Em busca de boas experiências pecuaristas da Colômbia visitam Fazenda Abelha

São mais de 28 mil hectares de terra dedicados à  pecuária codoense. São 23.534 bovinos atualmente, todos para a venda diária de  carne, a chamada bovinocultura de corte.

Estamos nos referindo à Fazenda Abelha que abastece o mercado de Codó, por meio dos frigoríficos Boi Bom,  e de mais dois grandes frigoríficos revendedores com base no interior do Maranhão e na capital do  Piauí, Teresina.

Visita ao confinamento de engorda

147 funcionários cuidam do rebanho. O médico veterinário Ilson  Santos Silva, há 3 anos, é um deles. Zela pela saúde dos animais.

 “Com esse trabalho sanitário, que a gente tem protocolo sanitário que a gente tem desenvolvido pra fazenda, exclusivo pra fazenda, a gente consegue controlar a mortlidade, consegue melhorar o ganho de peso, desde do desmame do bezerro, aliando a alimentação que já tem a fazenda à qualidade genética dos animais com a saúde que é, extremamente, necessária”, disse-nos


TECNOLOGIA À SERVIÇO DA PECUÁRIA

É muito trabalho humano com o auxílio da tecnologia desenvolvida na área da pecuária brasileira. Para garantir uma meta de produção que não prejudique o abastecimento desses mercados as vacas  da fazenda são inseminadas de maneira artificial.

Somente os bezerros são retirados do convívio delas aos 7 meses, são levados para uma área de engorda onde ficam até adquirirem o peso ideal para a venda. Para que nada dê errado neste ciclo até a raça criada  é única – a Nelore.

 “Nós temos um animal que ele vai levar 24 meses pós parto, após o nascimento, com uma eficiência muito boa pra chegar ao seu peso ideal de abate…QUAL É ESSE PESO? Esse peso é em torno de 540 a 560 quilos de peso vivo”, explicou Reinaldo César de Carvalho da empresa Multinacional ABS, parceria da fazenda Abelha.

VISITA DE COLOMBIANOS

A fazenda, no interior do Maranhão, despertou o interesse de um grupo de 12 grandes pecuaristas de diferentes regiões da Colômbia, que  também passaram por fazendas de Minas Gerais, São Paulo, Piauí e Pará.

Foram recepcionados, na manhã da última sexta-feira, 17 de maio,  pelo fazendeiro Chiquinho Oliveira. Tomaram café e depois começaram ouvindo dos funcionários como tudo funciona, qual a logística empregada, como os resultados são conseguidos, metas como a que determina que até 2024 o rebanho terá que ser de 37.876 animais.

Depois subiram em um caminhão e foram passear pelas áreas de pasto. A cada parada diante de um curral de confinamento, ouviam explicações do representante da ABS, Reinaldo de Carvalho.

Em entrevista, o jovem pecuarista colombiano Saul Salazar, que estava na companhia do pai dele,  nos explicou que o intuito da caravana foi,  realmente, aprender com os brasileiros.

“Primeiro viemos aprender o que cada fazenda está fazendo para que possamos aplicar em nossas fazendas, tem região que nós temos que vai aplicar mesma metodologia que aqui faz (…) cada região, dependendo que fazem, pretendemos fazer o mesmo”, disse

Para quem os recepcionou, uma honra.

 “Hoje nós sabemos que o Brasil tem o terceiro maior rebanho do mundo, o Brasil é o maior exportador de carne do mundo e hoje nós temos empresários colombianos a forma que nós cuidamos, a forma que nós criamos o  boi, a forma que nós criamos a vaca, nos criamos o bezerro e o rendimento positivo, um animal, por exemplo, nessa fazenda ele tem um ganho de peso, ano, acima de 80 quilos”, destacou o pecuarista Francisco Carlos de Oliveira

EXPERIÊNCIAS POSITIVAS

Deixaram a fazenda encantados com os resultados que têm por base a raça Nelore que não é muito popular na Colômbia (Lá a raça mais comum é a BRAHMAN),  mas ao serem questionados sobre a possibilidade de se ter experiências positivas como as que viram em terras colombianas, Alvaro Restrepo, respondeu com ressalvas.

“É possível, mas não é exatamente bom, os custos de produção na Colômbia não elevados, os juros muitos elevados nos bancos, não é tão fácil fazer um negócio assim. Eu penso que a experiência é valiosa porque vemos resultados e podemos extrair algumas dessas experiências para nosso país”, ressaltou Restrepo

MATERIAL PARA RÁDIOS

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