre Karl Maxx, só não entendeu de fato do que se trata. Defender Lula, passar pano para Maduro … Quase vomitei.