O Brasil, há séculos, deu entrada na UTI e parece não ter previsão de alta.
Em um quadro clínico agravado por gestões sucessivas, o país comporta-se como um paciente à beira da morte — debilitado, dependente e, acima de tudo, alienado do próprio diagnóstico.
No centro dessa dinâmica estão as figuras políticas que nós insistimos em estimar.
Eles desempenham o papel daquele médico de fala mansa que entra no quarto todas as manhãs, ajusta a dosagem do sedativo, senta-se ao lado do leito e sussurra com olhar acolhedor “ Nós vamos conseguir”.
O grande drama dessa minha metáfora não é a gravidade da doença, mas a ignorância do doente.
O paciente — que somos todos nós, cidadãos — não faz ideia de qual é o seu real estado de saúde.
Não nos mostram os exames, não nos explicam os efeitos colaterais das medicações e não nos revelam a verdadeira causa da enfermidade.
Aceitamos o alívio temporário do analgésico enquanto a infecção principal continua a se espalhar.
Até que ponto nos acostumamos a confiar a nossa sobrevivência a quem se beneficia do nosso estado de fraqueza?
Para aprofundar essa análise e compreender os dados que não estão no prontuário oficial do nosso Brasil não deixe de acompanhar o Vídeo

