Empresários e criadores se preocupam com efeitos da greve da AGED em Codó

Os grevistas de 6 municípios da regional convidaram criadores e empresários para um café da manhã esta semana onde fizeram esclarecimentos sobre o  motivo da greve e destacaram situações como a de Francisco Edson de Sousa Martins, único servidor da AGED em Timbiras desde janeiro deste ano.

Grevistas da Aged conversam com empresários e criadores
Grevistas da Aged conversam com empresários e criadores

 “Fiscalização tá comprometida porque se sairmos pra fiscalizar o escritório tem que fechar e aí o produtor fica desassistido (…) minimamente possível a gente precisaria de pelo menos um assistente administrativo para que eu mesmo pudesse sair e fazer o trabalho de fiscalização em campo”, explicou

Com a chegada do mês de novembro, quando ocorre a segunda etapa da vacina contra a febre aftosa no Maranhão, criadores e empresários do ramo, que trabalham com a venda da vacina, demonstraram muita preocupação com o avançar da greve na Aged.

PREOCUPAÇÃO COM A GREVE

Marcos Cardoso,  criador de bovinos, destacou que ainda que vacinem, terão problemas para comprovar nos escritórios da Aged na região e isso é um elemento complicador.

 “Nós temos a preocupação e essa campanha vai ser prorrogada, caso a campanha de vacinação não seja prorrogada o pequeno produtor ele passa a ser passivo de multa e isso aí vai comprometer”, disse

Para o empresário Nilson Gomes,  dono de loja agropecuária, há também uma preocupação com as doses da vacina que precisam ser fiscalizadas diariamente. Sem isso, ele não sabe se deve ou não fazer o estoque.

 “atinge e atinge muito porque fica até sem saber, eu posso comprar ou não posso? Porque aí eu vou ter ume estoque de vacina, vou comprar, a Aged vai ver essa vacina, eu vou poder vender? Que eu vou fazer, como eu vou fazer? É uma coisa sem solução, não é”, perguntou

SEGUE A GREVE

Não houve solução apresentada para nenhum destes impasses, apenas a confirmação de que enquanto o governo do Maranhão não garantir a realização de concurso público urgente a greve continua  com todas as dificuldades dela decorrentes, como explicou a fiscal estadual de agropecuária, Ana Raíza Verde Abas

 “A  gente também fiscaliza essa chegada pra saber se essa vacina tá na temperatura ideal e todos os dias do mês de novembro nós temos que ir às lojas agropecuárias verificar a condição dessa vacina, então já vai começar daí (…) ele vai comprar, vai vacinar e quando chegar aqui, provavelmente tenha uma pessoa pra atender 1.600 pessoas”, afirmou

Deixe um comentário