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terça-feira, 8 de setembro de 2026
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O “EXÉRCITO DE UM HOMEM SÓ”: AS ATABALHOADAS TÁTICAS QUE RESULTARAM NUM VEXAME POLÍTICO DE UMA TENDÊNCIA SUPREMA

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

O inacreditável aconteceu: uma fração derruba o inteiro! … Parece coisa de novela mexicana!

Codó fora palco de uma espetacular sessão ordinária para decidir duas questões de ordem estritamente política: a cassação do mandato do presidente do Legislativo e, por tabela, a desaprovação das contas do ex-prefeito referente ao ano 2007, que o TCE aprovou com ressalvas.

Entretanto, o grupo fração consegue de forma surpreendente, detonar a articulação preparada pelo grupo inteiro no intuito de, definitivamente, matar com uma “cajadada só, dois coelhos”, inusitadamente, ocorre uma inversão daquilo que, a priori, os membros do grupo inteiro pretendiam aludir com sucesso a derrocada do grupo fração.

O malabarismo jurídico interposto pelos membros do grupo fração – e que é objeto do grupo inteiro proporcionar sua queda e ter o controle do poder legislativo – propiciou as condições efetivas para a eliminação de duas peças do grupo inteiro e, assim, impossibilitou a concretização daquilo proposto como tática para eliminar o dirigente do parlamento municipal e desaprovar as contas do ex-prefeito. Com a redução de dois membros do grupo inteiro – ficou evidente em seus atos, a imaturidade de ambos ao auxiliar o denunciante na confecção dos documentos e, isto, os colocou numa condição rebaixada, aliás, o ‘notável’ edil bacharelado em direito e expert em mandatos, parece-me que compareceu à Casa da Justiça, juntamente com o querelante protocolando a denúncia; incorreu em erro infantil e desnecessário que, resolutamente, contribuiu para desmontar a estratégia da qual ele era parte integrante e que fora pensada pelo chefe do grupo inteiro – e por conta desse erro grasso, os forçou a abandonar a Casa do Povo permitindo que a sessão tivesse seu curso normal e, por consequência, a leitura e a aprovação pelos edis presentes das contas aprovadas com ressalvas pelo TCE.

E por que o grupo inteiro evadiu-se da Casa do Povo? Simples, a contabilidade de 2/3 de votos que exige a legislação pertinente não seria suficiente para desaprovar as contas do ex-prefeito por ausência de dois edis suspensos da sessão por decisão judicial! A mim não interessa quem sairá vencedor neste embate político que ora se desenvolve em nosso parlamento, pois, não sou simpático a nenhum dos agrupamentos que se digladiam pelo controle do poder.

O que esperamos é o imediato restabelecimento da ordem interna do legislativo e a coisa flua como determina o regimento da Casa.

Os membros do grupo inteiro sofreram uma inesperada e dura derrota política. Tal realidade restitui a persona non grata do ex-prefeito à condição de grande líder, pronto para um novo dissídio político, encarando seu antigo rival no cenário local por uma cadeira no Legislativo estadual. Como é possível uma fração debelar os ataques de uma tendência que, a priori, detêm o supremo poder local – ou seja, a maioria no parlamento e a prefeitura?

O que faltou para o grupo inteiro sem muito esforço enquadrar o grupo fração? Faltou-lhe uma tática mais consistente no campo político e jurídico. No primeiro caso (político) não há o que se questionar, pois, constitui maioria absoluta – e não simples – para tomar qualquer medida com tranquilidade e amplo apoio de seus membros, porém, no campo jurídico – ai encontra-se o extremo da conjuntura que favoreceu o grupo fração a se manter no controle da situação. O “expert”, o “experiente” e o mais “maduro” membro do grupo inteiro foi o grande colaborador para desmantelar a tática estabelecida visando desmoronar o frágil grupo fração num ato só. Seu legado: foi a burrice de conduzir o querelante à Casa da Justiça.

