Cento e dezenove jornalistas foram mortos em 2012 enquanto exerciam a profissão, o número mais alto registrado pelo Instituto Internacional de Imprensa (IPI, na sigla em inglês) desde que a organização começou a reunir estes dados, em 1997. O índice supera o de 2009, ano em que 110 jornalistas morreram.
A Síria é o país onde mais profissionais foram vítimas este ano: foram 36, no total. Outros 16 morreram na Somália, onde nenhum responsável foi castigado pela Justiça. O que continua, lamenta o IPI, “é uma cultura de impunidade que motiva novos ataques”. México, Paquistão e Filipinas são outros dos países considerados muito perigosos para jornalistas.
– É muito preocupante que, apesar do aumento claro dos esforços internacionais para frear os ataques contra jornalistas, o número de mortes deste ano seja o mais alto desde que o IPI começou o registro – opina o subdiretor da instituição, Anthony Mills. – O assassinato de um jornalista é a forma mais cruel e assustadora de tortura. Se não formos capazes de acabar com a impunidade, os assassinatos vão continuar.
O IPI ainda lembrou que nesta sexta-feira, dia 23 de novembro, é celebrado o Dia Internacional contra a Impunidade, o principal problema, segundo a organização, para a redução de crimes contra jornalistas no mundo todo.
FONTE: Jornal O Globo
2 Respostas
acelio trindade kd as informações sobre àudiencia do processo contra o zito
Acelio vc é jornalista, então cuidado. bang bang bang