Timbiras tem um sistema de captação da água do rio Itapecuru para tratamento e posterior distribuição para as residências.
A bomba, obviamente, precisa de energia elétrica para funcionar e o cabo que garante isso fica exposto chamando a atenção dos ladrões.
Os bandidos , geralmente, na madrugada, vão até a central elétrica com o intuito único de cortar o cabo, no início, usando um facão para desconectá-lo da rede elétrica. Depois disso, levam o que podem.
O metro deste cabo no mercado custa R$ 180, mas o que interessa mesmo aos bandidos é o cobre que vendem até por R$ 10
ATÉ 4 FURTOS POR MÊS
O encarregado de sistema da CAEMA em Timbiras, Paulo César Angelim da Silva, afirmou que num mês já chegou a registrar 4 furtos de cabo, quando ocorre mais de 5.200 residências e comércios ficam sem fornecimento de água potável as vezes até por semanas como já presenciamos.
Dona Marlene Pereira, do bairro Santarém, sabe bem como é viver dias assim.
‘é muito ruim porque a gente precisa cozinhar, lavar roupa, lavar vasilha, limpar as coisas da gente e não tem água, tomar banho…E AÍ VEM NA TORNEIRA, ABRE? E não tem”, disse a dona de casa
Perguntamos por vigilância ao encarregado, o local à beira do Itapecuru fica sem ninguém noite e dia.
“VIGILÂNCIA NÃO DÁ PRA COLOCAR? Só se for concurso pelo Estado, do município não sei se a gente pode botar, a gente não sabe…E NÃO TEM PREVISÃO? Não tem”, responde Paulo César
Nunca ninguém foi preso em Timbiras sob suspeita de realizar estes furtos. Depois do mais recente, Paulo César tomou a iniciativa que vai dificultar só um pouco mais a ação dos ladrões.
“A única solução que a gente achou foi colocar esse cano de ferro galvanizado pra ver se ameniza a situação né (…) eles capaz de se eletrocutar e morrer, mas, mesmo assim, eles fazem a maldade”, explicou


