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quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Mulher que apanhou de policial ao defender outra vítima conta sobre o trauma após agressão no Maranhão

Um ato de solidariedade terminou em violência extrema em um posto de combustíveis no bairro Cohama, em São Luís.

O policial militar Jurambergson Gomes Sueiro foi afastado do cargo após agredir uma mulher com socos e coronhadas e disparar contra um homem no local.

A agressor atacava outra policial militar com quem tem relacionamento  quando uma testemunha interveio para tentar cessar a agressão.

​A vítima que tentou socorrer a mulher, identificada como Sara, relatou o momento em que decidiu agir.

​“Violento e covarde. Eu tava lá. Quando eu olho, ela tá caída no chão. E meu impulso veio na minha cabeça: ‘Ajuda ela ou ele vai matar ela’. Meu impulso foi ir para cima, para afastar ele. Em nenhum momento eu achei que ele fosse vir para cima de mim, entendeu? Eu empurro, tentando só afastar. E nisso ele veio para cima de mim”, explicou ao repórter Marcelo Moreira (TV MIRANTE)

​Segundo o depoimento, ao se aproximar, Sara foi surpreendida pelo militar armado.

​“Ele já vem com a arma em punho e começa a me dar muito, muita coronhada, muita coronhada, muita coronhada, que eu fico desacordada. Depois que eu apago, que eu desmaio, ele continua me batendo, ele sai, volta, me dá muito chute na cara, me dá coronhada na cara”, lembrou

HOUVE TIRO

​Durante o ataque, Jurambergson efetuou um disparo que atingiu um homem que estava na conveniência.

As duas mulheres agredidas prestaram depoimento e conseguiram medidas protetivas de urgência.

Sara descreveu o impacto psicológico e físico das agressões.

​“De lá para cá eu tô muito abalada, não tô conseguindo nem dormir, que eu fico com medo, toda hora vem aquele pânico. Eu não posso ouvir nada que eu fico nervosa, sem ar. Acho que é pânico, síndrome do pânico, eu acho, depois disso”, disse abalada

​“Eu espero que dessa vez a justiça seja feita, porque não é possível eu só tentar defender alguém e ficar dessa forma, toda deformada, porque eu tô deformada”, concluiu

PEDIDO DE PRISÃO

​A Polícia Civil pediu a prisão preventiva do militar no sábado, mas o pedido foi negado pela Justiça com base na legislação eleitoral, que proíbe prisões de eleitores no período entre cinco dias antes e 48 horas após as eleições.

Por não haver mandado expedido, o agressor foi liberado após depor na Casa da Mulher Brasileira.

AGRESSOR DEADE 2023

​Jurambergson Sueiro já responde a um processo de 2023 por violência doméstica contra a mesma policial militar que atacava no posto.

O Comando Geral da PM determinou seu afastamento e a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para avaliar sua expulsão da corporação.

A Comissão de Direito e Advocacia Militar da OAB-MA acompanha o caso.

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

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