MÉDIO RISCO: Deputados, 11 prefeitos e vices discutem como agir se a Barragem do Rio Flores se romper

A Barragem do Rio Flores, inaugurada em 1987, tem sua base no município de Joselândia, que fica 329 Km de São Luís.

Seu imenso lago se estende por cerca de 70 kms e armazena hoje algo em torno de 1 bilhão e 400 milhões de metros cúbicos de água. A obra teve a finalidade de diminuir a cheia do rio Mearim e assim minimizar as enchentes que, há décadas, atingem Pedreiras e, pincipalmente, à Trizidela do Vale. O que chegou com uma solução, hoje é motivo de uma preocupação sem dimensão definida.

De acordo com dados apresentados num encontro realizado sábado, 16, em Pedreiras para discutir esta situação, o último levantamento sobre segurança realizado pela Agência Nacional de Águas – ANA – data de 2014.

Nele consta que a Barragem do Rio Flores é de MÉDIO RISCO. Cinco anos depois não se tem uma atualização deste nível de risco, mas uma certeza persiste, a de que se houver o rompimento da barragem mais de 350 mil pessoas podem ser atingidas, principalmente as que vivem  às margens de rios como  o Mearim.

 “Quando nós temos uma informação da Agência Nacional de Águas que diz que a barragem do Rio Flores tá com médio risco é pra ascender uma luz amarela”, alertou o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Mearim, José Raimundo Filho.

A PREOCUPAÇÃO

E foi essa ‘luz amarela’ que motivou a realização desta MESA REDONDA, no último fim de semana,  com a presença de um deputado federal, 4 estaduais e 11 prefeitos e vices da chamada região do Médio-Mearim.

Mesa Redonda em Pedreiras

O gestor de Trizidela do Vale, Fred Maia,  foi quem mais demonstrou preocupação, revelou que parte do maquinário foi furtado, outra parte está enferrujada e as comportas da barragem estão emperradas.

 “Está emperrada, então a válvula está derramando água abundantemente sem necessidade, nesse momento era pra ela estar fechada, Trizidela ela chegou na semana passada o nível do rio a 5,53 e se chegar a 6,10 nós já temos pessoas desabrigadas, então é essa a nossa preocupação”, disse o prefeito

Saiu dele a ideia final do encontro – tirar a administração da barragem do Rio Flores do Departamento Nacional de Obras contra a Seca – DNOCS – e passa-la para Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (CODEVASF). Todos apoiaram, inclusive o representante da União pela Revitalização da Bacia do Rio Flores, Cléber Rondon, um dos idealizadores do evento.

 “Por que  isso? porque o DNOCS hoje ele não tem nem escritório do Maranhão, então a gente tá buscando, a Condevasf está mais presente e as prefeituras se sentem mais próximas da CODEVASF…AGORA A LUTA SERÁ EM BRASÍLIA? É, num segundo momento a luta vai ser em Brasília”, respondeu

E O SUPERINTENDENTE DA CONDEVASF?

Jones Braga, achou melhor esperar a transferência

O Superintendente da CONDEVASF no Maranhão, Jones Braga, presente, concordou, mas não se comprometeu.

“Eu não posso aqui adiantar uma  coisa que vai depender de um trabalho, de uma mobilização e de uma discussão mais ampla, envolvendo a bancada federal maranhense, Ministério do Desenvolvimento Regional e com o Governo Federal”, disse ele á imprensa presente

AGORA É COM BRASÍLIA

Um documento com a ideia central da troca de gestão foi produzido e será encaminhado ao Governo do Estado. A partir de agora o Trabalho será político e concentrado  em Brasília. Sobre isso nos falou o deputado federal Hildo Rocha

 “não é fácil, não é uma tarefa fácil porque ela se encontra como propriedade, faz parte do ativo do DNOCS só que o DNOCS não dá conta de  administrar, da forma como deveria administrar esta barragem”, concluiu o federal.

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