
IMPERATRIZ – O Tribunal do Júri da Comarca de Imperatriz condenou, na noite de ontem, 30/07, Alisson, conhecido no meio policial pelo apelido de “Capichú”, a 24 anos de prisão em regime inicial fechado pelo homicídio de Matheus Souza Pereira, de 28 anos.
A decisão do Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese do Ministério Público.
O crime ocorreu em 2 de março de 2022, em plena luz do dia, por volta das 15h, no bairro Jardim Planalto — nas imediações da Delegacia de Polícia Federal de Imperatriz.
Motivo fútil e emboscada
Segundo os autos do processo, o homicídio foi motivado por um desentendimento banal. Dias antes do crime, o réu havia entregue um par de chinelos para que Matheus vendesse. Ao comercializar o produto, a vítima utilizou a quantia arrecadada para fins pessoais, o que gerou a ira de Alisson.
No dia dos fatos, após ameaçar a vítima, o réu simulou ter se ausentado do local com a justificativa de que iria “catar latinhas para vender”. No entanto, Alisson retornou armado e surpreendeu a vítima, que no momento da abordagem estava indefesa, lavando a cabeça em um balde de água.
Matheus foi alvejado com três disparos na região da cabeça e morreu no local, sem ter qualquer possibilidade de reação.
Ameaças a testemunhas e qualificadoras
A instrução processual revelou a extrema frieza do acusado. Logo após efetuar os disparos, Alisson ameaçou de morte todas as testemunhas presentes no imóvel para evitar ser denunciado, fugindo em seguida.
A pena de 24 anos fixada pelo magistrado considerou as qualificadoras de motivo fútil, emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além da culpabilidade acentuada demonstrada na conduta do réu ao coagir as testemunhas logo após o delito.
O condenado não poderá recorrer em liberdade e seguirá cumprindo a reprimenda no sistema prisional do estado.

