Foi uma noite memorável. Estamos nos referindo à segunda edição do Dia Municipal do Rock, data fixada no nosso calendário em 15 de julho de 2022 por meio de lei oriunda da Câmara de Vereadores, após provocação de aristas locais, em homenagem póstuma ao roqueiro codoense Ricardo Moscow, cantor, compositor e instrumentista que morreu em 2019, vítima de um câncer.
A noite de sábado, na praça de São Sebastião, começou com a apresentação de Mano Robson e MC Chinha que tiveram abertura dos roqueiros para festejar 20 anos de carreira do Tiroteio Verbal.
Depois dos rappers, a guitarra, o contrabaixo, o teclado, a bateria e o vocal mais agitados entraram em cena no palco. A primeira banda a se apresentar foi a Distrito 30 sob o comando do vocalista Gabriel Trinta.
A banda executou um setlist todo autoral porque pretende apresentar-se num festival em São Luís, no mês de setembro, onde mais de 60 bandas maranhenses estarão passando pelo palco.
“Este festival reunirá mais de 64 bandas do Maranhão, bandas já consagradas e a Distrito 30 tem a honra de participar representando não só Codó, mas toda a cena do leste maranhense. Isso nos orgulha e deveria orgulhar a cidade como um todo e a Distrito 30 se sente muito feliz por estar aqui também protagonizando o dia Municipal do Rock que virou o calendário municipal e a gente também agradece ao Poder Público que ajudou a essa data virar uma data do calendário e a gente só pede que não deixem morrer, que a gente continue fazendo ano após ano”, explicou Gabriel, vocalista, ao jornalista Acélio Trindade
A banda seguinte foi a ROTA 316 com Lailson Ribeiro, Vinícus Diniz, Marcos Dean e Léo Antunes no vocal. A Rota sacudiu o público com covers barra pesada do rock internacional e também passeou por canções autorais demonstrando todas as suas influências musicais e aquilo que já próprio da banda.
Para fechar a noite a atração ‘Lady Evil’ veio de Teresina, capital do Piauí, que fez um show especial tributo ao Black Sabbath.
Pelo segundo ano consecutivo a organização do DIA MUNICIPAL DO ROCK manteve uma atração da capital piauiense no festival.
Os organizadores saíram satisfeitos, peitaram os desafios da falta de apoio do poder público, meteram a cara e conseguiram o sucesso que desejaram.
“Esse ano renova-se, um público muito maior e conseguimos, mais uma vez, trazer uma banda de Teresina e reafirma a cultura do rock em Codó e a importância dela. A gente veio aqui fazer uma provocação pra classe empresarial, setor público e falar que o rock também é cultura, que precisa de espaço, saímos dos bares e fizemos este festival pelo segundo ano consecutivo trazendo ele à praça pública de forma gratuita, rodando vários subgêneros que vão desde o pop rock, heavy metal, jazz , blues, o pop rock pra afirmar que o rock tem sim parte em Codó dentro de uma gama de vários eventos que estão rolando na cidade e a gente botar um público desse pra fazer rock”, disse Gabriel Trinta ao blogdoacelio
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