Justiça de Codó quer doar dinheiro mas não acha instituições interessadas

Os toques dedilhados ainda sem ritmo são de alguém que acabou de se apaixonar pelo violão. David da Silva adorou o som que vinha igreja e se interessou pelo instrumento.

 “Eu passava na igreja vi um bocado de gente tocando e fiquei com vontade de tocar também”, disse

Ruandelly Carvalho orienta David
Ruandelly Carvalho orienta David (Instituto Maná)

Para realizar seu desejo buscou as aulas gratuitas do Instituto Maná e logo, garante a jovem professora de música  Ruandelly Carvalho, aprenderá bem mais do que notas e melodias.

 “Aqui as pessoas aprendem muitas coisas, não só apenas a tocar, aqui a gente ensina, assim, uma disciplina muito boa, como se comportar no dia-a-dia, na sociedade…NA ESCOLA? Na escola também”, explicou

O Instituto existe desde 2006. Desde então, explicaou a coordenadora, Onilde Silva de Sousa,  sobrevive de trabalhos voluntários, da parceria com a Prefeitura de Codó que garante alguns funcionários e de doações que veem da Justiça.

 “Precisamos de doação sim, nós trabalhamos com música, instrumento é caro (…) Quanto mais ajuda melhor sim, porque a gente oferece 3 refeições, de manhã, café da manhã, almoço e  o jantar para o pessoal da tarde”, justificou

HORA DE SE INSCREVER PARA RECEBER

Dra. Gisele Ribeiro Rondon
Dra. Gisele Ribeiro Rondon

O Maná é um exemplo de instituição sem fins lucrativos e sem ligação político-partidária que pode se inscrever aqui no Fórum, situado à Av. João Ribeiro, na Secretaria do Juizado Especial, para receber doações oriundas de decisões criminais da Justiça Especial.

O Instituto garante que já se inscreveu, mas outras entidades que também podem não têm demonstrado o mesmo interesse. O Edital da Justiça já foi aberto 3 vezes e ninguém aparece.

Agora a juíza, Gisele Ribeiro Rondon, está abrindo o edital de convocação pela quarta vez.

 “Ao abrirmos o edital pela primeira vez nenhuma instituição se inscreveu. Na segunda vez, apenas uma, na terceira vez, novamente, nenhuma instituição, dai porque a importância de atingirmos o maior número de pessoas através agora da TV, do rádio, explicando a importância que temos porque esses recursos são provenientes de penas pecuniárias que nós aplicamos no juizado e podemos destinar à estas instituições, só que nós não podemos destinar à instituições que não estejam cadastradas e com os documentos regulares no Juizado”, explicou a magistrada.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS

A nova oportunidade poderá ser aproveitada até o dia 17 de outubro, basta que os interessados se dirijam à Secretaria do Juizado Especial, pedindo para falar com Pedro (secretário judicial),  com a documentação exigida.

 “Elas têm que ser regularmente inscritas, os atos constitutivos, tem que juntar certidões negativas de débito junto à órgãos federais, estaduais e municipais e se receberam recursos públicos da administração precisarão demonstrar por meio de certidões que as suas contas foram prestadas e aprovadas oriundas desses recursos que receberam da administração”, esclareceu Dra. Gisele

A JUSTIÇA ESTÁ ESPERANDO

Dra. Gisele Rondon explicou à imprensa que as instituições agora precisam estar regularmente cadastradas no Juizado por causa de uma exigência da Resolução nº 154, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e de uma normativa nº 10/2012, da Corregedoria do TJ-MA.

A falta de interessados é tão séria que atualmente existe dinheiro disponível para doações, mas, sem cadastro, ele não pode ser usado.

“Nós, inclusive, atualmente, não estamos aplicando pena pecuniárias porque não temos instituições cadastradas, as nossas penas, atualmente, são apenas de prestação de serviços à comunidade, para evitar que tenhamos recursos e não possamos direcioná-los, como, atualmente, já temos recursos depositados junto ao Banco do Brasil e não podemos utilizá-los”, destacou a juíza.

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2 comentários sobre “Justiça de Codó quer doar dinheiro mas não acha instituições interessadas”

  1. Vixe, num pode mandar um beijo e pedir pra minha amiga me ligar? Não seja autoritário, blogueiro!

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