EMBRAPA ensina sobre plantio de alimentos biofortificados em Lima Campos

Na zona rural do município de Lima Campos a EMBRAPA COCAIS, na pequena e produtiva propriedade de seu Miranda,  encontrou parceria para desenvolver esta unidade de aprendizagem onde plantou arroz, feijão, milho, macaxeira e batata-doce biofortificada.

Os biofortificados não são produtos transgênicos como muitos imaginam. Os agrônomos explicam que as biofortificadas são o resultado do cruzamento de plantas da mesma espécie que resultam numa nova planta mais forte, mais nutritiva. Como isso ainda é um assunto novo no interior do Maranhão é preciso plantar, colher, mostrar que é viável. É o que se faz em campos de experimentos como o instalado na fazenda de seu Miranda.

No dia de visitas, como ocorreu ontem, quinta-feira, 11, aparecem  agricultores até de outros municípios para conhecer, tocar, fazer perguntas aos profissionais que dão pequenas palestras no meio da plantação.

Eles vão ficando atentos a cada explicação. A batata-doce bioforticada, com sua cor diferenciada chamou muito a atenção.

A agrônoma da AGERP Pedreiras, Simone de Sousa justificou que a cor tem tudo a ver com o nível de um nutriente chamado Betacaroteno, resultado da biofortificação.

“O betacaroteno é a pro-vitamina A  que vai servir pra evitar doenças de vista, doenças de pele, auxilia no crescimento (…) a poupa dessa batata doce biofortifica é alaranjada, que difere da outra que é branca, devido à quantidade do betacaroteno”

ARROZ BRS PEPITA

Numa das  áreas tiveram acesso a como produzir o arroz BRS PEPITA. Por causa da tecnologia usada pela Embrapa quem conseguir plantar a espécie na roça a colherá em até 90 dias e muito mais do que os agricultores maranhenses estão habituados dentro de um 1 hectare, como explicou o analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cocais, Carlos Santiago.

 “Enquanto a média de produtividade do arroz no Maranhão é de 1.300 quilos por hectare, aqui nós estamos com um arroz com potencial produtivo de  4 mil a 4,5 mil quilos só usando a tecnologia que  Embrapa está tentando passar para o agricultor”, disse

Seu José de Ribamar Soares, pequeno agricultor,  que veio de um povoado de Pedreiras, saiu ontem no interior de Lima Campos  encantado.

 “Isso aqui é como uma confraternização, vem gente de outro município, de outra comunidade, Zona rural pra cá então aqui eu vou interagir (…) e aqui eu to aprendendo, quando ir pra lá ele também vai aprender com os que estão lá, então aqui eu posso levar uma nova experiência pra minha comunidade”, frisou

A TRANSFERÊNCIA

O Dia de Campo é o momento mais importante para o que a Embrapa chama de Transferência de Tecnologia, ou seja, quando o agricultor tem um contato direto com soluções desenvolvidas, exclusivamente, para a região onde ele vive com a família.

 “E agricultor vai poder chegar aqui e ver e ouvir isso, levar pra ele essa experiência, então, assim, antes eu ouvia falar de arroz desse que produz em 3 meses e que produz tanto que acama, hoje eu vi, quem sabe ele pode levar até a semente daqui, então os eventos de transferência de tecnologia eles são fundamentais”, explicou o coordenador-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cocais, Talmir Quinzeiro Neto, também médico veterinário   codoense.

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