Há mais de 6 meses o poço artesiano do povoado Pau Cheiroso, às margens da BR-316, na zona rural de Codó, parou de levar água às torneiras de mais de 70 famílias. Neste tempo, uma única vez tentaram consertar segundo nos informou a moradora Maria de Fátima de Jesus, cujo poço em questão fica na porta da casa dela.
“Aí os homens passaram 3 dias lutando, os homens de Codó, nós fizemos vaquinha, fizemos almoço pra eles, almoçaram (…) então a gente vai pedir pra prefeitura faça isso pra gente botar água aqui pra nós , ninguém não aguenta mais”, pediu em entrevista à TV Mirante
ÁGUA COM CABEÇA DE PREGO
Desde então, as famílias se dividem. Um lado abriu 8 cacimbas (duas delas já sem água) como as que a lavradora Maria das Graça Lima da Silva nos levou para conhecer.
Além de não ser água tratada, algumas estão infestadas do que os lavradores chamam de “cabeça de prego”. Na hora de usar o líquido coloca-se um pano sobre a boca do pote e os ‘bichinhos’ ficam no pano, joga-se fora e bebe-se a água.
“Coar no pano, aí as cabeças de prego fica tudo em cima do pano, aí a gente bebe a água…JOGA FORA E BEBE A ÁGUA? É, é o jeito…TEM MEDO NÃO, DE PROBLEMA NA SAÚDE? Tem não, porque Deus é maior “, disse a lavradora com firmeza
SUFOCO NO CARRO DE MÃO
O outro lado do povoado está conseguindo água de um posto de combustível desativado, a qualquer momento o fornecimento poderá ser proibido, segundo eles, por enquanto é de onde vem Lady Laura de Jesus, e toda esta parte da comunidade, com um carro de mão lotado.
“Eu venho descansando dali do posto pra cá,.. VAI, AÍ PARA? É, não dá conta de vir direto não (…) eu, se fosse por nós mesmo nossa vontade nós já tinha acabado com esse sofrimento de nós aqui”, reclamou
ENTUPIDO
Lucilene Ramos da Silva reclamou que nunca mais ninguém da Prefeitura apareceu no povoado para dá qualquer expectativa aos moradores que acham que o poço está entupido.
Pediu para o prefeito ou qualquer outra autoridade passar pelo menos 1 dia para que sinta o quanto está sendo difícil viver naquele lugarejo.
“Nós temos filhos, as crianças pra banhar é muito difícil, é uma realidade muito grande, gostaria que ele passasse pelo menos um dia no nosso lugar carregando água do posto pra casa pra saber o quanto custa, pra ele saber o que nós estamos passando aqui”, sugeriu
PALAVRAS DA PREFEITURA
O secretário de infraestrutura de Codó, Márcio Esmero, procurado primeiro porque o SAAE não tem arrecadação no local de acordo com o que ouvimos dos moradores, disse que não tinha conhecimento do caso, por isso primeiro deverá enviar uma equipe técnica para descobrir qual é, realmente, o problema do poço, depois solucionar.
“caso seja necessário outro posso, vamos procurar um novo projeto junto aos parceiros dos entendes federais ou estaduais para realmente dá resolutividade, caso o problema seja apenas técnico periódico a equipe do SAAE poderá resolver e dando continuidade, realmente, aos serviços e resolução da problemática”, garantiu Esmero

