O blogdoacelio entrevistou o diretor de Cultura, da Companhia Arte Cultural, Orlando Matos. O assunto foi falta de recursos para melhorar as apresentações da peça A PAIXÃO DE CRISTO, encenada à base da garra e da coragem há 24 anos, sem parar sequer uma sexta-feira santa.

Orlando confirmou que há muitos gastos e que se houvesse um olhar diferenciado para este espetáculo ele, certamente, estaria bem mais atrativo, seria encenação de nível estadual e, com certeza, várias pessoas de outros municípios e até de outros Estados viriam para Codó presenciá-lo.
Mas não é o que ocorre, os políticos não valorizam. Eles, por exemplo, poderiam criar algum projeto, garantir algum fundo de recursos ou qualquer outra coisa da alçada política para ajudar, mas não o fazem.
Os empresários também viraram as costas.
“Gasto e muito, muito gasto, mas, infelizmente nós ainda não encontramos pessoas que tenham olhar voltado para aquilo que é cultural, aquilo que é rico e a cada ano que passa a gente vai sofrendo mais questão de apoio, de patrocínio, se não fosse a prefeitura, em todos os governos, se não fosse a prefeitura dá uma ajuda de custo eu acredito que a Paixão de Cristo que é o maior evento religioso, assim em termos de espetáculo de teatro, cultural, é a PAIXÃO DE CRISTO, não teria, eu acredito nisso”
“Porque nem os comércios, nem os empresários, não nos olham ainda com aquele olhar de carinho e ver que é uma necessidade de que a gente possa melhorar nesse sentido”, explicou
EM 2016
Este ano apenas a prefeitura ajudou.
“Esse ano foi em torno de R$ 2.000,00 que nós conseguimos em dinheiro e mais ou menos R$ 4 mil ou R$ 5 mil de material pra pegar em algumas lojas que a prefeitura já tem contato”, explicou
O setor privado, como em anos anteriores, se negou a colaborar. Por conta da falta de dinheiro, o grupo da Companhia Arte Cultural vive reaproveitando material de anos anteriores para manter, à duras penas, uma tradição que é de todos nós.
“Procuramos outros empresários, procuramos outras pessoas mas, nós não conseguimos mais nenhum patrocínio (…) a gente tá só com aquilo que a gente já tem há muito tempo, onde a gente guarda vândalos quebram, levam, roubam e mesmo assim a gente ainda se mantém com o pouco material que nós temos”, afirma
OUÇA A ENTREVISTA COMPLETA COM ORLANDO MATOS


Sabe porque? porque o diretor e desorganizado a companhia não tem se quer um local para guardar o cenário e o figurino e todo ano eles voltam a bater na porta de quem tem ajudado para comprar as mesmas coisas. Alem do mais o diretor é mal agradecido e costuma cuspir no prato que come.