
PARTICIPE DO NOSSO GRUPO DE NOTÍCIAS NO WHATSAPP – APERTE AQUI E FICA À VONTADE
Trabalhar com categorias de base no interior do Maranhão é encarar uma rotina de desafios diários.
Quando o foco é o futebol feminino, a missão exige ainda mais resistência.
Em Codó, essa barreira vem sendo quebrada há 15 anos pela dedicação ininterrupta do professor Vicente de Paulo à frente do projeto Liga Codó (antiga Escolinha Vitória) uma iniciativa que se consolida como referência na formação de atletas na região.
Ao longo de mais de uma década e meia, o projeto já colheu frutos no futebol masculino e feminino, projetando atletas para clubes profissionais em São Luís, Teresina e para o Juventude de Timon.
MAIS DUAS PARA SÃO PAULO
Agora, a Liga Codó celebra mais um marco histórico, a aprovação das jovens Marília Gabriele, de 12 anos, e Kauane, de 14 anos, em uma avaliação realizada na Arena das Cobras, na própria cidade de Codó.
As duas promessas garantiram vaga no Ferroviário de Cotia, em São Paulo, abrindo as portas para o cenário nacional.
ATLETAS FALAM
Para as atletas, a oportunidade representa a chance de mudar de vida através do esporte.
Focada no objetivo de alcançar voos mais altos, Marília Gabriele resumiu o sentimento que move o seu empenho dentro de campo:
“Quero ser jogadora de futebol para dar orgulho para minha família”, me disse Marília com a timidez que a idade lhe impõe.
Para o professor Vicente de Paulo, o sentimento é de dever cumprido, mas com os olhos sempre postos em metas ainda maiores.
TREINADOR AGRADECENDO
O treinador faz questão de destacar a importância da rede de apoio que viabilizou a viagem das garotas, qu, quando desta reportagem, realizariam os exames médicos necessários para definirem a data de apresentação em solo paulista:
“Estou muito feliz. Sou grato a Deus em primeiro lugar e ao nosso prefeito, porque ele está ajudando muito essas atletas a irem para fora, bancando a parte financeira”, destacou
Mais do que formar atletas para o mercado paulista, a Liga Codó alimenta o sonho de ver a prateada da casa vestir a camisa amarelinha em competições internacionais.
“Brevemente, com fé em Deus, eu sonho ter uma menina dessa jogando na Seleção Brasileira. Esse meu sonho é sagrado”, conclui o treinador.