O grupo inteiro deixa a política maiúscula para encaixar sua cultura diminuta e ineficiente como prumo para solucionar as questões que orbitavam naquela trágica sessão. Esse ardil tem uma direção e uma finalidade: demonstrar força com uma pitada de autoritarismo e prepotência. Ora, tal tática nem sempre transparece na mesma perspectiva da decência, da moralidade, da ética e, especialmente, da verdade como epicentro de um processo político rigorosamente transparente e democrático.

A baixa sofrida pelo grupo inteiro denuncia sua incapacidade teórica e tática para avaliar concretamente a dimensão do fato que fora objeto da guerra implantada. O grupo inteiro possui em seu interior homens que, a princípio, demonstram serem letrados, sábios e experientes no trato com a coisa pública. Basta citarmos o caso do edil que é campeão de mandatos: 7. E o mais interessante é que este edil foi suspenso de sua função na Mesa Diretora por decisão judicial. Portanto, é possível constatar o quanto este grupo inteiro carece de uma cabeça pensante que avalie com amplidão as ações que serão executadas com a perspectiva de impedir possíveis contragolpes como o que ocorrera na última sessão ordinária (27.02.2018).

Ao fazer menção da frase de uma composição do grupo de roque nacional da década de 1980, Engenheiros do Hawaii, o fiz com a intenção de dizer que o “exército de um homem só” pode constranger seus próprios sonhos com a ideia fixa de querer suplantar tudo e a todos pela via da força e da imposição e não pela força da lei e sua normativa. Lamentavelmente, ainda assistimos em pleno século 21 – espetáculos que tem na insensatez sua válvula de escape -, um pensamento conservador que quer imperar sob quaisquer circunstancias e, isto, não é bom para o regime democrático e nem para o povo. É preciso respeitar a democracia!

A derrocada circunstancial e momentânea do grupo inteiro sintetiza sua fragilidade enquanto corpo político que aposta tudo na força e na insensatez para conquistar os espaços interinstitucional e extra institucional.

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

5 comentários

  1. ótima análise da atual situação política de Codó. “Grupo fração e Grupo inteiro” kkkkkkk gostei! grupo fração deu um show ! isso sem falar no nó que deu na mente do exército de um homem só!

  2. Gostei! “Grupo inteiro e grupo fração”, seria cômico se não fosse trágico. Infelizmente a populacão de Codó, de maneira sistemática, continua votando em representates altamente descompromissados com os anseios da sociedade. Culpa da falta de educação? De conhecimento? Ou ambos os casos? A verdade é que Codó caiu numa verdadeira armadilha política, onde os interesses não são da coletividade, e sim, interesses privados, faltou discernimento e maturidade política para se aperceber disso. Um grupo que já tinha o poder econômico, agora tem o poder político nas mãos, pessoas que só pensam unicamente no dinheiro, desprovidas de qualquer sentimento de amor ao próximo, quanto mais dinheiro, melhor! Pessoas que para poderem ganhar mais dinheiro são capazes de coisas que só Deus sabe. Infelizmente moramos numa cidade, num país onde a corrupção está generalizada, onde não se escapa nenhuma instituição sequer. Estamos sendo governados por pessoas sem escrúspulos em todas as instâncias, seja ela municipal, estadual ou federal. Somos motivo de chacota para o mundo, onde o brasileiro é visto com desconfiança, Infelizmente este país se resume a carnaval, política e futebol. Os cidadãos de bem, Infelizmente se encontram encurralados, amordaçados, discrminados, humilhados e sob pena de serem mortos por não compactuarem com toda essa safadeza, que dar nojo até mesmo aos urubus e vermes.

  3. Mas… prezado senhor “Apagado”, o que quer dizer com “apagado da vida pública”? Acho que o cidadão Jacinto, está vivo e comentando sobre fatos recentes e importantes. E o melhor, foi até sucinto e por isto está de Parabéns.

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