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Luiza D’lly Alencar de Oliveira

O programa A CONVERSA É COM ACÉLIO TRINDADE entrevistou nesta quinta-feira, 27, a autora do Hino de Codó e da nossa  primeira Bandeira, a ilustre professora e ex-secretária de Educação, Luíza D’lly Alencar da Oliveira.

Ela foi convidada porque, entre outros motivos,  na semana passada o vereador Valdeci Calixto deu entrada num projeto de lei que obriga alunos codoenses a cantarem o Hino de Codó e o Hino Nacional antes de começarem as aulas, diariamente.

Ela elogiou a iniciativa, porém fez uma ressalva muito justa.

“Além que deveria ser a obrigatoriedade, deve ser uma coisa de amor, do coração, de espontaneidade, de vontade, de luta por isso porque eu acho um verdadeiro absurdo que se tire dos momentos escolares um momento para esse dever cívico, dever de amor à nossa pátria, à nossa terra. O espírito de brasilidade é uma coisa muito importante que, infelizmente, está empalidecendo”, afirmou

COMO NASCERAM NOSSA BANDEIRA E NOSSO HINO?

Nós aproveitamos a presença dela no programa para pedir que contasse como nasceram a bandeira e o hino. Lembrou que à época Codó completava 75 anos de emancipação política, pelos nossos cálculos o ano era 1971. Ao tentar achar algo relacionado constatou que não tínhamos ainda nem bandeira, nem hino.

“Não encontrei nada nos arquivo, aí eu tive a intenção de, para o aniversário de 75 anos, que era diferente (…) então eu fiz pesquisa, fui pra São Luís fiz pesquisa sobre a origem do nome, fiz alguma coisa, encontrei lá alguns acervos bons e lá mesmo esbocei a bandeira, tudo muito rápido, não tive muito tempo para criar uma coisa mais simpática, mas o que criei, fiz lá o esboço, lá mesmo eu pintei e vim com esta bandeira quase molhada para estrear aqui do dia do aniversário de Codó”, contou sorrindo

Resolvida a situação da bandeira, naquela mesma data, mas já em casa, professora Luizinha também notou que não tínhamos hino oficial. Cuidando de sua amada mãe, enferma, ela, com muita facilidade de musicar ensinamentos em sala de aula, começou a criar trechos da música  (as estrofes) e lhes dar melodia.

Para não esquecer do que estava nascendo contou a ajuda de Dr. Talmir Quinzeiro, célebre vizinho advogado da época. Ele a  emprestou um gravador de voz.

“E fui criando, cantando, cantarolando e saiu a primeira estrofe que é, realmente,  a primeira estrofe que hoje está no hino e continuei, continuei e vi que ia sair, mas me preocupei que logo no dia seguinte ou logo que eu voltasse a fazer o hino esquecer a música, fui à casa de seu Talmir (QUINZEIRO) pedir o gravador dele e continuei, o certo é que no fim do dia o hino estava pronto só que as estrofes numa posição diferente e fui colocando as estrofes de acordo com o distanciamento que se oferecia diante de mim e aí saiu o hino”, frisou

VALE A PENA OUVIR ESTA ENTREVISTA COMPLETA

 

7 Respostas

  1. Algo obrigatório não, mas sim voluntário.

    Lembro que nos anos 80 e 90, sempre formávamos filas para cantar o hino nacional, estadual e municipal.

    Na época, a atitude era motivo de orgulho.

    Hoje, a maioria dos alunos entram na escola com fone, ouvindo funk.

    O momento cívico é ignorado pela maioria dos profissionais da Educação, infelizmente.

    Um conselho ao vereador Calixo, bem como aos demais: busquem uma assessoria parlamentar com mais profissionalismo.

  2. Em 1971 era Vereador e Presidente da Câmara Municipal. O saudoso companheiro Talmir Quinzeiro era o Vice Presidente. Foi dele a ideia de comemorar o aniversário de Codo. Dele também a ideia de criarmos a bandeira, o hino e a Comenda do Mérito Codoense . Coube à ilustre Professora a criação do Hino e a Bandeira. Os primeiros agraciados com a Comenda: Professor Fernando Carvalho, Professor Mauro Rego e Professora Carmen Palácio Lago. A partir daí, comemoramos o aniversário de emancipação de Codo. Parabéns Professora

  3. Só os trouxas tecem comentários absurdos sobre a ideia do vereador.
    Eu, codoense, ex-aluno do João Ribeiro, cantava todos os dias o Hino Nacional antes do início das aulas.
    Parabéns a querida professora Luiza Alencar.

    1. Fernando, quer dizer que alguém tecer comentários ao contrário da ideia do vereador é taxada como trouxa, grande coisa cantar o hino nacional todos os dias, sou da época que cantava o hino todos os dias na escola e não vi vantagem em nada.
      Tem coisas mais interessantes que o nobre vereador tenha a fazer.

      1. Gostei do seu comentário, Santos. Esse Fernando acha que quem não concorda com ele é trouxa. Mas na verdade ele é que sempre foi um tremendo trouxa.

  4. Os costumes mudam muito. Nos velhos tempos toda vez que uma visita chegava na sala de sala, a turma toda ficava de pé e entoava uma canção de saudação. Hoje o que vemos e temos notícias são as agressões aos professores. Uma total falta de respeito que infelizmente nós mostra a degradação das famílias. O respeito deixou de existir. O resultado disso estamos vendo nos programas policiais . Lamentável.

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