GONÇALVES DIAS – Família de advogado assassinado reclama de lentidão na elucidação do caso

Advogado João Ribeiro

Com a morte de João Ribeiro Lima, de 55 anos, ocorrida treze dias depois de ter sido atingindo na porta de casa com um tiro no abdômen, a família ficou sem renda para sobreviver. Encontramos a viúva, Silvane Araújo de Sousa Lima, e uma das duas filhas do advogado na casa de parentes.

Como se não bastassem as complicações financeiras e dor da perda repentina, elas precisam enfrentar ainda o medo, pois nenhum suspeito foi preso até agora.

Quem tá nos sustentando é meus irmãos, e por enquanto não tem como elas voltarem à escola, à faculdade (…) todo mundo tá apavorado porque as ameaças continuam”, denunciou

O CASO/POLÍCIA

Na noite de dois de março de 2012 o advogado estava sentado na porta da casa no centro de Gonçalves Dias, onde morava. Dois homens, numa motocicleta, dispararam contra ele e fugiram. Apenas um, dos dois tiros atingiram a vítima, o estrago foi maior porque a bala era de duas explosões.

Sobre o caso, a polícia da região pouco fala alegando que a divulgação dos fatos e daquilo que ela já conseguiu, a respeito, pode atrapalhar a conclusão do inquérito

O delegado regional interino de Presidente Dutra, Felipe César Mendonça, não revelou qual é a linha de investigação adotada, muito embora tenha sustentado que, agora, ela está mais definida. De mais importante para a família, principalmente, disse apenas que logo estará pedindo a prisão preventiva de algumas pessoas.

O que eu posso te garantir é que as investigações estão caminhando bem adiantadas, já temos alguns suspeitos em vista, estamos aguardando mais algumas coisas para podermos indiciar”, argumentou

ENCOMENDA MORTAL

Para quem é da família a única certeza é a de que o advogado foi morto por encomenda. O agricultor, Sanção Araújo de Sousa, cunhado da vítima, contou que ouviu dele confissões de que estava sendo ameaçado de morte. No momento. Todos querem que os criminosos sejam punidos

“o que a gente aguarda é esperar o que é que eles teem pra dizer pra gente eprender este bandido tanto o que mandou o mandante, como o atirador”, pediu Sanção

LENTIDÃO

A viúva do advogado reclamou da lentidão com que a polícia e a Justiça estão tratando o assassinato.

“Estamos esperando por Justiça, só que a Justiça está muito lenta porque eles não procuraram a gente, não fazem nada, só falam que sabem, que sabem e não dão nenhuma resposta”, concluiu

Texto adaptado de matéria exibida no Jornal do Maranhão 1ª Edição

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