Dados extraídos do Cadastro único, do Governo Federal, mostram a extensão da pobreza dentro do município de Codó onde 38% da população recebem dinheiro, para sobreviver, por meio de programas de transferência de renda como o Bolsa Família. Isso equivale a 47.917 codoenses.
Estas mais de 47 mil pessoas, segundo dados do Governo Federal, estão distribuídas dentro de 13.590 famílias. Agora prestemos atenção neste destaque, destas 13.590 famílias, 8.564 vivem em situação de extrema pobreza. Isso quer dizer que se pegarmos toda a renda mensal e dividirmos pelo número de pessoas que vivem naquela casa o resultado é menor que R$ 180 por pessoa.
Não há um número exato de quantas destas pessoas receberam o auxílio emergencial nos últimos meses, mas como estão dentro do perfil do programa o percentual é bem elevado.
Com 5 filhos menores em casa, ela e mais o marido, Diana Magalhães, moradora da rua Nossa Senhora dos Milagres, morro do Codó Novo, perto da Caixa D’água gigante que nunca funcionou, nos mostrou um pouco de como está hoje a cozinha e a dispensa da residência. Toda a renda era de R$ 300, subiu para R$ 600 quando o auxílio emergencial chegou. Mesmo assim, é difícil manter alimentação pra tanta gente.
“é difícil a gente tem que regrar ao máximo, o máximo possível pra conseguir alimentar…ROUPA, DIVERSSÃO? Só pra alimentar mesmo e as outras coisas deixa tudo de lado, a gente tem que botar na mesa, o principal que é a alimentação das crianças”, disse a desempregada
Com o iminente fim do auxílio emergencial, a renda da casa vai cair de novo pra R$ 300 do Bolsa Família.
“Eu já to preocupadinha, porque é uma ajuda, é pouco mas é uma ajuda e sem essa ajuda fica pior ainda, situação fica pior ainda … MEDO É DE FALTAR COMIDA NA MESA? É de faltar alimento das crianças”, completou Diana
Noutro morro de Codó, mora dona Natália Silva Cruz. Ela disse que se alimentou um pouco melhor com enquanto ganhou o auxílio, em janeiro deve voltar aos cuidados dos filhos.
“Com alimentação, com outra coisa não, com alimentação…COMPROU O QUÊ? Feijão, arroz, carne não porque o preço da carne tá um absurso, mas o que eu podia comprar eu comprava…AGORA COM O FIM DO AUXÍLIO? Já preocupa muito, porque eu não posso trabalhar, vou continuar como eu vivia, minhas filhas me ajuda, meus filhos”, disse no morro da Televisão, rua Planalto.