Maranhão lidera ranking de redução de malária na Região Amazônica

O Maranhão reduziu 71% dos casos de malária em 2015. O índice contribuiu para a redução, em 29%, dos números de casos da doença no Brasil e é o maior na Região Amazônica, área endêmica da doença no país. O resultado, divulgado pelo Ministério da Saúde (MS), é fruto de um trabalho realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES), em conjunto com os municípios. Para reduzir ainda mais os índices, o Plano de Demanda de Investimentos para apoio de Eliminação da Malária Falciparum no Maranhão foi aprovado na última sexta-feira (20) e resultará em um aporte de mais de R$ 800 mil, distribuído entre medidas preventivas e combativas da doença.

Em 2013, 1.963 casos de malária foram diagnosticados no estado e em 2014, 1.396. Já em 2015, foram registrados 548 casos. Entre os Estados da região Amazônica, o Maranhão foi o que apresentou a maior queda, com redução em 71%, seguido de Rondônia (29%), Pará (17%) e Acre (14%).

Para o secretário estadual de Saúde, Carlos Lula, o índice positivo é reflexo do compromisso do Governo do Estado com o bem-estar das famílias e do investimento nas ações de combate à malária junto aos municípios, responsáveis diretos pelas atividades. “Nosso objetivo é erradicar a doença no Maranhão, reforçando as atividades dos profissionais de saúde na área de prevenção e controle e monitorando os casos nos municípios para que sejam tratados em até 48h a partir da apresentação dos sintomas”, afirmou.

Entre as ações que contribuíram para a redução dos casos de malária no estado estão as atividades de prevenção, diagnóstico precoce para tratamento imediato e controle vetorial, através do controle de larvas e de mosquitos adultos com a borrifação intradomiciliar, realizada de quatro em quatro meses.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, parabenizou os gestores estaduais e municipais pelo esforço na aplicação de medidas que possibilitaram a redução dos números de casos de malária. “É esse tipo de experiência exitosa que nós temos que replicar no âmbito do Sistema Único de Saúde, com o envolvimento de toda a sociedade e gestores de saúde para o controle das endemias”, destacou.

Plano de Investimentos

Dentre outros itens, o plano prevê investimentos de R$ 883 mil em transporte, ações de controle vetorial, diagnóstico, infraestrutura e material de informática. Os investimentos serão realizados nos 217 municípios do Maranhão, especialmente nos que apresentam maior incidência da doença: Amapá do Maranhão, Cândido Mendes, Governador Nunes Freire, Turilândia, Santa Helena, Santa Luzia e Codó.

O chefe do departamento de controle de endemias da SES e coordenador do Programa Estadual de Controle da Malária no Maranhão, Nelson Cavaleiro, destacou que o plano vai reforçar as ações para a erradicação da malária no estado. “Hoje, o Maranhão apresenta um quadro de baixo risco. O nosso objetivo é, com ações integradas, trabalhar para reduzir a mortalidade por malária, eliminando os riscos de transmissão. Com o plano, poderemos operacionalizar essas ações”, afirmou.

O plano, proposto pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, inclui ainda reforço na área de promoção da educação em saúde, com um trabalho de orientação da população sobre os sintomas da doença e modos de prevenção. Ainda como estratégia de controle, a proposta é diagnosticar pelo menos 80% de todos os casos nas primeiras 48h, tempo que transcorre entre o início dos sintomas e dispensação do tratamento; e borrifar 100% das localidades priorizadas três vezes ao ano.

Malária

A malária é transmitida pela fêmea do mosquito Anopheles, infectada por protozoários do gênero Plasmodium. A transmissão acontece após picada da fêmea do mosquito Anopheles, No Brasil, três espécies estão associadas à malária em seres humanos: P. vivax, P. falciparum e P. malariae. Os sintomas mais comuns são calafrios, febre, dores de cabeça e musculares, taquicardia, aumento do baço e, por vezes, delírios. No caso de infecção por P. falciparum, também existe uma chance em dez de se desenvolver o que se chama de malária cerebral, responsável por cerca de 80% dos casos letais da doença.

SECOM SES por Jessica Wernz

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