Justiça de Urbano Santos tem 40 casos de estupro contra menores para resolver

Com 11 anos trabalhando como Conselheiro Tutelar em Urbano Santos, Raimundo Nonato Sousa dos Santos, seu Nonatinho, como é conhecido, já viu muitos casos e na maioria deles o autor da violência sexual contras as crianças é alguém próximo ou mesmo de dentro da família da vítima.

 “Justamente essa questão de saber quem são os agressores sempre estão no seio da família, sempre é praticado pelo tio, por um irmão, nós temos casos aqui em Urbano Santos até que pai chegou a engravidar filha menor”, disse

Os números do Conselho Tutelar mostram que o  caso de Maíza Moreno da Silva, de 6 anos, violentada e morta dia 22 de novembro, foi o que mais repercutiu, mas não foi o único.

Só este ano já são 12 casos de violência sexual  confirmados e isso ainda anda bem  longe da realidade.

As crianças aqui de Urbano Santos são vitimadas pela violência sexual há muito tempo e o número de denúncias só  é considerado pequeno, até pelas próprias autoridades, porque a maioria absoluta dos casos acaba acobertada pelo silêncio muitas vezes da própria família da vítima.

IMPUNIDADE

Conversamos sobre punição dos estupradores com o conselheiro. Destacou que tem sido difícil vê-los na cadeia.

 “Pra ser verdadeiro a nossa Justiça, você sabe, tem andar de tartaruga, mas essa questão de ter sido afastado, por exemplo, a vítima do lar, isso aí já tem acontecido, as decisões finais sempre é competência do judiciário junto ao Ministério Público quem provoca e todos os casos nós temos dado uma boa resposta pra sociedade”, disse

40 PROCESSOS

Depois do caso de Maiza,  o novo juiz de Urbano Santos fez um levantamento no Fórum e descobriu que tem mesmo muita gente  impune.

De 2005 até agora são 40 processos de violência sexual contra menores sem sentença. Samir Mohana prometeu dar tratamento novo e prioritário à estes acusados,  a partir de agora.

 “Nós percebemos que, muitas vezes, esse criminosos eles são reincidentes, abre-se o inquérito, instaura-se o inquérito só que não se dá andamento e termina fazendo com que muitas vezes ele repita esses atos e hoje é um compromisso tanto meu, quanto da delegacia de Urbano Santos tratar com prioridade esses casos para que isso não se repita mais”, afirmou o magistrado

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