A direção do Hospital Geral Municipal permitiu que filmássemos ontem, 30, o estoque de medicação para mostrar que a greve dos caminhoneiros não causou problemas até agora à esta parte do hospital.

A diretora Ester Moura, que nos acompanhou, garantiu que nenhuma cirurgia foi adiada por falta de medicamentos. Citou dificuldades apenas na chegada de material para o setor de ortopedia e revelou que os fornecedores tem conseguido vencer os bloqueios utilizando ônibus.
“Essas caixas elas são usadas, os parafusos nos pacientes e é reposto semanalmente com a produção, a gente informa a produção e eles estão conseguindo despachar em ÔNIBUS, então a gente não conseguiu ter esse impacto de falta, as vezes a demora de uma cirurgia é a recuperação mesmo de pele de um paciente, recuperação pra cirurgia”, explicou
E OS ALIMENTOS?
Mas um problema que está na feira livre e nos supermercados de Codó também já virou preocupação dentro do único hospital do município.
A preocupação do Hospital Geral Municipal de Codó hoje é com o fornecimento de frutas, verduras, legumes e, principalmente, hortaliças. Existe uma necessidade grande e diária dentro do hospital e os efeitos desta crise já podem ser sentidos na cozinha.
O fornecimento também depende do transporte de caminhoneiros e já é notório que a quantidade diminuiu, principalmente, porque são produtos perecíveis. O estoque, que não dura muito tempo, está precisando de uma reposição que não acompanha mais a mesma rapidez.
“Ficou bastante reduzido e a gente tá vendo essa programação questão de ovos, então assim produtos que são muito usados no dia a dia frutas, porque tem os pacientes que tem a questão da dieta, a alimentação dos próprios funcionários então as nutricionistas estão fazendo, realmente, um jogo pra conseguir pra tá atingindo e não prejudicar a alimentação tanto do paciente nem de funcionários, estamos tendo agora tendo que fazer uma adequação no cardápio”, disse-nos Ester
COMO ESTÁ FAZENDO?
Por enquanto, afirmou a nutricionista, Efraina Melo, as seis refeições diárias estão mantidas, mas a quantidade já não é mais a mesma para as 150 pessoas, no mínimo (porque entram 3 guardas municipais, pacientes do CAPS e o pessoal do SAMU), que precisam do alimento que sai da cozinha do HGM.
“Porque a nossa salada ela é bem variada, nós temos frutas, temos folhagem, então como tá tendo essa diminuição na alimentação por causa das entregas, né, aí a gente diminui a salada, não coloca mais as frutas, mas estamos nos adequando e graças a Deus, tá dando certo”, explicou a nutricionista.
CHEGOU VERDURAS

Depois de estarmos realizando esta reportagem no HGM, Ester Moura nos enviou duas fotografias informando que havia naquele momento, no final da manhã de ontem, 30, recebido verduras e frutas.

