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O centro de Codó e partes adjacentes preservam muito da arquitetura com o gosto da época e de seus primeiros ilustres moradores. Alguns destes prédios ainda são habitados, como acontece próximo ao antigo Cinema.

Entre os mais expoentes, estão a casa onde morou o governador Sebastião Archer da Silva, que chegou a Codó por volta de 1908, e o prédio da Companhia Manufatureira Agrícola, símbolo do desenvolvimento industrial da época, construído em 1892.

IHGC PRESERVA

O Instituto Histórico e Geográfico do Codó sabe que este acervo histórico, artístico e cultural vai muito além dos prédios que preservam parte da memória do município, por isso pretende dar amparo legal à tudo isso criando uma lei municipal de tombamento. Com o auxílio do IPHAN já começou a se mover para conseguir este objetivo.

Em encontro recente, realizado no auditório da Associação Comercial, com a participação da procuradora federal do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN/Maranhão – Laura Mendes, foi criada uma carta de intenção da lei para ser entregue ao poder Executivo e à Câmara de Vereadores.

COM A COMUNIDADE

Nos próximos dias, a discussão será feita com a participação da sociedade, para que ela entenda a importância da norma municipal que ainda será criada e, consequentemente, o valor de se preservar um patrimônio, genuinamente, codoense.

O instituto vai estar discutindo em oportunidades com eles, através de oficinas, se trabalharia a educação patrimonial, pontuadamente, alguns imóveis pra se discutir ou o tombamento ou a sua proteção”, explicou Laura Mendes

TRANQUILIZAR PROPRIETÁRIOS

Os proprietários, principalmente dos prédios antigos, também serão convidados. Eles precisam entender , segundo Ribamar Amorim, presidente do Instituto, que não perderão a propriedade do imóvel, ganharão apenas força para preservá-lo.

“Revitalizar a história, preservar a história sem a perda do direito do proprietário ou do imóvel ou do artefato encontrado, isso pertence àquela pessoa”, garantiu Ribamar

A partir de agora os membros do Instituto Codoense teem pressa, porque quanto mais tempo eles perdem, mais perde o patrimônio que pretendem preservar

“Ela (lei) deve estar concluída no máximo dentro de dois ou quatro meses, toda a parte da lei, partindo dessa carta de intenção agora nós vamos trabalhar as oficinas”, prometeu Amorim

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